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Lisboa não é uma seca, nem está vulnerável, pelo menos para já, no que diz respeito à escassez de água potável. Quem o garante é Fernando Medina, que esta quarta-feira de manhã se juntou ao vereador José Sá Fernandes para apresentar as três medidas temporárias que vão fazer frente à seca que assola Portugal. O abastecimento de água em Lisboa está assegurado pela Barragem de Castelo de Bode, que é também uma importante reserva de água do país, mas a Câmara Municipal de Lisboa optou por contribuir para eventuais necessidades de todo o território nacional.
Sá Fernandes sublinhou que nos últimos quatro anos foi diminuído para metade o consumo de água da rega, fontes e cemitérios, uma poupança que representou cerca de 750 000m3 de água, mesmo com um aumento de 200 hectares de áreas verdes em Lisboa no mesmo período de tempo.
Há ainda outra medida em fase de estudo, que deverá ser aplicada em 2018 e que passa pela utilização de água reutilizada da ETAR de Alcântara, não potável, para ser aplicada na frente ribeirinha, de Alcântara ao Campo das Cebolas, em postos de abastecimento complementares para a limpeza das ruas e alimentação das zonas verdes.
"Não se trata de uma necessidade desta região, mas de reforçar a reserva de Lisboa e sinalizar do ponto de vista político que estamos todos empenhados na redução do consumo da água e práticas mais sustentáveis no futuro", explicou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, anunciado ainda que será lançada uma campanha "para que sejamos mais eficientes na utilização da água".
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