Memórias do Cárcere
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Os filmes em cartaz esta semana, de ‘Memórias do Cárcere’ a ‘A Comédia Francesa’

As estreias de cinema, os filmes em exibição e as novidades do streaming, incluindo ‘Só Uma Ilusão’, ‘Natal Amargo’ e ‘Digger’.

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Tanto cinema, tão pouco tempo. Há filmes em cartaz para todos os gostos e de todos os feitios. Das estreias em cinema aos títulos que, semana após semana, continuam a fazer carreira nas salas. O que encontra abaixo é uma selecção dos filmes que pode ver no escurinho do cinema, que isto não dá para tudo. Há que fazer escolhas e assumi-las (coisa que fazemos, com mais profundidade nas críticas que pode ler mais abaixo nesta lista). Nas semanas em que há estreias importantes de longas-metragens no streaming, também é aqui que as encontra. Bons filmes.

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Filmes em estreia esta semana

  • Filmes

Adaptação do livro de Camilo Castelo Branco que recorda o tempo em que esteve preso na Cadeia da Relação do Porto (tal como a sua amante, Ana Plácido), acusado de adultério, entre Outubro de 1860 e Outubro de 1861. A obra foi escrita em 40 dias e publicada em 1862. Camilo (Albano Jerónimo) descreve as péssimas condições da cadeia e conta as histórias que ali ouviu aos outros presos, e as duas visitas que lhe fez o rei D. Pedro V. Também com Maria João Bastos, Paulo Pires, João Pedro Vaz, Afonso Pimentel e Marcelo Urgeghe, num filme de Sérgio Graciano.

  • Filmes

Comédia de Martin Darondeau e Bertrand Usclat, sobre Nina, que vai encenar a sua primeira peça na Comédie-Française. Mas tudo corre mal três horas antes da estreia, a que vai assistir a ministra da Cultura, que está a pensar reduzir o financiamento à prestigiada instituição. Com Pauline Clemens, Marina Hands e Laurent Stocker.

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  • Filmes

Filme policial de Jean-Paul Salomé, que recria a história real do engenheiro polaco Jan Bojarski (Reda Kateb), que na França do pós-guerra, e durante mais de 15 anos, se transformou no maior falsário da história, conhecido como “o Cézanne do dinheiro falso”, levando uma vida dupla sem o conhecimento da família e fingindo trabalhar em novas invenções. 

  • Filmes
  • Suspense

Niels Schneider e Léa Seydoux são os intérpretes desta fita fantástica de Arthur Harari, sobre um fotógrafo que conhece uma mulher numa festa, e com a qual acaba por ter relações sexuais. Quando acorda, descobre horrorizado que está no corpo da desconhecida, que entretanto desapareceu.

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  • Filmes

Liam Neeson lidera o elenco desta fita de acção em que um grupo de antigos agentes da CIA desiludidos com o fim da guerra no Afeganistão, ruma a Teerão para participarem numa última operação que poderá mudar as suas vidas.

  • Filmes

Longa-metragem de animação realizada por Andy Serkis (que também faz uma das vozes) e baseada no livro clássico O Triunfo dos Porcos, de George Orwell.

Filmes em cartaz esta semana

  • Filmes
  • Drama

Isabelle Huppert, Catherine Deneuve, Virginie Efira, Vincent Cassel e Pierre Niney são os principais intérpretes do novo filme do oscarizado realizador iraniano Asghar Farhadi (Uma Separação, O Passado, Todos Sabem, Um Herói), rodado em França. Huppert é Sylvie, uma romancista à procura de inspiração para o seu novo livro, e que começa a espiar os vizinhos do prédio do outro lado da rua com a ajuda de um telescópio. A certa altura, a realidade e a ficção vão acabar por se misturar.

  • Filmes
  • Drama

Dezasseis anos após A Rede Social (2010), Aaron Sorkin volta a escrutinar o Facebook, e a figura de Mark Zuckerberg (Jeremy Strong substitui aqui Jesse Eisenberg no papel), em O Veredito Social, que se centra em Frances Haugen (Mikey Madison), uma jovem engenheira do Facebook, que com a ajuda do jornalista do The Wall Street Journal Jeff Horwitz (Jeremy Allen White), revelou ao mundo alguns dos segredos mais bem guardados daquela rede social, e quebrou a cultura de segredo da empresa.

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  • Filmes
  • Drama

Primeira parte de um ambicioso díptico de filmes assinados por Antonin Baudry, que acompanha o general Charles De Gaulle (Simon Abkarian), entre o colapso da França em 1940 e a assinatura do armistício com a Alemanha, e o final da II Guerra Mundial, com a vitória dos Aliados, mostrando como é que um homem desconhecido e quase isolado ao princípio, se transformou no líder da resistência francesa. A segunda parte desta superprodução, De Gaulle: Liberdade (Filme 2), estreia dia 29 de Outubro.

  • Filmes
  • Suspense

Robert Pattinson personifica aqui o jornalista Chris Evans, que em 2006 apresentava na NBC um controverso programa chamado To Catch a Predator, em que, com a ajuda de um grupo anti-pedofilia chamado Perverted-Justice, punha armadilhas a predadores sexuais, sendo o isco um actor maior de idade mas que interpretava um menor. Evans quer transformar o programa no mais visto dos EUA, mas o jornal sensacionalista National Enquirer ameaça revelar que ele tem uma relação extraconjugal. A realização é de Lance Oppenheim.

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  • Filmes
  • Documentários
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

Vencedor do Prémio Especial do Júri no Festival de Veneza, este documentário valeu à dupla de realizadores a fúria do governo de Israel, bem como críticas de entidades e figuras ligadas à oposição ao regime de Benjamin Netanyahu, acusações de traição e a ameaça de retirada da nacionalidade por parte daquele. Yuval Abraham e Rachel Szor ouviram, em conversas secretas nos telhados de Telavive, filmadas sob a capa da noite, os testemunhos de um punhado de militares dos serviços de informação responsáveis pela concepção e pelo funcionamento dos sistemas militares utilizados por Israel contra os palestinianos (que incluem o recurso à Inteligência Artificial), com total desprezo pelas vidas dos civis. O que Naza traz precisamente de novo ao debate sobre a guerra em Gaza são esses testemunhos, detalhados e chocantes, não apenas pelo que descrevem como também pelo tom frio e desprendido de alguns deles.

  • Filmes
  • Comédia
  • Recomendado

Uma comédia satírica de ficção científica passada num futuro próximo e em que Tom Cruise dá corpo a Digger Rockwell, o homem mais rico e mais poderoso do mundo. Quando acontece uma catástrofe numa das suas bases de exploração de petróleo no Alasca, a qual poderá provocar um cataclismo ecológico à escala mundial, Digger vai tentar resolver o problema. Mas em Digger as coisas não são o que parecem. Um filme de Alejandro González Iñárritu, também com John Goodman, Riz Ahmed, Sandra Hüller e Jesse Plemons.

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  • Filmes
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

Olivier Nakache e Éric Toledano assinam esta comédia familiar autobiográfica (é dedicada aos pais de ambos) passada nos subúrbios de Paris, em 1985, no seio da família Dayan, formada pelo pai, Yves, pela mãe, Sandrine, e pelos dois filhos: Arnaud, já adolescente, e Vincent, de 12 anos. A euforia com a chegada ao poder dos socialistas está a desfazer-se, devido à crise económica. O pai perdeu o emprego mas não disse aos filhos, e é a mãe que paga as contas com o seu ordenado de secretária, embora queira progredir profissionalmente. Entretanto, Vincent apaixona-se por uma colega de turma, Anne-Karine, que não lhe liga nada e tem um pai muito severo.

Os excelentes Louis Garrel e Camille Cottin encabeçam o elenco desta comédia familiar e nostálgica que nunca é sentimentalona mas sempre calorosa, empática e sorridente, e está cheia de detalhes de época que dirão muito quer especificamente ao público francês, quer aos espectadores em geral, da roupa e dos carros aos objectos, da música e dos computadores aos programas de televisão e rádio. Depois de grandes sucessos como Amigos Improváveis (2011), O Espírito da Festa (2017) ou Especiais (2019), Nakache e Toledano confirmam, com Só Uma Ilusão, que continuam a saber como se fazem filmes simultaneamente populares e de qualidade, mantendo assim viva uma longa tradição do cinema francês

  • Filmes
  • Recomendado

Em 2004, e depois da morte da mãe, Elsa, uma realizadora de publicidade tem um ataque de pânico que a obriga a fazer uma pausa e ir passar uns dias a Lanzarote com uma amiga, deixando o namorado em Madrid. Lá chegada, Elsa decide escrever um argumento de um filme passado em 2025, e para o qual se inspira nas desgraças dos seus amigos mais chegados. Pedro Almodóvar conta com interpretações de Bárbara Lennie, Victoria Luengo, Rossy de Palma, Leonardo Sbaraglia e Aitana Sánchez-Gijón.

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  • Filmes

Após um horrível acidente de avião no Alasca, James Belmont (Brad Pitt), um antigo soldado das Forças Especiais, e o seu fiel cão, têm que lutar pela sobrevivência. Perdidos numa paisagem inóspita e hostil, humano e animal enfrentam o terreno adverso, os elementos inclementes e, no caso de James, o peso dos dramas pessoais, numa tentativa desesperada de se manterem vivos e de regressarem à civilização. Um filme de David Ayer, também com J.K. Simmons e Anna Lambe.

  • Filmes
  • Animação
  • 4/5 estrelas
  • Recomendado

A terceira longa-metragem animada da Ovelha Choné passa-se pouco antes do Dia das Bruxas, quando a maior confusão se instala na quinta e na aldeia, após o Agricultor ter aplicado em si inadvertidamente uma poção que aquela criou para acelerar o crescimento das abóboras das ovelhas, transformando-se numa criatura muito peluda que vai espalhar o pânico nas redondezas. O cinema de terror clássico é invocado da melhor e mais desopilante maneira para esta nova aventura da Ovelha Choné, do desastradíssimo Fazendeiro e dos restantes animais da quinta, com o selo de qualidade da Aardman e realização de Steve Cox e Matthew Walker. Um dos melhores filmes de animação do ano, sem pestanejar nem balir.

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  • Filmes
  • Acção e aventura

Andrew Garfield, Jamie Bell, Tom Hollander, Stephen Dillane e Thomasina McKenzie são os principais intérpretes de A Revolta, um filme histórico passado na Inglaterra do século XIV, devastada pela peste. Um camponês desencadeia uma rebelião contra o rei Ricardo II e, sem o querer, torna-se numa lenda da resistência contra a opressão. Os acontecimentos aqui evocados por Paul Greengrass (Domingo Sangrento, Voo 93) estão na base da história de Robin dos Bosques.

  • Filmes

Depois de A Gaiola Dourada e Miss, Ruben Alves assina aqui uma comédia passada em Lisboa e com um elenco onde surgem Rita Blanco, Joaquim Monchique, Maria Rueff, Ana Bola, Maria João Bastos, Joaquim de Almeida, Lídia Franco ou Rui Mendes. Os Casamentos de Santo António bateram no fundo, e antes que um grupo francês venha assumir a sua organização, dois funcionários da Câmara são intimados a criar um evento moderno e de sucesso, ou vão para a rua.

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  • Filmes
  • Ficção científica
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

O regresso de Ridley Scott à ficção científica faz-se em Na Companhia das Estrelas, baseado num livro de Peter Heller e passado num mundo pós-apocalíptico em que um terrível vírus dizimou a população da Terra, e os sobreviventes têm que enfrentar perigosos saqueadores. Um mecânico (Jacob Elordi) que perdeu a mulher na pandemia vive num hangar de aviões no Colorado, na companhia do seu cão e de um amigo ex-militar e perito em armas (Josh Brolin). Um dia, após ter ido na sua avioneta a Denver buscar mantimentos, combustível e medicamentos que guarda lá num esconderijo, ouve de novo uma emissão de rádio que capta irregularmente. E decide, contra o conselho do amigo, ir ver de onde provém e quem a faz.

Na Companhia das Estrelas é uma boa surpresa: uma ficção científica pós-apocalíptica “realista” e aventurosa, sem zombies, criaturas mutantes nem peripécias desmedidas, realizada com conta, peso e medida por Ridley Scott, e adequadamente interpretada por Elordi, Brolin, Margaret Qualley e Guy Pearce.

  • Filmes

Realizadora de O Espaço Entre Nós e Memórias de Paris, Alice Winocour apresenta agora um filme produzido e interpretado por Angelina Jolie, e passado no mundo da moda, em Paris. Jolie é Maxine Walker, uma realizadora e uma das quatro mulheres que a história segue, sendo as outras uma jovem modelo estreante nascida no Sudão, uma maquilhadora e a costureira de uma grande casa de moda. Também com Louis Garrel, Anyier Anei, Ella Rumpf, Vincent Lindon e Garance Marillier.

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  • Filmes
  • Comédia
  • Recomendado

Animação e imagem real combinam-se nesta longa-metragem dos Looney Tunes em que o Coiote, cansado do mau e desastroso funcionamento dos produtos que compra à Acme para tentar capturar o Papa-Léguas, contrata um advogado para processar a empresa. O filme data de 2023 e a Warner Bros. esteve para não o estrear por razões fiscais, mas acabou por ser comprado por uma distribuidora independente. 

  • Filmes
  • Suspense
  • 4/5 estrelas
  • Recomendado

Hope Harbor, o cenário de Hope, a nova realização de Na Hong-jin (O Lamento), é uma sonolenta vila costeira da Coreia do Sul, situada perto da Zona Desmilitarizada que a separa da Coreia do Norte. Não é para admirar, assim, a quantidade de cartazes a prevenir os locais sobre a possibilidade de andarem espiões na zona, e sobre os campos minados na separação entre os dois países. É numa estrada perto de um destes que um grupo de caçadores descobre um touro morto e estranhamente mutilado. Chamam o chefe da polícia da vila, Ko Bum-seok, e uma vez este presente começam as especulações sobre que tipo de animal poderia ter deixado o touro naquele estado.

É levantada a hipótese de ter sido um tigre da Sibéria, que conseguiu contornar os campos de minas. Mas as marcas de garras no touro são invulgarmente grandes. O chefe da polícia volta então à vila para lançar um aviso, enquanto os caçadores, que avançaram no terreno, encontram mais touros mortos numa quinta próxima, que foi parcialmente arrasada. E encontram também o dono desta morto e despedaçado: um dos braços foi parar aos ramos de uma árvore. E quando, pelo seu lado, Bum-seok chega a Hope, depara com um cenário de destruição e vários habitantes mortos, descobrindo que há um monstro à solta. Um monstro que se movimenta tão depressa, que não o consegue ver e está sempre vários passos à sua frente. Além disso, parece ter uma enorme resistência às balas. De onde terá vindo? Do mar? De sob a terra? Do espaço?

Combinando a acção, o terror e a ficção científica, e polvilhado de humor negro, Hope, que competiu no Festival de Cannes, onde causou sensação, é o filme mais caro da história do cinema da Coreia do Sul, a melhor e mais jubilatória superprodução deste Verão, e um dos filmes do ano. Através dele, Na Hong-jin vem confirmar e reiterar que a pujante, variada e inventiva indústria cinematográfica sul-coreana é hoje uma das mais produtivas e criativas do mundo, conseguindo já bater a americana no seu próprio jogo – a espectacularidade tamanho XXL –, e nos seus territórios de eleição – os géneros tradicionais, da ficção científica ao terror, da acção ao policial, e até mesmo no drama, na comédia ou no filme histórico. 

Os filmes ditos de grande entretenimento e de produção aparatosa a abundar de vedetas que Hollywood nos propôs nestes meses de calor, desde os títulos de super-heróis como Supergirl até A Odisseia, de Christopher Nolan, ou O Fim de Oak Street, empalidecem e fazem-se pequeninos perante a escala e a sofisticação, a inventividade e a vertigem cinematográfica, o vigor e o fôlego narrativo de Hope. E, ainda por cima, Na Hong-jin não tirou nenhum coelho da cartola, já que o seu filme glosa – e refresca – um tema familiar da ficção científica, em especial da de série B, mil vezes tratado pelo cinema americano: a cidadezinha remota que se vê ameaçada por criaturas alienígenas.

À medida que o caos se vai instalando em Hope e nos bosques em redor, com o aparecimento de mais monstruosas criaturas alienígenas, muito diferentes de aspecto, provindas de uma nave que ali aterrou ou se terá despenhado, e o chefe Bum-seok, a novata mas destemida agente Im Sung-ae, e Ko Sung-ki, o caçador que, quanto mais pancada apanha dos invasores, mais furioso fica, fogem a pé, a cavalo e de carro dos alienígenas enquanto tentam estoirar com eles a tiro e com granadas de morteiro e os alvejam com os piores insultos, Na Hong-jin vai introduzindo novos dados no enredo E faz-nos perceber que, afinal, as coisas não são tão simples como parecem. 

No final de Hope, que dura duas horas e meia mas parece passar num instante, fica anunciado um segundo filme (o realizador já o escreveu, falta agora financiá-lo e rodá-lo), com a queda de uma gigantesca nave extraterrestre na região, e com o diálogo entre os dois enormes alienígenas que os habitantes da vila combatem, interpretados, sob um manto de efeitos digitais, por Michael Fassbender e Alicia Vikander. Esperemos que a parte II de Hope não demore muito a chegar aos cinemas. Entretanto, Hollywood bem pode cobrir a cara de vergonha.

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  • Filmes
  • Ficção científica
  • Recomendado

Filme de ficção científica de David Robert Mitchell em que um misterioso acontecimento arranca a Rua Oak, típica de um subúrbio de classe média americano, do local em que se encontra, transportando essa parte do bairro para um local desconhecido – e muito perigoso. Em pouco tempo, a família Platt descobre que a sua sobrevivência depende de todos se manterem unidos, enquanto percorrem os arredores da sua casa, transformados e irreconhecíveis. Com Ewan McGregor e Anne Hathaway.

  • Filmes

Este filme biográfico assinado por Sérgio Graciano leva o título de um dos muitos sucessos populares de Carlos Paião, que morreu prematuramente, aos 30 anos, num trágico acidente de viação (ainda hoje não completamente esclarecido quanto ao culpado), no dia 26 de Agosto de 1988. O saudoso cantor e compositor é interpretado por Rafael Ferreira, acompanhado no elenco por Laura Dutra, Albano Jerónimo, Anabela Moreira, Rodrigo Costa e Rita Durão, entre outros.

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  • Acção e aventura

Tom Holland volta a ser Peter Parker/Homem-Aranha e Zendaya MJ, a sua apaixonada, nesta nova aventura do super-herói com poderes aracnóides. Peter está agora plenamente concentrado nos seus estudos na universidade, deixando o Homem-Aranha para trás. Só que isso vai revelar-se impossível, com o aparecimento de uma grande ameaça, sob a forma de mais um poderoso inimigo. Quando este põe alguns dos amigos de Peter em perigo, este é obrigado a vestir o fato de Homem-Aranha para os proteger, e descobre um aliado inesperado. Destin Daniel Cretton assina o filme.

  • Filmes
  • Animação
  • 4/5 estrelas
  • Recomendado

Lembram-se daqueles actores e actrizes que tinham vozes desagradáveis ou pouco atraentes ao ouvido e que acabaram por ficar sem carreiras quando o cinema passou de mudo a sonoro? É exactamente o que sucede aos Mínimos no seu novo filme animado de longa-metragem, Mínimos e Monstros. Realizado por Pierre Coffin, que também escreveu o argumento com Brian Lynch e participa a fazer as vozes dos Mínimos, e tutelada, como sempre, pela produtora Illumination, a fita é a terceira interpretada exclusivamente pelos Mínimos, contando também como a sétima da série Gru, o Maldisposto, em que as irresistíveis, barulhentas e caóticas criaturinhas amarelas aparecem. E é igualmente a mais ambiciosa e elaborada de todas em que eles surgem sem Gru e as suas crianças (ou quase…). 

Mínimos e Monstros é uma combinação de breve história dos Mínimos e de aventura em Hollywood, ou seja, quase dois filmes num só. Tudo começa num museu de história do cinema, onde é contada a história de dois dos principais Mínimos a um grupo de turistas. E a resenha histórica arranca com os Mínimos à procura de vilões a quem servir ao longo dos tempos. Só que, inevitavelmente, os Mínimos acabam sempre, e sem querer, por matar os seus mestres, deixando-os no desemprego, por assim dizer. Até que um dia, quando atravessam um deserto, algures no início do século XX, deparam com um comboio a ser assaltado. Ansiosos de terem um vilão que mande neles, os Mínimos perseguem o assaltante, para se oferecerem como seus seguidores. Mas afinal não há roubo nenhum. O que sucedeu é que os Mínimos interromperam a rodagem de um filme na Califórnia.

Acontece que os dois executivos donos do estúdio produtor do dito filme acham muita piada aos Mínimos, e em vez de os escorraçarem ou chamarem a polícia, decidem contratá-los. As fitas mudas dos Mínimos são enormes sucessos comerciais, e eles passam a viver o sonho da fama e da fortuna em Hollywood, mantendo-se sempre fiéis a si mesmos em termos de confusão. Mas tudo se desmorona com o advento do cinema sonoro, porque ninguém consegue perceber a algaraviada que é a linguagem dos pequenos amarelinhos. E depois de darem prejuízos de milhões de dólares aos estúdios, os Mínimos são despedidos e vêem-se desprezados e sem eira nem beira.

Esta situação vai dividir os Mínimos em duas facções. A dos que querem voltar à vida antiga e procurar mauzões que possam servir; e a dos que continuam a acalentar o sonho do cinema. Estes vão falar com o realizador que dirigiu todos os seus filmes nos bons tempos da celebridade e da riqueza, e decidem fazer um filme de grande impacto, uma grande produção de terror e ficção científica, intitulada… Mínimos e Monstros (esta terceira fita dos Mínimos é também a mais auto-referencial de todas, embora sem presunção, tudo pelo contrário). Os Mínimos usam então um livro que tiraram a um feiticeiro que serviram para invocar um monstro. Mas este, chamado Goomi, além de pequeno, é simpático e inofensivo, e propõe aos Mínimos ajudá-los a arranjar monstros como deve ser para o filme. Entretanto, o outro grupo de Mínimos encontrou um vilão para servir, Dort, um robô alienígena que quer conquistar a Terra. E agora sim, vai instalar-se a maior das confusões. 

Rodado com um opulento orçamento de 85 milhões de dólares, Mínimos e Monstros é fidelíssimo ao modelo de comédia anárquica, nonsense, em jacto contínuo, paródica e com piscadelas de cultura pop e cinéfilas a que esta série nos habituou (estas últimas abundam aqui, pela própria natureza da história e pela atmosfera hollywoodesca em que se passa), contando inclusivamente com uma aparição-surpresa de George Lucas e culminando com um gag que goza com o estereótipo das histórias “meta” em voga nestes tempos. E convém ficar até a ficha técnica final acabar, porque há uma surpresa envolvendo personagens bem conhecidas. Os Mínimos nunca falham nem desiludem.

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  • Acção e aventura
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O filme mitológico tem tradição em Hollywood e no cinema europeu, e Christopher Nolan pretende fazer-lhe jus como esta nova – e muito controversa, devido ao elenco multiétnico – adaptação do poema épico de Homero, que teve um orçamento adequado às ambições do realizador: 255 milhões de dólares. Este é também o primeiro filme a ser rodado com câmaras IMAX de 70 mm. Matt Damon é Ulisses, acompanhado por nomes como Anne Hathaway, no papel da sua fiel mulher Penélope, Tom Holland, Robert Pattinson, Charlize Theron ou Zendaya.

Filmes em estreia no streaming

Contra o Furacão

Filme do mexicano Jorge Michel Grau, que reconstitui uma história real, passada em 2023, quando o Furacão Otis, de categoria 5, devastou a região costeira de Acapulco, no México. Dois meios-irmãos, Wirpul e Candi, ficam presos num barco em pleno mar enquanto uma tempestade se transforma no Otis.

Netflix. Estreia a 23 de Outubro

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