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Prémio europeu para o Cinema Ideal

Por Renata Lima Lobo
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O cinema já tinha recebido dois prémios de arquitectura, mas agora foi o director Pedro Borges o merecedor de distinção. Há quem já ande um bocadinho farto da palavra empreendedor, mas foi mesmo esse o prémio que Pedro Borges recebeu da rede Europa Cinemas: Empreendedor do Ano. Os dois outros galardões foram atribuídos ao Kino Europa, em Zagreb (Croácia) para Melhor Programação, e à Movimento and City Kino, em Linz (Áustria) para Melhores Actividades para Audiências Jovens. Desde 2002 que esta associação europeia (da qual fazem parte 1078 cinemas de 41 países e 644 cidades) dá apoio operacional e financeiro a cinemas que se comprometam, por exemplo, a estrear um número significativo de produções europeias não-nacionais.

A propósito, falámos com o premiado:

O prémio é pessoal, mas que significado tem para a equipa e para o Cinema Ideal?
É um prémio dado pelos pares, por uma associação de mais de mil cinemas como o nosso em toda a Europa, e por isso tem naturalmente um significado muito especial. Quer dizer que há milhares de pessoas a fazer o mesmo trabalho que nós em mais de quarenta países e que reconheceram que o que fazemos merece ser distinguido. Creio que a associação tem sobretudo consciência que trabalhamos em condições particularmente difíceis e que nos abalançámos a um desafio de grande dimensão e significado numa altura em que o país passava por uma crise profunda e em particular no sector da Cultura. É um prémio que nos dá orgulho e responsabilidade.

Um empreendedor define-se como alguém que “tem a iniciativa de começar novos projetos, mesmo enfrentado obstáculos ou dificuldades”. Quais foram esses obstáculos para reinventar esta sala de cinema?
Em Portugal em geral os ‘empreendedores’ são pessoas que vivem encostadas a um nome de família ou ao Estado, que não fazem contratos, nem pagam a segurança social ou os impostos e deixam os bancos na miséria. Os obstáculos que encontrámos foram os de fazer o contrário disso tudo. Isto é, trabalhar de forma séria e só contarmos com o nosso esforço. Tivemos a sorte de ter um fantástico arquitecto e depois um extraordinário construtor. E depois que houvesse filmes maravilhosos para mostrar. É o que vamos continuar a fazer.

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