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A arte moldou-se à crise de 2008 e apresenta-se em vídeo no MAAT

Por
Francisca Dias Real
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Esqueça o óleo sobre tela ou as esculturas em cerâmica: na exposição “Tensão & Conflito. Arte em vídeo após 2008” o vídeo é rei. Para ver a partir de quarta-feira na Galeria Principal do MAAT.

São obras de 22 artistas que se reproduzem numa sucessão de espaços fílmicos sobre os efeitos da grande recessão de 2008. “Estamos perto do décimo aniversário dos acontecimentos e esta exposição traduz todas as consequências trazidas pela crise, mas em formato de vídeo”, conta Pedro Gadanho, curador da exposição e director do MAAT.

A temática da crise esteve nas bocas do mundo durante muito tempo, tanto que levou artistas – muitos deles afectados pela dita cuja – a trabalhar a sua arte com base no seu impacto. “Isto aconteceu num período em que a arte, exactamente na sequência do Occupy Wall Street,  começou a ter um papel mais político e o vídeo ganhou força, porque começou a aproximar-se das linguagens comuns, da televisão e do cinema, consumidas pela população, mas agora com reflexões mais críticas”, explica.

Pedro Gadanho acrescenta que é desafiante montar uma exposição de vídeo apenas, porque exige mais atenção dos visitantes relativamente a cada uma das obras, para que consigam perceber a sua narrativa. “É um desafio muito grande fazer esta exposição só em vídeo. Quando as pessoas vão visitar um museu passam apenas breves segundos em frente a uma obra de arte. Um vídeo, mesmo que tenha uma duração curta, exige muito mais atenção do visitante”. 

As reflexões e os vídeos são todos muito pessoais e, portanto, apresentam uma panóplia expressiva muito variada que foge à tradicional exposição em tela. “O vídeo tem todo o potencial para transmitir tipos de emoção e expressão muito diferentes”, refere Pedro Gadanho.

MAAT. Avenida de Brasília, Central Tejo. Qua-Seg 12.00-20.00 até 19 de Março de 2018. 5€. 

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