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ANIMe-se: cinco razões para ir à Cinemateca

O ANIM faz 20 anos e está a começar

A Vida É Um Jogo (©Colecção da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema)
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©Colecção da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema
Cartazes em arquivo no ANIM (©Colecção da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema)
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Cofres do ANIM (©Colecção da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema)
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Fantasia Lusitana (©Colecção da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema)
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O Sétimo Selo (©Colecção da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema)
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Foi há 20 anos que abriram as portas do ANIM – Arquivo Nacional das Imagens em Movimento na bucólica terra de Bucelas. A 6 de Outubro de 1996, aglomeraram-se finalmente num só local todos os depósitos de filmes e serviços técnicos que estavam espalhados por Lisboa e arredores. E é aí, naquela que é a espinha dorsal da Cinemateca Portuguesa, que desde então se têm desenvolvido todos os processos de conversação, prospecção, organização e restauro do património cinematográfico. Nos próximos meses o ANIM quer estar no centro das atenções através de uma programação que vai até ao início de 2017. Fique com cinco desculpas para o ficar a conhecer melhor.

ANIMe-se: cinco razões para ir à Cinemateca

Ver as obras-primas do cinema

Otto Preminger, John Huston, John Ford, Luis Buñuel, Ingmar Bergman... São estes alguns dos realizadores cujas obras vão ser projectadas no ciclo O Trabalho dos Arquivos, onde vai poder assistir a uma dezena de filmes que foram objecto de trabalho durante os últimos anos –uma pequena amostra do repositório do ANIM, se pensarmos que o número total de materiais classificados na última contagem ultrapassava os 100 mil (ressalvando que em alguns casos podem ser cópias e negativos do mesmo filme). O programa desde primeiro ciclo divide-se entre restauros e tiragens em película (cópias de 35 mm da Cinemateca e de algumas congéneres europeias) e restauros digitais saídos do parceiro laboratório nova-iorquino Cineric, como é o caso do filme A Vida é Um Jogo (1961), onde Paul Newman interpreta Fast Eddie Felson, a mesmíssima personagem que vestiu em A Cor do Dinheiro (1986). O Dia Mundial do Património Audiovisual, a 27 de Outubro, é celebrado com uma das obras-primas da história do cinema: O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman (1959), será apresentado numa cópia de 35 mm da colecção do Svenska Filminstitutet. Se for mais fã de aventuras pode sempre recuar até 1940 com O Ladrão de Bagdad, recheado de efeitos especiais, entre tapetes e cavalos voadores ou um génio da lâmpada gigante de unhas afiadas.

Conhecer Lisboa a preto e branco

O segundo ciclo de projecções chama-se A Criação com os Arquivos e abandona o género ficção, apresentando novas produções sobre a vida portuguesa no século XX que recorreram aos arquivos do ANIM. É o caso de Cottinelli Telmo 1897-1948 Uma Vida Interrompida (2013) de António-Pedro Vasconcelos, sobre a vida e obra do arquitecto do Padrão dos Descobrimentos e realizador de A Canção de Lisboa; ou de Fantasia Lusitana (2010), com imagens de arquivo das décadas de 40, 50 e 60, a primeira experiência documental de João Canijo que junta imagens de arquivo à leitura de testemunhos deixados por refugiados da II Guerra Mundial, estabelecendo dessa forma uma relação entre os portugueses e refugiados famosos. Entre eles, Saint-Exupéry, que descrevia Lisboa como “um paraíso claro e triste”, num país que se agarrava “à ilusão da sua felicidade”.

Viajar até aos arquivos

Quão bem conhece Bucelas? Se não for morador, adepto do Clube Futebol Os Bucelenses ou aficionado do Museu do Vinho e da Vinha, é provável que só tenha visto esta freguesia lourense à distância de uma A9. Mas durante Novembro e Dezembro está convidado a inscrever-se numa das visitas públicas ao ANIM, ainda sem dias marcados. O agendamento será divulgado juntamente com a programação para esses meses, mas podemos adiantar que será feita uma visita guiada por mês para cerca de 30 pessoas, com ponto de partida e transporte garantido (ida e volta) a partir da Cinemateca, na Rua Barata Salgueiro.

Aprender a mexer no analógico

Também ainda sem data marcada, mas uma excelente oportunidade de fazer fitas, é o curso livre teórico/prático sobre conservação e restauro analógico que o ANIM tem na manga e onde os alunos terão a oportunidade de acompanhar um caso concreto de restauro até chegar à cópia final de 35 mm. A duração máxima será de cinco dias úteis.

Reflectir sobre o estado das coisas

“Cada vez mais se fala menos de como um século de cinema foi feito”. O lamento foi de Rui Machado, director do ANIM, durante a apresentação das comemorações dos 20 anos deste arquivo nacional. Um vazio que poderá começar a ser preenchido nos colóquios a realizar na Sala Félix Ribeiro da Cinemateca, que estão a ser preparados também para Novembro e Dezembro. E já há temas: A Incógnita do Digital, O Lugar do Analógico e Projecto de Digitalização do Cinema Português.

Programação de Outubro disponível em www.cinemateca.pt

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