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E se lhe dissermos que há um rissol de pizza em Lisboa?

Por
Luis Leal Miranda
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Quando achávamos que já tínhamos visto tudo – e “tudo” incluiu o pastel de bacalhau com queijo da serra, um dos mais extravagantes e inexplicáveis sucessos da culinária lisboeta – eis que descobrimos o rissol de pizza da Leitaria Baiana.

Este café/pastelaria na Av. da Liberdade, distingue-se por ser um café/pastelaria indistinto numa artéria da cidade entupida por gourmezainas e outras modernices. Tem como principal elemento decorativo um desenho de Carmen Miranda, a mais célebre figura da Várzea da Ovelha Aliviada, em Marco de Canaveses.

Ao balcão, por baixo do Record e A Bola que a gerência simpaticamente disponibiliza, reluz este pastel: queijo, fiambre, azeitonas e oregãos em quantidades generosas, amortalhados em massa de rissol.

A receita não foi criada como atracção do Pavilhão de Itália na Expo 98 nem é uma invenção da leitaria.

Qualquer pessoa mais à vontade com edições antigas da revista Tele-Culinária e Doçaria reconhecerá esta iguaria da cozinha de fusão vernacular. É um panado que há muito que existe entre nós, mas só a Leitaria Baiana parece interessada em fazer dele uma estrela: todos os dias frita-se meia dúzia, custam 1,50€ cada e desaparecem logo pela manhã.

Experimente antes que vire moda, suba de preço, passe a chamar-se “mini-calzone panado” e venha empoleirado numa ardósia.

Terminamos com um desafio para a Leitaria Baiana e todos os cafés, pastelarias ou snack bars dispostos a desafiar o cânone dos salgados: para quando o rissol kebab ou o pastel de massa carbonara tenra?

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