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As reuniões do Festival Condomínio são este fim-de-semana

Por Catarina Moura
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Não há razão para temer estas reuniões de condomínio, e a ideia é que cada um se junte à que lhe parecer melhor. Ou até a duas e três.

O Festival Condomínio regressa a Lisboa no próximo fim-de-semana para a sua oitava edição. As residências vão dividir-se entre o Largo do Intendente, no sábado, e a Praça da Figueira, no domingo.

O festival, que teve a primeira edição em 2014, quer pôr a "cultura local em espaços habitacionais", o que vai significar dois dias de 30 eventos, da fotografia à performance, da gastronomia às mesas redondas sobre a cidade.

A discussão sobre como morar em Lisboa hoje anda na ordem do dia e chega ao Festival Condomínio no domingo às 16h, pouco depois de se inaugurar a arte numa retrete — na instalação mural "Watch Closer", de Alice Prestes e Nelson Ribeiro, as paredes de uma casa de banho estão pintadas com tinta invisível e os condóminos são convidados a inspecioná-la com luz UV.

A arte local está ainda na performance de Sara Anjo, que explora as semelhanças entre o corpo humano e uma árvore em "Em Forma de Árvore" (sábado e domingo), nos têxteis de Rita Cabrita feitos ao vivo e com muita calma (sábado), na exposição com retratos de mulheres lisboetas disparados por Eva Barrocas, ou na oficina do Carapau Amarelo (domingo), que vai ensinar a estampar serigrafias em sacos de pano — essenciais na vida do alfacinha.

Para assinar a acta e encerrar-se a ordem dos trabalhos que, prevê-se, não vai enervar nem fazer adormecer ninguém, há um jantar vegetariano no domingo com produtos biológicos da loja Miosótis. Para entrar em cada evento há que fazer um donativo livre e a organização do festival promete que a administração do prédio não vai calhar a nenhum dos convidados.

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