Lisboa icon-chevron-right Sugestões de leitura: cinco livros para Novembro

Sugestões de leitura: cinco livros para Novembro

Elena Ferrante e Lucky Luke, Afonso Cruz, Alexandra Lucas Coelho e Emma Cline. Cinco sugestões de leitura em jeito de prognóstico.
Lucky Luke
©Morris
Por João Pedro Oliveira |
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Novembro é mês forte em edições. Fomos à procura do que aí vem e estes são os livros que queremos mesmo ler. Decidimos apostar em três mulheres, um escritor incontinente e um cowboy com 70 anos.

Cinco livros para Novembro

Afonso Cruz
Fotografia: Arlindo Camacho

Nem Todas as Baleias Voam

Afonso Cruz
Companhia das Letras


Em 2013, no número inaugural da Granta portuguesa, Afonso Cruz publicava o conto Jazz, Rosas e Andorinhas. Nessa dezena de páginas estava o embrião deste romance. Nem Todas as Baleias Voam desenvolve a história de Erik Gould, músico de jazz que vive atormentado com o desaparecimento da mulher, a quem continua a escrever cartas de amor que lança ao mar em garrafas. Com ele ficou o filho de ambos, um rapaz que vê as emoções em forma de pessoas. É o segundo livro que Afonso Cruz lança este ano, depois de Vamos Comprar Um Poeta, o que o coloca definitivamente na lista dos mais prolíficos autores portugueses – contamos-lhe 23 títulos desde 2008.

Alexandra Lucas Coelho
©DR

Deus Dará

Alexandra Lucas Coelho
Tinta da China

O título completo reza assim: Deus Dará – Sete Dias na Vida de São Sebastião do Rio de Janeiro, ou o Apocalipse Segundo Lucas, Judite, Zaca, Tristão, Inês, Gabriel & Noé. É o terceiro romance de Alexandra Lucas Coelho desde que se lançou a escrever ficção (antes tinha já assinado cinco outros livros, entre reportagens e crónicas de viagem). Sucede a E a Noite Roda (vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela da APE em 2012) e a O Meu Amante de Domingo (Livro do Ano 2014 para a Time Out). São 550 páginas que se desenrolam hoje mas prometem atravessar 500 anos de história entre Portugal e Brasil.

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Elena Ferrante moc up
Fotografia: Ana Luzia

Escombros

Elena Ferrante
Relógio d'Água

Os ânimos ainda não arrefeceram e isso faz desta uma das edições mais quentes da temporada. O The New York Review of Books revelou a verdadeira identidade de Elena Ferrante e a discussão acendeu-se: porquê expor aquilo que a autora sempre esforçou por esconder? Desfazer o mistério de culto que se criou à sua volta era questão de interesse público ou apenas interessante para o público? Escombros é uma colecção de cartas, ensaios, reflexões e entrevistas que Ferrante concedeu ao longo de vinte anos e onde explora as razões porque preferiu ficar na sombra e deixar que os seus livros falassem por si. Dito de outro modo, é tudo o que autora alguma vez quis dizer de si e do seu processo de escrita.

Emma Cline
©DR

As Raparigas

Emma Cline
Porto Editora

É um daqueles fenómenos instantâneos de público e opinião publicada e a expectativa é grande. Desde que, em 2014, foi objecto de cobiça de editores de todo o mundo na Feira de Frankfurt, o romance de estreia da norte-americana Emma Cline (que à data tinha apenas 25 anos) tem vindo a ser traduzido um pouco por toda a parte. Inspira-se na história da seita criada por Charles Manson na Califórnia dos anos 1960. E aproveita esse quadro de paz e amor livre degenerado em escravidão sexual e violência extrema para ilustrar as fragilidades universais da adolescência. Prevê-se que a edição portuguesa tenha uma badana generosa para acomodar todos os piropos que o livro tem coleccionado, sobretudo na imprensa dos Estados Unidos.

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Lucky Luke
©Morris

Lucky Luke, Terra Prometida

Achdé e Jul
Asa

Aos 70 anos, Lucky Luke Já protagonizou 80 álbuns e vendeu 300 milhões de exemplares. Ainda assim, mantém uma vitalidade impressionante. O aniversário do cowboy que consegue a proeza de disparar mais rápido do que a própria sombra é assinalado na edição deste ano da Amadora BD, onde se faz o lançamento mundial de Terra Prometida, álbum que chega às livrarias dia 4. Luke nasceu da imaginação de Morris, alimentou-se do génio de René Goscinny (que colaborou na série entre 1955 e 1977) e tem mantido a boa forma nas mãos de Achdé, que pôs a sua assinatura nos últimos seis álbuns da série. Experimenta agora, pela primeira vez, o traço de Jul, nesta aventura em que escolta uma família de judeus da Europa de Leste até aos confins do Oeste americano.

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