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Dérbi virtual: FIFA ou PES?

Escrito por
Luís Filipe Rodrigues
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A pergunta coloca-se todos os anos por esta altura e há muito tempo que não era tão fácil responder. São 11 contra 11 e no final ganha a Electronic Arts.

É um combate desigual. Sempre foi. Por muito bom que um Pro Evolution Soccer seja (e alguns são verdadeiros clássicos), à partida a vantagem está sempre do lado de FIFA. Afinal, é a série da Electronic Arts que tem (quase) todas as licenças, (quase) todos os direitos de imagem, (quase) todos os clubes. (Quase) tudo. Historicamente, PES tem compensado estas falhas apostando numa experiência de jogo mais realista e fluída. Em 2018, no entanto, é ela por ela.

Nos últimos anos, a EA descurou a jogabilidade, apostando antes em novidades mais chamativas, como as equipas femininas, em 2016, ou a introdução de um modo narrativo inovador, “The Journey”, em 2017. FIFA 18 não traz nenhuma novidade de monta, mas é mais fluído do que nunca, mais denso. Rematar e passar a bola exige mais de nós – apesar de ser possível ajustar a dificuldade, para quem prefere uma experiência de jogo simplificada. As diferenças entre os jogadores são mais subtis e naturalistas. Pro Evolution Soccer 2018, por outro lado, é aquilo a que a Konami nos habituou: intenso, fluído, imprevisível. Real.

Os japoneses continuam a saber fazer jogos de futebol como ninguém. O problema é o resto. Este ano, a Konami estabeleceu parecerias com equipas como o Barcelona ou o Liverpool, entre outras, e reproduz fielmente os respectivos estádios e jogadores. Além disso, tem os direitos da Liga dos Campeões. Todavia, em última análise, isto só acentua o problema de licenciamento com que a franquia se debate há anos. É estranho disputar El Clássico, com um Barcelona hiperrealista de um lado e o MD White (é assim que se chama o Real Madrid) do outro. Em Portugal, tirando os três grandes, nenhum clube tem o nome verdadeiro. Já em FIFA 18 somos convidados a disputar a próxima partida da nossa equipa na liga, com o provável 11 inicial, sempre que iniciamos uma sessão de jogo.

A apresentação gráfica do título da Electronic Arts também se destaca. Quase todos os jogadores são mais fotorrealistas e os movimentos parecem mais naturais, mas não é só isso. Os menus também têm melhor aspecto, os interfaces são mais intuitivos.

Ao nível dos modos de jogos, PES 2018 também fica aquém do colosso da EA. Há muitas modalidades de jogo semelhantes, no entanto só FIFA tem um modo “The Journey”, que combina a simulação futebolística com uma narrativa,diálogos de escolha múltipla e outros elementos de RPG, e este ano está ainda melhor. Faz a diferença.

Futebol portátil

FIFA 18 também está disponível na Switch, a consola híbrida da Nintendo. Mas esta versão não é exactamente igual à que se encontra disponível no PC, PS4 e Xbox One. Graficamente é menos detalhada (apesar de ter óptimo aspecto), o motor de jogo é diferente e o modo “The Journey” não se encontra disponível na Switch. Além disso, nesta versão os menus só foram traduzidos para português do Brasil. Não obstante, é uma simulação muito completa. Digna do nome e do legado de FIFA.

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