Longe de ser uma casa de fados, a Típica funciona desde 1997 numa ruela de Alfama, a do Vigário, mas os fados só lá andam há dois anos, vigorosos. De café de bairro – famoso pela cerveja barata (0,70€, no arranque do século, atesta uma página de jornal na parede), pelos caracóis e pelos ajuntamentos para ver futebol – a posto comunitário de música no pós-pandemia. Isto porque artistas de diferentes frentes como que obrigaram o dono, Paulo Antunes, a ceder-lhes palco. "Já tínhamos música todos os dias [de rodas de choro ao rock], menos à segunda, que era quando a Típica fechava", conta à Time Out Paulo Antunes. O que se fez? Abriu-se também a casa à segunda, para ali receber o trio-base de cordas composto por André Ramos, António Duarte Martins e Pedro Dias.
As noites de fado são as que começam e terminam mais tarde, e às vezes nem terminam, prosseguindo para o relento do Miradouro de Santo Estêvão. Também não é certo como acontecem. "Às vezes estão aqui oito ou nove guitarras e violas" e nem sempre há tempo para acomodar todos os que querem cantar, de amadores a profissionais. Nos intervalos (também longos) vivem as bifanas, os queijos, o chouriço assado, os pregos e as imperiais (já não a 70 cêntimos mas a 2€).
Rua do Vigário, 70A (Alfama). Seg-Dom 21.00-02.00





























