Dez filmes a 200 à hora

Da Fórmula 1 à NASCAR, das corridas de rua às competições mortais do futuro, eis uma dezena de fitas com o prego a fundo e em velocidade máxima

Senna (2010)

James Cagney, Steve McQueen, Jackie Chan e Burt Reynolds são alguns dos intérpretes destes dez filmes de ficção ou documentais sobre automobilismo, realizados por nomes como Howard Hawks, Sydney Pollack, John Frankenheimer e Ron Howard.

Dez filmes a 200 à hora

‘Heróis da Pista’ (1932)

James Cagney é o protagonista deste filme aceleradíssimo de Howard Hawks, interpretando um campeão de corridas de automóveis que volta a casa para competir numa prova organizada pelo irmão, que lhe quer seguir as pisadas. O filme tem imagens espantosas das corridas dos anos 30 nos EUA, incluindo de Indianápolis.

‘O Grande Prémio’ (1966)

Este filme de John Frankenheimer, passado no meio da Fórmula 1 dos anos 60, e que contou com a participação dos maiores pilotos desse tempo, é um dos mais espectaculares e empolgantes filmes de corridas de carros de sempre, onde o realizador introduziu uma série de inovações técnicas, caso das câmaras a bordo dos bólides.

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‘Le Mans’ (1971)

Muito mais um documentário sobre as 24 Horas de Le Mans do que um filme de ficção passado na mais mítica corrida do mundo. Steve McQueen, o protagonista deste clássico de Lee H. Katzin, era apaixonado por desportos motorizados e corria com um Porsche 908. Chegou a conduzi-lo durante a prova, apesar dos produtores não o terem autorizado.

‘Corrida da Morte no Ano 2000’ (1975)

Roger Corman produz esta fita de Paul Bartel passada num futuro brutal e distópico em que se disputa uma corrida de automóveis através dos EUA onde vale tudo, até mesmo atropelar pessoas para ganhar pontos. Os carros são modificados para abalroar, destruir e matar, e o condutor mais implacável ganha. David Carradine e Sylvester Stallone encabeçam o elenco.

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‘Um Momento, Uma Vida’ (1977)

Al Pacino interpreta Bobby Deerfield, um piloto americano de Fórmula 1 que se apaixona por uma rapariga que sofre de uma doença terminal, mas mais importante do que o melodrama neste filme de Sydney Pollack, são as sequências de corrida. O carro de Deerfield é um Brabham-Martini, guiado pelo brasileiro Carlos Pace, que morreu num desastre de avião pouco depois. O filme é-lhe dedicado.

'Prego a Fundo’ (1983)

Burt Reynolds estava no auge da sua popularidade quando fez esta comédia automóvel de Hal Needham. Reynolds é um campeão da NASCAR que está farto do seu patrocinador – o dono de uma cadeia de frango assado fast food – e das coisas ridículas que este o obriga a fazer por contrato, e tenta livrar-se dele enquanto disputa o campeonato.

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‘Thunderbolt’ (1995)

Eis um filme de Jackie Chan onde a acção motorizada é tão importante como as sequências de artes marciais. Chan interpreta um mecânico de Hong Kong que colabora com a polícia na detecção de carros que fazem corridas de rua e vai ter que competir com o temível campeão destas provas ilegais para poder salvar a irmã, que ele raptou.

'Michel Vaillant’ (2003)

Foi preciso chegarmos ao século XXI para vermos uma adaptação ao cinema do herói de banda desenhada criado por Jean Graton nos anos 50. Luc Besson é o produtor e Sagamore Stévenin personifica Michel Vaillant. O filme foi parcialmente rodado durante as 24 Horas de Le Mans de 2002 e as Vaillante são na realidade Lolas disfarçadas.

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'Senna' (2010)

Este completíssimo documentário de Asif Kapadia sobre a vida, a carreira, a personalidade, a morte e a lenda de Ayrton Senna, está repleto de imagens de arquivo, algumas pouco vistas ou inéditas, e é um dos melhores filmes biográficos já feitos sobre um piloto e, por contiguidade, sobre o mundo das corridas de automóveis, no caso, a Fórmula 1.

‘Rush-Duelo de Rivais’ (2013)

Ron Howard recria de forma brilhante a histórica rivalidade entre o inglês James Hunt (Chris Hemsworth) e o austríaco Niki Lauda (Daniel Brühl), diferentes em tudo, desde o feitio até ao estilo de condução, que começou quando corriam na Fórmula 3, e culminaria no duelo que travaram no Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 1976, decidido no Grande Prémio do Japão, o último da temporada.

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