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Super Bock Super Hip-Hop

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Pusha T

 

 

Os concertos de hip-hop em Portugal são cada vez menos uma raridade. Há muito trabalho por fazer, mas elogiamos o facto de o Super Bock Super Rock ter reservado praticamente um dia inteiro para o género.

Mais do que um festival de Verão ou um festival de música, o Super Bock Super Rock sempre foi um festival de rock. Seja mais pesado (Deftones, no sábado) ou mais ligeiro (Foster the People, também no sábado), mais alternativo (Kevin Morby, na quinta-feira) ou mais popular (Red Hot Chili Peppers, quinta), português (Capitão Fausto, quinta) ou estrangeiro (Boogarins, quinta), é certo e sabido que vai haver rock para dar e vender no cartaz. O que não quer dizer que não haja espaço para outras músicas. Há sempre pelo menos um ou dois nomes fortes da electrónica e, de vez em quando, um poucochinho de hip-hop: 50 Cent foi lá há uns anos; Kendrick Lamar esteve no ano passado e conseguiu esgotar a lotação. Mas este ano a história é outra. Este ano há um dia praticamente só de hip-hop.

O cabeça de cartaz de sexta-feira é o americano Future. Rapper, cantor, compositor, produtor, é um dos maiores nomes do trap. Lançou as primeiras mixtapes no início da década e o álbum de estreia propriamente dito, Pluto, em 2012. Tem estado imparável nos últimos dois anos, com uma série de discos elogiados pela crítica e com entrada directa para o primeiro lugar do top americano, como DS2 (2015), EVOL (2016), FUTURE (2017) eHNDRXX (2017). Pelo meio ainda lançou a mixtape What a Time to Be Alive, com Drake. Pode não ter a dimensão nem a imaginação de Kendrick Lamar – não é por acaso que ainda há bilhetes para sexta-feira – mas poucos se podem gabar disso.

No Palco EDP só dá hip-hop. O nome mais sonante é Pusha T, metade dos saudosos Clipse, que se lançou a solo na presente década. Editou Fear of God (2011), Fear of God II: Let Us Pray (2011) e Wrath of Caine (2013) antes do primeiro álbum propriamente dito, My Name Is My Name (2013), tudo pela GOOD Music de Kanye West. A Lisboa deve trazer os temas de King Push, a editar em Setembro, e do seu prelúdio de 2015.

Além dele, estão lá Akua Naru, com o seu hip-hop consciente e politizado, e a cantora de r&b canadiana Jessie Reyez. Além de Slow J, autor de um dos melhores discos de hip-hop portugueses do ano, e o projecto luso-brasileiro Língua Franca, que junta Capicua, Emicida, Rael e Valete, na primeira apresentação pública do álbum de estreia homónimo.

Nos outros palcos, o rap (aliás, toda a música negra) continua a soar mais alto. No Palco Carslberg destaca-se o projecto Rocky Marsiano & Meu Kamba Sound e os Beatbombers (DJ Ride e Stereossauro) monarcas do turntablism português. Enquanto no palco LG o rapper NBC, que no ano passado lançou o disco Toda a Gente Pode Ser Tudo, e o portuense Keso, que mostrou o que vale com o álbum KSX2016, são os maiores nomes.

Para quem não gosta do género há os outros dois dias do festival (e para sábado ainda há bilhetes).

 

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