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Dança
Radouan Mriziga
©Beniamin Boar

Radouan Mriziga, como passagem anterior pelo festival mostrou, tem uma certa fascinação por números. E se em 2006 intitulou os espectáculos 55 e 3600, agora é a vez de apresentar 7.

Como de costume o criador marroquino dedica-se, de maneira sem dúvida coerente, à investigação da “relação entre dança, o acto de construir e as origens da arquitectura e da escultura”, na busca de “matéria coreográfica na arquitectura moderna e nos princípios do design em que a forma sugere a função.” Em 7, o coreógrafo evoca as Sete Maravilhas do Mundo Antigo, “proezas da arquitectura e da imaginação” que “marcam a vitória da humanidade sobre os seus limites físicos e as leis da natureza” colocando, “lado a lado, a escala do mundo construído, feito para impressionar, e a da derradeira maravilha do mundo: o corpo humano.”

Por Rui Monteiro

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