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Visita guiada pel'O Asiático, a nova casa de Kiko

O Asiático
Fotografia: Arlindo Camacho Kiko Martins na sua nova casa.

A viagem começa à porta. Assim que se atravessa a ombreira d'O Asiático, no início da Rua da Rosa, entra-se directamente noutro continente. “Eu sempre tive um carinho muito grande pela Ásia. Quando agarro num gengibre, num molho de soja, num óleo de sésamo, percebo como são incríveis estes produtos. Por isso é que este restaurante não nasceu agora. Já penso nele desde que comecei a pensar na Cevicheria. Mas como é mais ambicioso, demorou mais tempo a realizar”, conta Kiko Martins, assumindo o papel de anfitrião do seu mais recente restaurante.

“A entrada é vermelha porque a Ásia é feita de cores. É aqui que a viagem começa. Uma viagem que vai do Nepal ao Japão”, diz, apontando para os frascos com especiarias, fermento japonês, cogumelos secos, tofu e feijões de diferentes tipos. 

 

 

Entrada d' O Asiático
Fotografia: Arlindo Camacho

 

 

 

 

Enquanto esperam por mesa, porque para já não há reservas, os clientes são encaminhados, através de uma escadaria, até à mezzanine sobre a sala principal, onde existe um bar.

“Estas escadas são talvez a minha parte favorita do restaurante. Têm um significado muito grande para mim. Cada uma destas minhas fotografias faz-me lembrar uma situação, uma conversa, um país, um lugar”, relembra o chef, fazendo alusão à viagem à volta do mundo que fez com a mulher, Maria, em 2010. “Estes cestos a fazer a vez de candeeiros, por exemplo, são usados nas Filipinas para transportar galinhas”.

 

 

 

Escadaria com fotografias de Kiko Martins
Fotografia: Arlindo Camacho

 

 

 

 

No topo fica o bar, onde é possível beber um copo e petiscar ao balcão qualquer prato da carta. “Também é possível jantar aqui. Esta zona tem uma grande onda, sangrias e bom som”, diz o chef. “Percebe-se que é um restaurante asiático, por causa da decoração, mas decidi incluir uns pássaros, feitos por um escultor de São Francisco, espalhados por todo o restaurante, para lhe dar um ar mais cosmopolita.”

 

 

Bar na mezzanine
Fotografia: Arlindo Camacho

 

 

Logo à entrada da sala de jantar fica a cozinha de preparação. “Tudo se passa aqui. A nossa carta é curta, temos 13 pratos e quatro sobremesas, mas cada um deles exige uma grande dedicação, dezenas de ingredientes e muitas horas de preparação”. É o caso deste caril doce, com bolo de coco, creme de caril, líchias, manga picante e gelado de iogurte (7,30€), para partilhar. Partilha é, aliás, a palavra de ordem, frisa o chef.

 

 

Caril doce com bolo de coco
Fotografia: Arlindo Camacho

 

 

Com um tecto envidraçado, por onde cresce uma árvore de oito metros através de uma pequena abertura, a sala principal tem capacidade para cerca de 80 pessoas. “A ideia é que a árvore no Verão já tenha uma copa frondosa que proporcione alguma sombra”, diz Kiko, acrescentando que em breve vai disponibilizar a mesa do chef, que poderá ser reservada, e que terá um menu de degustação especial. 

E, depois, há ainda uma lareira acesa na esplanada. “Isto tem uma linguagem muito gira e única à noite. Queria que este fosse um espaço divertido, queria trazer mundo para Portugal. Para mim este restaurante podia ser desdobrado em 20 restaurantes diferentes”. 

 

 

Panorâmica da sala principal
Fotografia: Arlindo Camacho

 

Rua da Rosa, 317 (Bairro Alto). 21 131 9369. Seg e Qua-Sáb 19.30-00.00

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