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Thundercat, em modo 'Drunk'

Por Miguel Branco
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O terceiro disco do músico de Los Angeles acaba de sair e segue o seu nome: 23 canções de alcoolémia soul, para beber até ao fim 

Quem te avisa teu amigo é. Portanto aqui siga o conselho: Thundercat é para escutar até se cansar. Sendo que o mais certo é não alcançar esse ponto.

Ao terceiro disco, a terceira vitória do multi-instrumentista que anda sempre com o baixo às costas. Drunk, sucessor de The Golden Age of Apocalypse (2011) e de Apocalypse (2013), tudo editado pela Brainfeeder, do amigo e colaborador de sempre Flying Lotus, é um objecto meio alienígena que carece de enquadramento fixo. É, isso certamente, uma harmonia soul para quem quiser dançar slows, uma praia atestada de elementos, um vai-vem sem risco de queda para o abismo. 

E se há tendência que facilmente se identifica em Thundercat é um abdicar gradual da electrónica. Ou seja, não é que tenha desaparecido, mas está mais discreta, menos mandona na hora de se fazer notar na sonoridade. O baixo parece mandar nisto tudo, sendo que talvez, na verdade, seja sobretudo o real ponto-zero, de onde tudo parte. 

23 temas onde se contam várias colaborações: Kendrick Lamar, Wiz Khalifa, Pharrell Williams, Michael McDonald e Kenny Loggins. É, no fim de contas, um disco para se ir descobrindo. Esta “Walk On By” (com Kendrick Lamar) é um belo abrir de portas.

  

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