Os 5 filmes que não pode perder no Festival de Filmes sobre Arte

Começa esta quinta-feira o Festival Internacional de Filmes sobre Arte: cruza artistas, realizadores e as motivações políticas da arte. Escolhemos cinco imperdíveis
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©DR
Por Catarina Moura |
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Começou no festival Temps D’Images em 2008, mas tornou-se independente em 2015. O Festival Internacional Filmes sobre Arte começa esta quinta-feira e quer que os espectadores saiam da sala “com a sensação de ter experimentado uma outra forma de pensar”, diz a directora e programadora Rajele Jain. De entre os 30 filmes que pode ver até domingo na Galeria Zé dos Bois, escolhemos cinco que não pode mesmo perder. Do activistmo político através da arte à mais pura fruição da pintura, saiba como se desenhou esta programação na Time Out desta semana.

Rua da Barroca, 59. 21 343 0205. Qui-Dom a partir das 17.00. Até 19 de Fevereiro. 2€, Passe: 10€

Os 5 filmes que não pode perder no Festival de Filmes sobre Arte

Camera

Tempestades – Ensaio de um Ensaio, Uli Decker

Uma alemã, Uli Decker, em Portugal para filmar uma companhia composta maioritariamente por actores afro-descendentes a ensaiar A Tempestade, daquele britânico magistral, como se sabe, o Shakespeare. É desta rede intricada de referências culturais que nasce este documentário Tempestades — Ensaio de um Ensaio, filmado numa vila piscatória, onde aconteceram os ensaios, e que quer encontrar a influência da peça do século XVI nas vidas do século XXI.

Teaser geral "A Tempestade" from uli decker on Vimeo.

Quinta-feira, 18.00
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How To Shape a Town, Caner Kaya

Dentro de um tronco está uma estátua, garantem os seis escultores que participam em How To Shape a Town. As suas histórias mostram não só como moldar uma cara ou animais místicos, mas também como trazer arte para a rua dá forma a uma cidade. Em Değirmendere, na Turquia, as esculturas foram sendo acrescentadas às ruas nos últimos 22 anos e Caner Kaya investiga o que essa arte em todo o lado mudou.

How to Shape a Town? - Teaser from Caner Kaya on Vimeo.

Sábado, 18.00
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Mio Pang Fei, Pedro Cadeira

“A arte é inútil, mas as obras de arte são úteis” é uma das ideias essenciais de Mio Pang Fei, o pintor nascido em Xangai nos anos 30 e censurado pela Revolução Cultural chinesa. Para conseguir continuar a pintar dedicou-se apenas à arte oficialmente aceite e, por isso, ao estudo da caligrafia e arte tradicional chinesa. Em Macau, onde Pedro Cadeira filma o documentário de 90 minutos, encontrou um lugar onde pode cruzar a arte tradicional chinesa e a arte ocidental.

MIO PANG FEI TRAILER CHtEN from Inner Harbour Films on Vimeo.

Quinta-feira, 20.45
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Retrato de um Antipoeta, Víctor Jiménez Atkin

Nicanor Parra tem 102 anos e nunca deixou de ser um poeta pop de resistência, com uma audiência jovem — um antipoeta, como diz o documentário de Víctor Jiménez Atkin. Inspirado pela Beat Generation e pelo movimento de Liverpool, o chileno tornou-se numa das figuras bandeira da poesia sul-americana, vencedor de um prémio Cervantes em 2011 e sério candidato ao Nobel. Neste Retrato de um Antipoeta a sua resistência está em ser filmado.

B: TRAILER RETRATO DE UN ANTIPOETA from Victor Jimenez Atkin on Vimeo.

Domingo, 17.00
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Line by Line, Viola Rusche e Hauke Harder

O compositor e violoncelista alemão Ernstalbrecht Stiebler garante que som e emoção não são duas coisas distintas — estão sempre em contínuo uma com a outra. Na entrevista num barco, ao longo de um rio, o músico de 82 anos explica porque valorizou técnicas minimalistas como a repetição, qual a importância do momento presente na fruição da arte e o que é, afinal, a música.



Domingo, 17.00

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