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De bar gay a restaurante mexicano, o Etílico é agora a Taquería Patron

Cláudia Lima Carvalho
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Há um novo restaurante mexicano em Lisboa, mais especificamente no Bairro Alto. Chama-se Taquería Patron e abriu em Julho no espaço do antigo Etílico, bar que ficou famoso nos últimos anos pelas festas gay.

A ideia de transformar o bar, que ocupou o número 8 da Rua do Grêmio Lusitano durante mais de uma década, numa taqueria surgiu no final do ano passado quando o cubano José Alex e mais dois sócios perceberam que “faltava alguma coisa no Bairro Alto”. “Toda a gente gosta de comida mexicana e aqui no bairro não havia nada do género.”

José Alex viu no espaço do Etílico a oportunidade para dar forma à sua ideia. Daí a contratar um chef mexicano, foi um instante. Carlos Mañe veio de propósito do México para assumir a cozinha da Taquería Patron. O encontro entre os dois aconteceu no Facebook. José Alex sabia que queria um mexicano na cozinha e Carlos Mañe, então com uma empresa de catering no México, estava disposto a mudar de país e a começar uma nova aventura. “Já conhecia Lisboa, já cá tinha estado e sempre achei que era uma boa cidade para viver”, conta.

Fotografia: Manuel Manso

A carta é toda da sua responsabilidade e como o nome indica, os tacos são a especialidade. Há de porco, vaca, frango. Ou, devíamos dizer cochinita, lomitos e pollo? Os preços rondam os 8 euros para um prato com três tacos. E depois há ainda um prato especial: bacalao a la veracruzana (serve-se em meia dose, a 8,50 euros, ou a dose completa por por 14 euros). “Estamos em Portugal e por isso quisemos usar o bacalhau, mas ao estilo mexicano”, diz José. E o chef explica: “Este é um prato típico que comemos no Natal em Veracruz, de onde sou”. Neste prato, o bacalhau é cozinhado com muito tomate e cebola numa cama de batatas.

Fotografia: Manuel Manso

 Na carta constam ainda dois ceviches: de peixe (14,50 euros) e de camarão (15 euros). E claro: quesadillas e muitos nachos. E José destaca ainda as oportunidades. É dizer: um taco mariachi (taco do dia) e uma imperial por três euros, ou uma Corona, guacamole e um taco mariachi por 6,50 euros.

Fotografia: Manuel Manso

“A ideia é dar uma amostra dos sabores mexicanos, é tudo tradicional, obviamente dentro das possibilidades que a falta de ingredientes impõe”, diz Carlos Mañe, explicando ter muita dificuldade em encontrar por cá “muitas malaguetas frescas que existem no México”.

Se Mañe manda na cozinha, José Alex domina ao balcão. Trabalhou em bares toda a sua vida e é no balcão virado para a rua que gosta de estar. Margaritas, mojitos, tequilas. Basta pedir que José sabe o que está a fazer.

Fotografia: Manuel Manso

“Eu gosto até de falar da Taquería Patron como um restaurante-festa.” Assim mesmo, como se fosse uma palavra. Ao mesmo tempo que nos diz isto, mostra-nos como as mesas interiores se levantam para que a sala de restaurante se possa transformar em pista de dança. “Queremos fazer festas aqui. Queremos que as pessoas jantem e fiquem aqui o resto da noite.” Mas não se assuste, não é assim todos os dias. Este é o plano para os fins de semana, onde é possível até ajustar o menu para grupos.

Fotografia: Manuel Manso

Mas uma coisa é certa, passe a que horas passar, vai sempre ouvir o “Despacito” ou qualquer outro hit latino do momento. No fundo, é o que até poderia ouvir no Etílico. Talvez por isso, quem aqui vem ao engano à procura do antigo bar, acabe por ficar e, muitas vezes, até voltar.

Rua do Grêmio Lusitano 8, Bairro Alto. 966 183 911. Seg-Sex 17.00-02.00; Sáb-Dom 12.00-03.00

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