Uma Canção para Ouvir-te Chegar

Dança
Uma Canção para Ouvir-te Chegar
©João Ferro Martins

Um dia, Sofia Dinger, viajou até Ramalá, Kinshasa e Durban. Algures na viagem, marcante, até por ter conhecido Rimah Jabr, uma artista palestiniana, entretanto exilada no Canadá, com quem se corresponde e que pelos estranhos caminhos da criação inspirou este espectáculo sobre “o outro enquanto fantasma”, ou “de como a ausência pode ser uma presença.”

O título é singelo, Uma Canção para Ouvir-te Chegar, mas a explicação da artista é um pouco mais complexa pois, diz: “Depois do que aconteceu, não posso continuar a falar exactamente da mesma forma que falava antes de tudo ter acontecido. Não posso e não quero. Quero marcar as diferenças: testemunhar que as coisas importam.” E ainda acrescenta em jeito de pista: “Entre o que agora escrevo e aquilo que virá a ser lido tantos dias passarão que, quando lá chegarmos (tu, eu, o morto, a santa, os fantasmas, a amiga e a mãe), todos estaremos tão diferentes que talvez este pequeno texto seja, então, uma mentira. Não posso prometer o contrário.”

Por Rui Monteiro

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