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Cinco perguntas a Luís de Matos

Por
Ines Garcia
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O mágico Luís de Matos anda nas lides do ilusionismo há décadas — motivo para falarmos sobre a sua arte no Dia do Mágico, comemorado em todo o mundo a 31 de Janeiro. Prometemos que não vai desaparecer se ler esta entrevista mas descobrirá que é possível fazer desaparecer coisas tão grandes como um camião TIR. Bem-vindo ao maravilhoso universo da magia.

No teu Livro dos Segredos [lançado em Setembro de 2016, com prefácio do ilusionista americano David Copperfield], desvendas 50 ilusões. O mistério pela arte não se perde?

De forma nenhuma… Para que o mistério prossiga é importante espalhar conhecimento e procurar que novas pessoas se apaixonem pela arte de estimular a capacidade de sonhar. É um livro para todas as idades que, para além de partilhar o segredo de 50 ilusões (algumas das quais fazem parte dos meus espectáculos), conta histórias curiosas da arte mágica e dá a conhecer alguns dos momentos em que a história do mundo se cruzou ou foi influenciada pelos amantes desta arte. Sabias, por exemplo, que o cinema foi inventado por um mágico? Ou que Churchill chegou tarde a uma reunião por causa de um truque de cartas? Ou, ainda, que uma ilusão esteve na base do primeiro computador? Quando se ensina música arriscamo-nos a encontrar futuros compositores. Ao ensinar magia, faço-o na esperança de que mais pessoas se envolvam com a arte de criar ilusões.

A profissão de ilusionista é mais divertida do que as outras ou tens as mesmas chatices?
Para mim é a mais divertida de todas porque a amo e porque me realiza pessoal e profissionalmente. Permite-me viajar, conhecer outras culturas, obriga-me a aprender outros idiomas e, acima de tudo, dá-me as ferramentas necessárias para poder gerar sorrisos de admiração pelos quatro cantos do mundo. Mas sim, como tudo, o trabalho, a dedicação, a pesquisa, a predisposição e persistência para não desistir quando se falha, são essenciais à continuidade e evolução.

Qual foi a maior coisa que já fizeste desaparecer?
Já fiz desaparecer um camião TIR, um elefante e 52.001 lenços aquando da inauguração do Estádio do Dragão (o que, aliás, nos valeu a entrada para o Guinness Book of Records).

E a mais pequena?
Hmm… um berlinde?

Há algum truque que queiras muito fazer e ainda não conseguiste?
Sim, sempre. Faço cada espectáculo como se fosse o último. Procuro dar o meu melhor. Para isso, procuro sempre que amanhã tenha mais e melhor inspiração. Sempre me vi como o meu próprio adversário. Amanhã tentarei ser um pouco melhor do que provei ser ontem. Assim, a ilusão que quero muito fazer e que ainda não consegui é precisamente aquela que espero inventar amanhã.

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