Arraial da Graça
Rita Chantre | Arraial da Graça
Rita Chantre

Estes são os melhores arraiais em Lisboa

A bailar todos os santos ajudam, mas o Santo António é o que sabe melhor. Oriente-se com a nossa lista de arraiais em Lisboa.

Rute Barbedo
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Ainda antes de se montarem as grelhas já cheira a sardinha assada, tal é a ânsia pela maior festa da cidade. Sabemos todos que a cerveja nunca falta, que o bailarico é o movimento rei dos dias de Junho (e alguns dias de Maio também) e que grandes nomes da romaria e música popular portuguesa arrastam multidões até aos recintos mais badalados. Há festas com palco, mas também colunas encostadas às portas dos prédios, sardinhas a emergir de bacias e convites inesperados para dançar, da Bica a Campolide, que os Santos não são apenas do centro histórico há muito. Tudo é mérito do Santo António, o mais popular de Lisboa, que se abriu ainda a inovações como "seitanas" ou festas muito longe do pimba. Não perca de vista esta lista dos melhores arraiais em Lisboa, mas atenção: o mais provável é que esteja em constante actualização, assim que são divulgados novos cartazes. 

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Arraiais em Lisboa

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  • São Sebastião

De repetições seguras como Rosinha (29 de Maio) ou Toy (3 de Junho) a novidades como Santamaria (10 de Junho) e José Malhoa (9 de Junho), o Campo Pequeno será de Santos durante 16 dias, sem esquecer a sardinha, a cerveja e a bifana. É um dos primeiros arraiais a animar Lisboa e também um dos maiores e mais concorridos da cidade, o que se deve muito ao cartaz, centrado no pimba e na música popular portuguesa. Para além da música, as crianças têm também animação garantida, como tem vindo a acontecer em anos anteriores, em que não faltaram insufláveis ou um carrossel.

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  • Campolide

É um dos arraiais mais concorridos e, ainda assim, onde se está mais à larga em Lisboa. Na Quinta do Zé Pinto, não faltarão também grandes nomes da música popular portuguesa. A festa abre com Toy (29 de Maio) e continua com Fernando Alvim (na cabine de DJ, a 30 de Maio), Santamaria (3 de Junho), Quim Barreiros (5 de Junho), Jorge Guerreiro (6 de Junho), Rosinha (9 de Junho), Ruth Marlene (12 de Junho) e Filipe Delgado (13 de Junho). 

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  • Belém

Não há nenhuma música pimba sobre o 29 de Maio, mas não é por isso que Belém precisa de esperar para lançar o seu grande arraial. Durante duas semanas, o Parque dos Moinhos de Santana há assadores e barracas por todo o lado, não faltando nunca as máquinas de cerveja à pressão. A festa começa com os Deixa Rolá (29 de Maio, regressando a 11 de Junho), avança com Queres é Pimba (30 de Maio), Non Stop (3 de Junho), Tio Jel (5 de Junho), Toy (9 de Junho) e Kiko is Hot (12 de Junho). Pelo meio, há DJ e diversões. 

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  • Beato

É um dos bailaricos mais sólidos da cidade. Ano após ano, junto ao Mercado de Sapadores, a Penha de França faz a festa em honra de Santo António, com um palco de dimensão generosa, mesas e barraquinhas de comes e bebes, com contribuição segura e local. No cartaz, o arraial "A Minha Penha é Linda" promete Manel João e DJ Mário Paulo (dia 9); Penha Kids (com insufláveis), Grupo Paralelos e Toy Cascão (dia 10); Paulo Fadista & Mara Sebastião e Quioscoteca (dia 11); e Mário Pica, DJ Mouros da Calçada, Duo Ritmo Certo e DJ Mário Paulo (dia 12). 

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  • Marvila

A partir das 19.00, a Musa de Marvila toma os ares de arraial, com o Jornal Dissidente a assumir os comandos. "Não haverá bússolas funcionais que nos guiem a um destino musical certo. Vai ser tão bom que nem parece verdade", promete a marca de cerveja. É para contar com os DJs do jornal, Velha Baptista, Pakistan e Don Cabron. 

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  • Castelo de São Jorge

“Mais do que uma festa, este arraial é uma afirmação colectiva: a cidade precisa de espaços vivos, populares e acessíveis. Espaços onde ainda seja possível criar comunidade e celebrar lado a lado.” É este o manifesto da Associação Renovar a Mouraria, que resiste no Beco do Rosendo com múltiplos instrumentos de apoio à comunidade e uma programação cultural. Pelos dias de Santos Populares, conta-se com música da Rádio Olisipo e convidados Teresina A Costureira (29 de Maio), Hijos de Luzia e Guerrilha Soundsystem (30 de Maio), Voz na Voz e Arrlomp & Dentuzona (31 de Maio), Plaka (3 de Junho) ou Rocky Marsiano (6 de Junho). Na noite rainha toca Telefonia (12 de Junho) e a festa termina no dia seguinte com o Coro da Achada e Rossana. O evento conta, ainda, com a presença de colectivos como O Relâmpago, a Oficina do Cego, a cooperativa Bandim, o movimento contra o Quartel da Graça, a Livraria das Insurgentes ou a marca e livraria Bazofo. Tudo no Largo da Rosa.

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  • Lisboa

Uma revista digital e um atelier de arquitectura juntam-se a pensar numa festa popular, e o que é que dá? Seis dias de bebes, comes (bifanas e seitanas) e "gente cheia de ritmo a comandar as playlists". É esta a proposta da Divergente e do Traça, que voltam a trabalhar juntos noutras lides que não as do dia-a-dia. "As mesas de trabalho viram balcão de cozinha e armazém, os computadores cedem lugar a panelas e frigideiras, e a rua torna-se numa pista de dança com gente cheia de ritmo a comandar as playlists. É uma forma de angariar fundos para as despesas fixas, e um momento para estar com vizinhos, amigos, famílias, e todas as pessoas que querem celebrar os Santos Populares", descrevem. Para a frente do número 25 da Rua de Arroios está programado tudo isso, como também as listas de Fado Bicha, Hugo Van der Ding e Tiago Ribeiro, e Tabanka Records.

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  • Grande Lisboa

Quem disse que conversas sobre política e modos de vida não têm lugar entre bailaricos do Santo António? Nesta horta em que tudo é pela beleza e pela vida em sociedade, a programação das festas inclui conversas, oficinas, agricultura e alimentação saudável, convívio e conhecimento. É aqui que tudo começa, mas não é aqui que acaba. O Festival Regador é um dos momentos alto de convívio na Horta do Alto da Eira, mas também uma grande ode à natureza e às colheitas, onde há espaço para dançar, comer e beber.

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  • São Vicente 

Tudo começou com uma brincadeira de vizinhos em 2010, de comemoração do centenário da vila e, desde então, a festinha tornou-se num dos arraiais mais concorridos da cidade. O Arraial da Vila Berta, no bairro da Graça, começa a 3 de Junho com uma programação de 11 dias, um deles dedicado às crianças, o Arraial Infantil (dia 7). Na animação musical pode contar-se com Deixa Rolá (dia 3), Toy Cascão (dia 4) ou Fado Vadio (dia 8). Na grelha não faltarão bifanas nem sardinhas.

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  • São Vicente 

Formado em 1939 como Grupo Desportivo dos Tabacos, este refúgio da Calçada dos Barbadinhos é um dos mais vivos espaços associativos de Lisboa. E, nos Santos, não foge à regra. Em colaboração com a publicação NiT, o espaço amplo com direito a lugares sentados, palco e vista para o Tejo recebe comida de grelha e nomes como Maria Leal (5), Saul (6), Ena Pá 2000 "Caos Popular" (9) ou Ruth Marlene (12). Estão também programados dois momentos especiais: o concurso "camisola original" e um karaoke de hits portugueses. 

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  • São Vicente 

A Junta de Freguesia de São Vicente costuma organizar os seus arraiais à volta de dois pontos estratégicos, o Largo da Graça e o Jardim Augusto Gil, já perto do Miradouro Sophia de Mello Breyner. Este ano, repete a dose. Além dos concertos e colunas a bombar, há barraquinhas de várias associações e colectivos de bairro (é a Praça das Colectividades!) que aproveitam a altura para angariar fundos para o resto do ano. Não faltarão os caracóis, o chouriço assado, a bifana, a sardinha ou o arroz-doce.

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  • Chiado/Cais do Sodré

Escassos metros separam os dois arraiais deste típico bairro lisboeta, que acabam por se fundir e partilhar algo de muito característico: o ambiente, o declive acentuado e a estreiteza em torno da Rua da Bica de Duarte Belo. No Largo de Santo Antoninho, a festa é organizada pela associação Cardinal Boémio, e na Calçada da Bica Grande, os comandos são entregues ao Marítimo Lisboa Clube. A festa está sempre garantida e vai até mais tarde do que noutros arraiais ali à volta. É aproveitar enquanto dura e não esquecer que há-de aparecer sempre uma festa ou uma coluna improvisada pelo meio. Os vizinhos tratam.

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  • Alfama

Chama-se Largo de São Miguel, mas quem acha que é possível andar em Alfama na noite de Santo António marca encontro no Largo da Palmeira, um dos pólos centrais da Associação Recreativa Amigos de São Miguel. Está bom de ver que o arraial em questão é um dos mais concorridos de Alfama. Se não gosta de confusões, escolha uma outra noite de Junho para passar pelo coração de Lisboa. As sextas e sábados são dias de baile.

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  • Santos

É seguramente o arraial mais longo de Lisboa, começando em Maio e estendendo-se até Julho, com a ajuda do Mundial de 2026. No Terrapleno de Santos, junto ao rio, espere encontrar os acepipes do costume (sardinha, caldo verde e caracóis incluídos) e os manjericos e bandeirolas da praxe. Datas para cada um dos espectáculos ainda não há (promete-se actualização) e horários exactos também não, mas já se conhecem os nomes do cartaz: Quim Barreiros, Maria Leal com o Turb’Ó Baile, Santos Noventeiros (com assinatura da Revenge of the 90s), Rosinha, Micaela, Saul, Romana, Iran Costa, Jorge Guerreiro, Mónica Sintra, Xana Carvalho, Joana D’Arc e Kiko is Hot. 

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  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Também se tornou um clássico, ali para os lados da Avenida da Liberdade. O Arraial de Santo António, organizado pelo Grupo 7 dos Escoteiros de Portugal, toma conta da Praça da Alegria com o habitual no plano dos comes e bebes e um cartaz fechadíssimo. A saber: Hélder Pereira e Hélio Esteves (dia 3), Jorge Paulo e Susana (dia 5), Banda Celtas (dia 6), Cristais da Noite (dia 9), Marcha Flor de Lis e Tarde de Fados (dia 10), Nuno Ropio e Lakota (dia 12), Jovisom (dia 13), Gina Reis e Gabaritz Gang (dia 19) e Miguel Dias e Estudantina Universitária de Lisboa (dia 20).

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  • Estrela/Lapa/Santos
Arraial dos Combatentes
Arraial dos Combatentes

Organizado pelo Grupo Dramático e Escolar Os Combatentes, com mais de 100 anos de história na cidade, este é um arraial que envolve insufláveis e matraquilhos, lugares sentados, algodão-doce e bailarico. Podem fazer-se reservas (926 020 452) e até os pedidos e pagamentos são feitos sem levantar do banco. Para comer, há, claro, bifana, sardinha assada, porco no espeto e caldo verde, mas também opções vegetarianas e vegan, bem como muita doçaria. Estão também programados dois dias de pinturas faciais para os mais novos, marchas e rancho folclórico. Já no cartaz entram nomes como Toy, Trio Maravilha ou a Banda Compacto.

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  • Parque das Nações

Fica no Parque das Nações, junto à Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, e é um dos maiores arraiais de Lisboa. Tem capacidade para 2000 lugares sentados e, nos últimos anos, tem-se contado cerca de 30 mil visitantes ao longo dos três dias do evento. Conte-se com Original Bandalheira (dia 5), The Street Sofas, Cool Daddies e Cotas Club Jazz Band (dia 6). No dia 7, tocam os DJ HP, António Mendes e Nelson Cunha.

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Alvalade volta a reunir-se em peso no Complexo Desportivo Municipal de São João de Brito para festejar a época mais festiva da cidade. O cartaz também não é levezinho. Quim Barreiros (9) e Rosinha (10) são as estrelas do pimba, os Táxi (12) entram em força com o seu pop-rock e o Coro e Banda UBA - Universidade Briosos de Alvalade (13) vem suavizar com música tradicional portuguesa. Além da música, o recinto tem zonas de alimentação amplas e um espaço de diversão dedicado aos mais novos. Entra-se pela Avenida do Brasil ou pela Estrada da Portela.

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  • São Vicente 

O convívio e os comes e bebes são o forte deste arraial, escondidinho no pátio d'A Voz do Operário, na Graça. No total, são oito dias de festa, a começar no dia 10, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e a terminar no dia 27 de Junho. Sempre a partir das 19.00. Na noite de Santo António, há música ao vivo com o Trio Nova Opção e Ideiafix e, no dia 20, há concerto com Projecto Bug (22.00), seguido do DJ set de Sapatrux.
É possível reservar mesas através do email eventos@vozoperario.pt ou do telefone 218862155 (excepto nos dias 10 e 12).

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  • Benfica/Monsanto

Um dos maiores arraiais da cidade, o de Benfica, é também um dos últimos. Além das muitas barraquinhas de comes e bebes, onde se podem encontrar não só as típicas sardinhas assadas portuguesas mas também especialidades como cachupa ou o pastel de milho cabo-verdiano, a festa da Alameda Padre Álvaro Proença recebe quatro dias de concertos que costumam arrastar multidões. Eis os cabeças de cartaz de 2026: Van Zee (dia 18), D.A.M.A. (dia 19), Delfins (dia 20) e Quim Barreiros (dia 21). Estão, ainda, previstos colectivos como o Grupo de Canto Tradicional de Benfica ou o Grupo de Danças e Cantares do Minho.

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  • Chiado/Cais do Sodré

De 3 a 28 de Junho, o Arraial da Misericórdia toma conta do Miradouro de São Pedro de Alcântara. Além dos comes e bebes, há concertos, DJ sets e espectáculos de drags. A programação inclui os Sound Muppets (dia 3), Quim Barreiros (11), DJ Ayasha (12), DJ Diego Miranda (13, até às 03.00), Toy (16), Groove Brothers (19), show de drags e performance de Sabrine (25), Rosinha, show de drags e performance de Bravon (26), show de drags, tributo a António Variações (27), apresentações de drags no Dia Internacional do Orgulho LGBT (28).

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  • Lisboa

A proposta é para um Santo António mais calminho e privado, com uma das melhores vistas da cidade. No dia 12 de Junho, entre as 12.30 e as 22.30, e no dia 13, ao almoço, os grelhadores aquecem para hóspedes e visitantes do Torel Palace, sendo que a entrada no Black Pavilion é gratuita. No menu, há as clássicas bifanas e sardinhas grelhadas com broa, chouriço, salada de pimentos, batatas assadas e caldo verde. Pode reservar lugar através do número de telefone 218 099 132 ou do e-mail info@blackpavilion.com.pt.

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  • Oeiras

Há arraiais e arraiais e este, bem longe do centro de Lisboa, redefine a tradição e leva os Santos Populares para um cenário altamente improvável, o Taguspark. No mês de Junho, de quinta a sábado, o restaurante Panorâmico monta o seu Arraial Chic com opções que fazem jus ao nome mas também ao tradicional português: há sardinhas tradicionais e sardinhas chics, salada chic, prego do lombo, bifana em bolo do caco, caldo verde, chouriço assado, espetada de fruta com chocolate e churros com doce de leite. Os preços de cada item vão de 3€ a 10€. 

Lisboa al fresco

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