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Nalu Bowls: as bowls do instagram de Bali vieram para a Ericeira

Por Catarina Moura
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Se há coisa que Bali e a Ericeira têm em comum são as ondas. E com elas vêm os surfistas, que os há nestes dois sítios. Nesta ilha da Indonésia nasceram as Nalu Bowls, taças cheias de energia mas com a leveza necessária para quem se quer fazer ao mar logo a seguir sem ouvir a voz dos pais a falar-lhe em paragens de digestão. Não temos a certeza deste fenómeno dos pais ser o mesmo em Bali, mas na Ericeira está resolvido: Alexandre Rosa trouxe o franchising das Nalu Bowls e agora, antes de ir à água, é só frutinha.

Descodificando: nalu é onda em balinês e já é fácil perceber porquê. Os nomes dos bowls que se seguem são nomes de ondas — e se sabe o que é estar flat e por aí fora não vai estranhar ao apanhar um J-bay ou um mavericks pela frente. Um smoothie bowl não vai ser difícil de compreender nem de fazer: um batido de frutas consistente, frutas por cima com disposições que parecem ter o seu quê de feng shui, uns frutos secos e granola. No caso da Nalu Bowls estas receitas não são uma mera limpeza à frutaria mais próxima; são fixas e já estão muito testadas — vêm da casa mãe para o primeiro ponto a abrir na Europa: um quiosque com ar de paraíso no pacífico e uma nesga de vista para o mar, quase a chegar à Praia do Sul.

Nalu bowls, ericeira, restaurantes
A uluwatu, com smoothie de pitaia e um topping de banana, morangos, goji, manga e granola
© Manuel Manso

A única alteração nas receitas originais, conta Miguel Rosa, que trabalha nesta pequena esplanada com a irmã e o cunhado, foi a substituição de algumas frutas raras em Portugal por outras que há nas mercearias da Ericeira e arredores. A pitaia, por exemplo, foi um dos problemas. Encontravam-se duas por semana na Makro e foi um saltar de fornecedor em fornecedor até Alexandre encontrar aquele que agora lhe entrega estes frutos em quantidade suficiente. Estão na uluwatu, a bowl com um smoothie bem cor-de-rosa — a pitaia que usam é a vermelha, que Alexandre diz ter mais sabor — acompanhado de morango, manga, côco, banana e granola. Para qualquer coisa mais dentro da zona de conforto há estes smoothies frios (quase gelados) de açaí – e mavericks –, de espinafres com um forte travo a gengibre – a teahupo’o – ou de manteiga de amendoim – a j-bay. A única receita que se transformou por completo nesta carta foi a macaronis: uma taça com pitaia, framboesas, papaia e manga converteu-se na muito portuguesa coxos, numa referência à Praia dos Coxos, a cinco quilómetros dali – tem manga, papai e côco, tudo vindo do comércio local.

A mavericks, com smoothie de espinafres e gengibre, decorada com manga, banana, côco e granola
© Manuel Manso

Com uma bowl destas o que não vai é uma imperial, pelo menos por agora. A Nalu Bowls da Ericeira tem de manter-se fiel ao conceito balinês, das taças que são cascas de côcos (e ainda dizem Bali, porque foram trazidas de lá) ao que se vende dentro deste quiosque com toldo de palha. A ideia é abrir um balcão em frente que possa dar conta do que falta para já e as ideias ambiciosas não ficam por aqui. Alexandre tem planos para abrir pontos mais próximos do centro de Lisboa. Por enquanto, ali estão para comer num canto da Ericeira (daqueles que até dá para evitar mais ou menos o vento), ou para levar para a praia, que há take away.

Rua Manuel Ortigão Burnay, 2 (Ericeira). 913257550. Seg-Dom 10.00-20.00.

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