Filmes em cartaz

Saiba tudo sobre os filmes em cartaz, avaliados pelos críticos de cinema da Time Out

©DRCabaret Maxime

Mais filmes em cartaz

O Workshop

4 /5 estrelas

Vencedor do Festival de Cannes em 2008 com A Turma, sobre um professor e os seus alunos de um liceu difícil de Paris, o francês Laurent Cantet, a escrever de novo com Robin Campillo, volta a juntar aqui um adulto e jovens que estão a tactear o seu caminho no mundo (uma escritora de policiais que faz um workshop de escrita com adolescentes de La Ciotat, em Marselha), usando-os para expor as divisões, medos e tensões da França contemporânea. Um filme muito bem escrito, que finta simplificações de caracterização e situação, e foge a julgamentos apressados e moralismos reconfortantes.

Por Eurico de Barros

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Cabaret Maxime

3 /5 estrelas

Não é Nova Iorque, é Lisboa. Não é um bar americano, é o extinto Maxime. O novo filme de Bruno de Almeida, escrito com o seu habitual colaborador, John Frey, e interpretado por muitos dos actores com quem costuma trabalhar (Michael Imperioli, John Ventimiglia, Drena De Niro, etc.), mais 
Ana Padrão, Manuel João Vieira e Celeste Rodrigues, apresenta uma estranha desconexão espacial: estamos em Nova Iorque do Sodré, ou em Lisbrooklyn? Passada esta sensação, ficamos com uma série B maneirinha, tendência Abel Ferrara, sobre o dono de um cabaré à antiga num bairro decadente, e a sua “família” de empregados e artistas, a braços com o aburguesamento da zona e um mafioso. Mas será que o filme não podia ter sido feito só com actores portugueses?

Por Eurico de Barros

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Sou Sexy, Eu Sei!

1 /5 estrelas

Poucos são os comediantes revelados 
no mundo do stand-up que Hollywood não consegue controlar e submeter às suas convenções. Amy Schumer não é excepção. Já tinha sucedido nos seus dois primeiros filmes de grande estúdio, Descarrilada e Olha Que Duas (sobretudo neste), e volta a acontecer
em Sou Sexy, Eu Sei!, uma comédiazinha chocha, feel good e de juntar os números. Schumer interpreta a rechonchudinha e sentimentalmente frustrada Renee Bennett, que tem o contador da auto-estima a roçar o zero. Um dia sofre um acidente no ginásio, bate com a cabeça e quando acorda, julga que se transformou numa “brasa”, passando a comportar-
se como tal. Os últimos dez minutos da fita, em que Renee debita o estafado discurso do “o que interessa é quem somos, não como parecemos”, são particularmente penosos e descaradamente fake.

Por Eurico de Barros

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Príncipe Bué Encantado

Ross Venokur realiza este filme de animação sobre um jovem príncipe de aspecto irresistível e uma donzela oportunista determinada a ficar com ele pela fortuna. O que não parece difícil, pois o príncipe, a quem foi rogada uma praga em criança, tem a necessidade compulsiva de declarar o seu amor a cada uma das mulheres que encontra, assim deixando para trás uma multidão de corações quebrados, até o pai lhe fazer um ultimato.

Por Rui Monteiro

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A Melodia

Numa escola francesa daquelas em que o departamento de música é local de exílio para alunos problemáticos, como se costuma dizer daqueles que não aceitam freio, surge um professor de violino que, espanto, se interessa pelos alunos. No filme de Rachid Hami, com Kad Merad, Samir Guesmi e Alfred Renely, esta escola povoada por imigrantes ou deles descendentes, e este professor que se interessa, são uma metáfora para o estado
do ensino e a segregação, e um exemplo de como cada um pode ajudar a mudar o mundo.

Por Rui Monteiro

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Han Solo - Uma História de Star Wars

3 /5 estrelas

As presenças de Ron Howard na realização, e de Lawrence
Kasdan (que já assinou as histórias de outros filmes da saga) e do seu filho Jonathan no argumento, garantem que este segundo título da “Star Wars Anthology” está, tal como o primeiro, Rogue One (2016), mais fiel ao espírito, ao estilo e à vibração da trilogia original criada por George Lucas, do que os dois novos e muito decepcionantes filmes oficiais. A fita conta as aventuras de
Han Solo na sua juventude (interpretado pelo aceitável Alden Ehrenreich), em estilo de western espacial, destacando-se Chewbacca (que Solo conhece aqui) e L3, a dróide revolucionária e co-piloto de Lando Calrissian (Donald Glover). Woody Harrelson faz muito bem de Beckett, um mercenário pragmático.

Por Eurico de Barros

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O Labirinto da Saudade

3 /5 estrelas

Podia esperar-se o pior deste documentário sobre Eduardo Lourenço, a partir do seu livro O Labirinto da Saudade (1978), e quando o autor faz 95 anos: a mitificação em vida daquele que foi transformado, malgré lui, no pensador do regime, com o patrocínio e a participação de um grupo de amigos e admiradores ilustres. Felizmente, Miguel Gonçalves Mendes foge à estrutura do documentário de cabeças falantes e identidade televisiva, apostando numa encenação cinematográfica, e visualmente muito inventiva, e dando quase sempre a palavra ao biografado. Claro que é impossível sintetizar o pensamento de Eduardo Lourenço, e o referido livro, num filme de pouco mais de uma hora, mas é este um bom esforço. O que não fica nada bem num documentário sobre um homem que sempre recusou o reducionismo, o estereótipo e o sectarismo, é a deferência de O Labirinto da Saudade para com Ramalho Eanes, Jorge Sampaio e Mário Soares, e o tratamento caricatural e gozão dado a Cavaco Silva.

Por Eurico de Barros

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Submersos

2 /5 estrelas

Em mais um filme descartável como os que Wim Wenders anda a fazer há muitos anos, James McAvoy e Alicia Vikander interpretam, em Submersos, amantes literalmente separados por um oceano.

Ela é uma glamorosa bio-matemática que se mete num mini-submarino para ir explorar as profundezas abissais do Atlântico; ele finge ser engenheiro hidráulico numa ONG mas é na verdade um espião britânico, e fica preso na Somália por jihadistas locais, impossibilitado de comunicar com ela, de dizer que ama e que, a propósito, não lhe revelou a sua verdadeira identidade. Submersos só não é uma seca total, porque a história do lado da personagem de McAvoy tem um mínimo de interesse e de suspense. O resto, é palha bem filmada.

Por Eurico de Barros

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LBJ

1 /5 estrelas

Woody Harrelson interpreta
 o antigo presidente dos EUA Lyndon B. Johnson em LBJ,
e está tão estranhamente caracterizado para se assemelhar a ele, que parece mesmo uma daquelas vítimas de bisturis incompetentes
 que aparecem no programa Botched, sobre médicos que corrigem cirurgias plásticas que deixaram os pacientes com um aspecto grotesco. Rob Reiner não faz um filme potável desde Dizem Por Aí... (2005), e não é este verboso e insosso LBJ, que pretende reabilitar Johnson da imagem negativa que deixou (em grande parte por causa do Vietname), que lhe vai melhorar o currículo.

Por Eurico de Barros

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Os Invisíveis

Berlim, 1943. Quando o governo nazi afirmou o país oficialmente livre de judeus, o realizador Claus Räfle deita o seu olhar sobre a aventura de um pequeno grupo jovens judeus que sobrevivem clandestinamente na capital.

Por Rui Monteiro

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