Inoah

Dança, Contemporânea e experimental
Bruno Beltrão
©Theater der Welt_Kerstin Behrendt

Mudança de continente, até ao Brasil onde Bruno Beltrão passou a adolescência em batalhas de breakdance antes de descobrir a dança contemporânea através do trabalho de William Forsythe. Ganhou fascínio pela coreografia. E desde 2002, quando no Alkantara foi, por assim dizer, apresentado à Europa, tornou-se um daqueles artistas “incontornáveis”.

Este ano, com a sua companhia, Grupo de Rua, apresenta Inoah, onde explora a vida urbana como uma metáfora “sobre as contradições irresolúveis que abalam a sociedade brasileira.” Assim, no cruzamento entre o “encontro e o confronto, a agressão e a exuberância, a animosidade e a camaradagem” uma dezena de bailarinos aproximam-se uns dos outros, afastam-se, abrem caminho por um espaço quase às escuras em movimentos criados a partir de pontapés rápidos, saltos e mortais, ou seja, “pura presença física e virtuosismo.”

Por Rui Monteiro

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