CAM Lisbon
Photograph: Francisco Romão Pereira / Time Out
Photograph: Francisco Romão Pereira / Time Out

As melhores coisas para fazer em Lisboa em Abril de 2026

Quer aproveitar a cidade e não sabe por onde começar? Descubra as melhores coisas para fazer em Lisboa este mês.

Mauro Gonçalves
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Abril é dos meses mais promissores do calendário gregoriano. Já é Primavera – para começar –, os dias ficam maiores e a vida abre-se a todo um leque de programas ao ar livre. Dentro e fora de portas, não faltam sugestões de agenda. Há exposições a chamar pelo público da arte, peças de teatro a estrear todas as semanas e um rol de concertos que não dá descanso aos melómanos. Junte a isso mercados, eventos gastronómicos e pequenos festivais que, aqui e ali, contagiam o humor da cidade. Tudo isto e ainda mais, só porque é Abril.

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Coisas para fazer este mês em Lisboa

  • Chiado

Nesta versão actualizada do texto de Tchékhov, com encenação de Diogo Infante, a acção passa-se numa propriedade rural isolada, onde são explorados os conflitos românticos e artísticos entre as personagens Irina Arkadina, Alexandre Trigorin, Constantino Treplev (filho de Irina) e a jovem Nina Zarechnaya. À medida que as suas vidas se vão cruzando e nos revelam os seus sonhos, ambições e frustrações, as personagens ganham fôlego nesta intemporal história sobre o poder, a fama e os sacrifícios que se fazem em nome da arte.

  • Filmes
  • São Vicente 

Um ciclo de cinema onde o teatro se impõe ou se insinua? A proposta é da companhia Primeiros Sintomas, que fez uma selecção de ficções e documentários, longas, médias e curtas. A decorrer no CAL – Centro de Artes de Lisboa, a programação completa está disponível para consulta online e as sessões acontecem sempre de quarta a domingo. A entrada é gratuita, mediante reserva por e-mail (reservas@primeiros-sintomas.com).

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  • Coisas para fazer
  • Lisboa

O programa vai muito além da comida. No dia 11 de Abril, o brunch serve-se na Garagem da Vizinha, espaço para eventos ali para os lados das Picoas, e promete um menu completo, mimosas ilimitadas e duas anfitriãs de alto gabarito. Bottomless Drag Brunch – The Joyful Service Station quer fazer do brunch de sábado o ponto alto do fim-de-semana. No palco, vão estar dois nomes incontornáveis da cena drag nacional – Lola Bunny e Morgana –, que prometem actuações enérgicas.

  • Coisas para fazer
  • Avenida da Liberdade

O Hotel Tivoli é palco da segunda edição do Só Castas, evento que enaltece a produção vitivinícola nacional, com especial foco nas castas portuguesas. Acontece nos dias 10 e 11 de Abril e promete juntar produtores, outros profissionais do sector e público interessado.

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  • Coisas para fazer
  • Sete Rios/Praça de Espanha
Exposição Internacional de Orquídeas
Exposição Internacional de Orquídeas

O Parque das Palhotas, no Jardim Zoológico de Lisboa, vai acolher uma exposição de orquídeas entre os dias 10 e 12 de Abril. O evento é organizado pelo Clube dos Orquidófilos de Portugal e pensado sobretudo para amantes de plantas e jardinagem. A abertura está marcada para sexta-feira, dia 10, pelas 15.00, mas a programação paralela – que inclui desde palestras a workshops práticos de cultivo – só acontece no sábado e no domingo. Como é habitual, este evento contará com a presença de vendedores de orquídeas nacionais e estrangeiros, vendas de bromélias, tillandsias, plantas suculentas e artesanato ligado às plantas. A entrada tem um custo de 3,50€ para todas as pessoas com mais de 16 anos, mas é possível comprar um bilhete para os três dias a 5€.

  • Avenida da Liberdade

Chama-se o Sr. Engenheiro e é uma comédia musical, que satiriza factos públicos sobre José Sócrates, desde a inocência da infância até ao primeiro dia de julgamento por corrupção. Uma ideia de Henrique Dias, com encenação de Rui Melo e música de Artur Guimarães, a peça – que não é uma reconstituição rigorosa do que aconteceu – contou com um orçamento de 600 mil euros. No papel do antigo primeiro-ministro está o actor Manuel Marques, ele próprio arguido num processo judicial, por alegada violência doméstica.

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  • Lisboa

A mais recente encenação de Pedro Penim é esta comédia pastoril de Luís de Camões, situada num mundo rural idealizado, habitado por pastores e ninfas que vivem amores ingénuos, feitos de enganos e revelações. O seu universo é tudo menos actual, um retrato distante, quase anacrónico, das convenções e dos modos de amar de outro tempo. Mas é precisamente nessa distância que se abre um espaço fértil para a invenção: olhar de novo para o que nos é estranho para compreender o que em nós permanece igual.

  • Coisas para fazer
  • Estrela/Lapa/Santos

Nesta visita orientada à exposição temporária do Museu da Marioneta, convida-se o público a descobrir os bastidores do cinema de animação. A partir das personagens do estúdio letão Animācijas Brigāde, ou Brigada de Animação, exploram-se os processos criativos, as técnicas e o universo artístico de um estúdio de referência internacional, onde marionetas, cenários e imaginação ganham vida no ecrã.

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  • Marvila

Com texto e direcção de Joana Craveiro, e co-criação e interpretação de Diana Ramalho, Estêvão Antunes, Inês Minor, Tânia Guerreiro e Tozé Cunha, este espectáculo documental evoca as várias frentes da revolução portuguesa de 1974-75 (e mais além). Campanhas de alfabetização, dinamização, cultural, serviço médico à periferia, clínicas para o povo, brigadas cívicas estudantis, reforma agrária, movimentos de moradores, que incluem o processo SAAL, mas não só, são algumas destas frentes de luta, de experimentação, de ensaio de formas de poder popular e acção directa que, como uma torrente, rebentaram os diques de 48 anos de opressão e se espalharam pelos campos e pelas cidades do país.

  • Coisas para fazer
  • Lisboa

Arranca a 21 de Março no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, que se transforma durante uma tarde na Village Francophone, juntando o melhor dos países participantes em mais uma Festa da Francofonia: Andorra, Bélgica, Cabo Verde, Canadá/Quebeque, Costa do Marfim, França, Líbano, Marrocos, Roménia, Senegal, Suíça e Tunísia. Neste evento de entrada livre (como, aliás, são todos os da iniciativa que anualmente celebra a cultura francófona em Portugal) cruzam-se tradições, cultura e gastronomia com jogos, sorteios, quizzes e momentos musicais para todas as idades.

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  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Ao entardecer, depois da forte discussão de um casal de amantes na praia de Gulpiyuri, um fantasma chamado Analphabet aparece sobre o mar a cantar e a contar a sua história, que abre a caixa das violências intragénero e expõe a necessidade de extremar também os cuidados nas relações gay atravessadas pela herança patriarcal. Como espírito atormentado, bebe da poesia do romantismo alemão e das suas paisagens (Goethe, Hölderlin ou Novalis acompanharam esta escrita), mas também se serve da idiossincrasia andaluza e da ferida mortal de um amor em Euskadi. Em castelhano, com legendas em inglês, conta com conceito, dramaturgia, textos, encenação e interpretação de Alberto Cortés.

  • Coisas para fazer
  • Sintra

A 19.ª edição do FestivalCorpo – Encontro Internacional de Dança acontece a 25 e 26 de Abril, na Quinta da Ribafria, em Sintra. A entrada é livre e está também confirmado o streaming em várias plataformas online. Mas a grande novidade deste ano é a extensão dos horários, graças à vasta afluência de artistas inscritos: estão confirmados cerca de seis mil bailarinos de norte a sul do país e de fora.

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  • Arte
  • Chiado

Na sua primeira exposição individual num museu, Jaime Welsh exibe três exemplos incontornáveis do modernismo português, mas também da arquitectura monumental do Estado Novo. No interior do Banco Nacional Ultramarino, da Reitoria da Universidade de Lisboa e da Biblioteca Nacional de Portugal, coloca figuras humanas desconhecidas, retratando-as – a elas e aos espaços – em fotografias "meticolosamente construídas". A viver em Londres, Welsh é hoje um dos jovens artistas portugueses de percurso internacional mais sólido.

  • Arte
  • Baixa Pombalina

Teresa Couto Pinto foi fotógrafa, agente e amiga de António Variações. Com a sua máquina fotográfica, captou a essência e a espontaneidade do músico como nenhuma outra pessoa. Até ao final de Abril, o MUDE, em colaboração com a Terra Esplêndida, recebe a exposição "Meu nome António", com 85 destas imagens e ainda uma selecção de vestuário e acessórios usados pelo artista, que morreu em Junho de 1984.

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  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Do criador de Hamilton, Lin-Manuel Miranda, este é um dos mais aclamados e premiados musicais da Broadway na actualidade. Agora com encenação da actriz Sissi Martins, In the Heights conta a história da comunidade latina de Washington Heights, Nova Iorque, centrada em Usnavi, o dono de uma Bodega que sonha em voltar para a República Dominicana. Ao longo de três dias de calor intenso, o bairro enfrenta os desafios do sonho americano.

  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A partir do musical de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, com encenação de Paulo Sousa Costa e direcção musical de Carolina Puntel, esta peça – protagonizada por Sofia Escobar e Diogo Morgado – narra, em formato de ópera-rock, a ascensão e queda de Eva Perón, a carismática e controversa primeira-dama da Argentina. Passado nas décadas de 1930 e 1940, o musical acompanha a trajectória de Eva Duarte, uma jovem ambiciosa que sai do interior em busca de fama e fortuna em Buenos Aires. Determinada a vencer, Evita envolve-se com figuras influentes até conhecer Juan Perón, um oficial militar e político em ascensão. Casando-se com ele, Eva torna-se numa das figuras mais adoradas pelo povo, símbolo de esperança e progresso social, mas também odiada por muitos, alvo de críticas e acusada de manipulação política e sede de poder.

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  • Coisas para fazer
  • Chiado

Em Setembro de 2025, assinalou-se uma década desde que Estelle Valente iniciou o seu trabalho no Teatro São Luiz. O que começou de forma intuitiva evoluiu para uma relação contínua e profunda com o espaço, os artistas e as histórias aqui construídas. A exposição apresenta um percurso visual por dez anos de presença fotográfica no Teatro: imagens de cena, bastidores, retratos e instantes de silêncio captados no vazio dos corredores e dos palcos. Mais do que uma retrospectiva, trata-se de uma celebração da cumplicidade entre a fotografia e o Teatro – dois modos de olhar, de fixar o tempo e de criar memória. É também um testemunho sensível da vida interior do São Luiz e do seu papel como lugar de criação e encontro.

  • Arte
  • São Sebastião

O artista portuense Bruno Zhu ocupa, por estes dias, o Espaço Projeto do CAM Gulbenkian. Com uma obra influenciada pelo design de moda, pela edição e pela cenografia, o trabalho do artista reflecte a "desconstrução de hiererquias de poder e de gosto que estruturam as práticas museológicas". Em "Belas Artes", Zhu expõe seguindo normas por si estabelecidas no âmbito do projecto "Licença para Viver", apresentado em Londres, em 2024. Através da reconfiguração dos espaços, mas também de jogos cromáticos, vitrines, bustos em bronze e gesso e manequins do Museu Nacional do Traje, o artista aborda temas como o coleccionismo, o papel dos museus e a apresentação da arte.

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  • Arte
  • Oeiras

A exposição apresenta 170 obras de desenho e pintura da artista portuguesa, proporcionando uma visão ampla da obra produzida desde a década de 1970. Os temas são os que marcam a carreira de Graça Morais: a relação com a terra e os seus frutos, as mulheres, a caça, a memória do lugar como espaço de cultura e, mais recentemente, "a atenção dada às metamorfoses do ser humano, enquanto vítima e algoz, cuidador e agressor". A exposição revela ainda a incursão recente da artista ao campo da fotografia, como ponto de partida para o trabalho de desenho e pintura. A mostra inclui ainda o painel de grandes dimensões, em homenagem aos presos políticos da prisão de Caxias.

  • Arte
  • Belém

Uma selecção de desenhos e fotografias dos anos 70 e 80 do século passado ocupa a MAAT Gallery por estes dias. São de Anna Maria Maiolino, artista brasileira, nascida em Itália, cujo trabalho "integra a reacção à abstracção e ao concretismo dominantes na arte brasileira" da década de 50. Ao conjunto de imagens, juntam-se as esculturas de argila que criou a partir dos anos 80 e que representam o núcleo central da exposição. Para a sua passagem pelo MAAT, Maiolino criou uma dezena dessas pessas em barro modelado no local.

Mais que fazer em Lisboa

  • Coisas para fazer
  • Eventos literários

Nem só de livros vivem estes espaços culturais em Lisboa. Há também lanches e cartas de vinhos. Outro género de literatura, portanto. São mais de uma dúzia de livrarias, onde uma visita significa muito mais do que virar umas páginas e ler meia dúzia de prefácios na diagonal.

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  • Arte
  • Arte urbana

Vhils, Bordalo II, ±MaisMenos±, Tamara Alves, Pantónio ou Mário Belém são alguns dos nomes portugueses mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas vindos do Brasil, França, Polónia ou Estados Unidos, compondo a paisagem visual da cidade e o posicionamento de Lisboa como uma das cidades mais interessantes do mundo no que toca à street art.

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