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Filmes em cartaz

Saiba tudo sobre os filmes em cartaz, avaliados pelos críticos de cinema da Time Out
Vice (2018)
©DR Vice de Adam McKay
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Mais filmes em cartaz

Alita: Anjo de Combate (2019)
©2018 Twentieth Century Fox Film Corporation
Filmes, Ficção científica

Alita: Anjo de Combate

Desde o início do século que James Cameron queria levar ao cinema esta série de manga cyberpunk
de Yukito Kushiro. Coube finalmente a Robert Rodriguez fazer o filme, com Cameron a produzir e a assinar o argumento com Laeta Kalogridis. Passado num futuro distópico, depois de uma guerra planetária, Alita: Anjo
 de Batalha é a história de uma ciborgue com ar de adolescente (interpretada por Rosa Salazar, que está na casa dos 30, mas tem aqui aspecto de 16 devido aos efeitos digitais, e uns olhos esbugalhados de desenho animado) que descobre o seu passado de super-arma de combate sob forma humana. Essencialmente dirigido aos adolescentes consumidores de comics e jogos de vídeo, o filme tem pozinhos de Akira, de Rollerball, de Blade Runner e
 ainda de Pinóquio. E embora seja um bocadinho melhor do que as bisarmas de super-heróis (há uma cena muito bem achada, em qua Alita tem, literalmente, o coração 
nas mãos e o oferece ao namorado) e esteja visualmente conseguido, não deixa de ser tão previsível, repetitivo e massacrante como aqueles.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Feliz Dia Para Morrer 2 (2019)
©Universal Pictures
Filmes, Terror

Feliz Dia Para Morrer 2

Pois é, uma vida a viajar no tempo pode ser confusa, embora seja reconfortante saber que se pode morrer uma e outra vez e mais as que forem necessárias que se volta sempre à vida. Ora é mais ou menos por isto que passa a heroína do novo episódio de Feliz Dia para Morrer. Com direcção de Christopher Landon, que ainda contribuiu para o argumento (com Scott Lobdell), dois anos depois do primeiro filme, Tree Gelbman (Jessica Rothe) volta à espiral do tempo e a sua primeira preocupação é antes de mais perceber onde realmente está e por que continua a ser perseguida.

Por Rui Monteiro

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A Favorita (2018)
©DR
Filmes, Drama

A Favorita

Baseando-se em situações reais, Yorgos Lanthimos filma aqui
a história da feroz rivalidade entre duas mulheres que também eram parentes, Sarah Churchill, duquesa de Malborough (Rachel Weisz), e a sua prima afastada e arruinada, a baronesa Abigail Masham (Emma Stone), que disputaram o exclusivo dos favores, da intimidade, da confiança e dos privilégios da Rainha Ana de Inglaterra (Olivia Colman), no início do século XVIII, e terão tido relações lésbicas com a monarca. A Favorita, filme candidato a 10 Óscares, comunga das produções históricas de prestígio da BBC, de filmes como Tom Jones, de Tony Richardson, e Barry Lyndon, de Stanley Kubrick, mas também do humor de um Black Adder. Weisz, Stone e Colman sugam os seus papéis até ao tutano, fazendo com que a fita pertença plenamente a este majestoso trio de actrizes.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Filmes, Drama

Cafarnaum

A realizadora e actriz libanesa Nadine Labaki (Caramel) ganhou o Prémio do Júri em Cannes e está nomeada para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, com esta fita sobre Zain, um rapaz libanês que aos 12 anos é já um delinquente a cumprir pena e que decide processar os pais por o terem posto no mundo e depois negligenciado.

Por Eurico de Barros

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Clímax (2018)
©DR
Filmes, Terror

Climax

Um grupo de jovens bailarinos
 e bailarinas contratados por
uma coreógrafa de renome para uma digressão fecha-se por
uns dias num local isolado, em pleno Inverno, para ensaiarem
e se conhecerem melhor. Mas um deles pôs LSD na sangria. Instala-se um inferno de histeria, promiscuidade e violência e não há como fugir, porque lá fora ruge uma tempestade de neve. Gaspar Noé instala um clima de histeria visual e sonora, submetendo
o espectador a um paroxismo colectivo massacrante, usando uma câmara que parece apostada em contrariar uma mão cheia de leis da Física.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
A Possessão de Hanna Grace (2018)
©Sony Pictures
Filmes, Terror

A Possessão de Hanna Grace

Um filme de terror de série B sobre um exorcismo mal feito, que acaba num assassínio mas deixa a entidade infernal ainda no corpo da possuída, levado para a morgue de um hospital. Preguiçosamente previsível, A Possessão de Hanna Grace, realizado nos EUA pelo holandês Diederik Van Roojen alinha baques falsos, sustos de carregar pela boca e incongruências amadoras (o demónio é imune à água benta mas não aguenta uns quantos balázios.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Vingança Perfeita (2019)
©Impuls Pictures
Filmes, Suspense

Vingança Perfeita

Hans Petter Moland, com argumento de Frank Baldwin inspirado no filme de Kim Fupz Aakeson, Kraftidioten, tem Emmy Rossum, Julia Jones e Liam Neeson, este no papel de sossegado homem de família trabalhando duramente para manter circuláveis as estradas que levam da cidade à estância de veraneio algures nas Montanhas Rochosas. Vive bem, com a mulher, afastado do roteiro turístico, mas toda a sua vida vai mudar quando o filho é assassinado por um poderoso e implacável senhor da droga.

Por Rui Monteiro

Correio de Droga (2018)
©DR
Filmes, Drama

Correio de Droga

Clint Eastwood realiza e interpreta Correio de Droga, baseado numa história real que deu uma grande reportagem no The New York Times: a de Earl Stone, um veterano da II Guerra Mundial que aos 90 anos se tornou no mais valioso correio de droga de um cartel mexicano. Eastwood transforma o enredo em mais uma das suas meditações sobre a velhice e a perplexidade perante o mundo contemporâneo. Vendo o seu negócio de cultivo de orquídeas falido por causa da internet e despejado de sua casa, Earl começa a transportar droga na sua carrinha para poder ter dinheiro e tentar reconciliar-se com a família, que cortou com ele por causa da sua dedicação obsessiva às flores, até perceber a enormidade daquilo em que se meteu e ter um rebate de consciência. É um filme moral mas não moralista. A realização é notavelmente fluida, prática e eloquente, e sem o menor elemento supérfluo, e no papel de Stone, Clint Eastwood tira todo o partido da sua cara enrugada e da sua voz de gravilha para transmitir simpatia e afabilidade, indignação e desprezo, mas também arrependimento. A cena que tem com Dianne Wiest, que interpreta a sua ex-mulher, no leito de morte desta, está entre as mais comoventes de todos os filmes que fez.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Destroyer: Ajuste de Contas (2018)
©Ascot Elite
Filmes, Drama

Destroyer: Ajuste de Contas

Continua a existir a ideia de que uma actriz bonita e cheia de glamour só é levada a sério e ganha prémios quando interpreta um papel em que está feia, desfigurada ou quase irreconhecível. É o que faz Nicole Kidman neste policial de Karyn Kusama, vivendo
a figura de Erin Bell, uma ex-agente do FBI e agora detective da polícia de Los Angeles: ela é um caco ambulante, um destroço de mãe, mulher e profissional. Arrastado, sonâmbulo e encardido,
o filme é dominado pelo descarado exibicionismo da devastação total da personagem de Kidman, a tentar pescar uma nomeação ao Óscar de Melhor Actriz que afinal não saiu.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Mia e o Leão Branco (2018)
©Impuls Pictures
Filmes, Acção e aventura

Mia e o Leão Branco

Mia tem 11 anos quando cria uma peculiar relação com Charlie, um jovem leão branco, nascido na fazenda dos seus pais, na África do Sul. Durante 
três anos é só alegria e amizade humano-animal, porém, três anos depois, Charlie já transformado em animal de meter respeito, a rapariga descobre que o pai decidiu vender o seu amigo a caçadores de cabeças. Claro, o argumento de Prune de Maistre e William Davies, para o filme de Gilles de Maistre, interpretado por Daniah De Villiers, Mélanie Laurent e Langley Kirkwood, não deixa alternativa que não seja a fuga. E Mia e Charlie lá vão.

Por Rui Monteiro

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À Porta da Eternidade (2018)
©DCM

À Porta da Eternidade

A pergunta é simples e a resposta ainda mais singela. “O que é que você pinta?”, pergunta o internado num asilo ao debilitado, física e mentalmente, Vincent van Gogh, que responde: “A luz do Sol.” O que é uma excelente descrição para a pintura e o caminho escolhido por Julian Schnabel para traçar o retrato pungente e atormentado dos últimos dias do pintor holandês em À Porta da Eternidade.

Para aqui chegar, a este caminho pelo interior do cérebro de um génio, o realizador nova-iorquino contou como uma interpretação de Willem Dafoe que não só coloca o actor no caminho dos Globos de Ouro e dos Óscares, como ainda mostra aos mais distraídos a capacidade do actor em transformar-se na personagem, com ela vivendo as dores, o isolamento, mas também a visão de quem procurava a luz perfeita como quem busca o seu Graal.

Por Rui Monteiro

A Time Out diz
Novos Amigos Improváveis (2017)
©DR

Novos Amigos Improváveis

Realizador de Divergente, o norte-americano Neil Burger atira-se agora à comédia dramática. Com argumento de Jon Hartmere e Éric Toledano, inspirado em Os Intocáveis, o filme dirigido por Giuliano Montaldo, em 1969, Burger recorre a Kevin Hart, Bryan Cranston e Nicole Kidman para interpretar uma divertida visão da relação entre um milionário paraplégico, Philip, e o seu cuidador, Del, um homem com passado criminal, que servirá de intermediário na tentativa de reconciliação com a esposa.

Por Rui Monteiro

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Green Book - Um Guia para a Vida (2018)
©Ascot Elite

Green Book – Um Guia para a Vida

Peter Farrelly assina este filme baseado num facto real, a digressão no Sul profundo dos EUA, feita em 1962 pelo sofisticado e erudito pianista negro Don Shirley, levando como motorista e guarda-costas Anthony “Lip” Vallelonga, um italo-americano da Bronx, segurança em clubes nocturnos. É um misto de road movie e de buddy movie, que quer entreter enquanto dá –com traço grosso, grosas de clichés, algum paternalismo e a devida moderação política–, uma lição de tolerância e convivência interracial. É um “Obama movie” em tempos de Trump. Mahershala Ali e Viggo Mortensen interpretam Shirley e Tony “Lip”, boa companhia numa jornada muito bem intencionada, mas previsível e demonstrativa, e com o inevitável e postiço final feel good.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Em Trânsito (2018)
©Look now!

Em Trânsito

Os nazis chegam a Paris, um homem tenta partir. À falta de melhor, assume a identidade de um escritor que entretanto se suicidou e de quem possui os documentos de identidade. Mas fica retido em Marselha, semanas à espera de um barco para o México. É então que encontra Marie, a mulher do homem a quem Georg roubou a identidade, ignorante da morte do marido que busca. Todavia, são outros os encontros que definem Em Trânsito.

Posto assim, em jeito de sinopse, parece simples, mas o argumento de Christian Petzold, a partir de um romance de Anna Seghers, é mais do que uma adaptação e ainda mais
do que uma história de fuga, pois o realizador, com muita habilidade, embora de maneira por vezes desnecessariamente complicada, constrói uma obra onde o passado e o presente se confundem. Melhor: convivem, quase em paralelo, política e esteticamente. Isto é: colocando fugitivos antifascistas e refugiados norte-africanos no mesmo lugar no meio desta história que também é de culpa e procura de redenção, Petzold faz de Marselha um limbo, uma variedade de Purgatório intertemporal de onde uns querem fugir e outros desesperam por entrar – no processo fazendo brilhar a interpretação de Franz Rogowski.

Por Rui Monteiro

A Time Out diz
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Glass (2019)
©The Walt Disney Company

Glass

M. Night Shyamalan conclui aqui a sua trilogia alternativa de super-heróis “realistas”, iniciada com O Protegido (2000) e continuada em Fragmentado (2016). David Dunn (Bruce Willis), o discreto justiceiro urbano, Kevin (James McAvoy), 
o homem das 23 personalidades, dominadas pela animalesca e assassina Besta, e Elijah Price/
Mr. Glass (Samuel L. Jackson),
 o assassino de massas super- inteligente, fanático de comics e fisicamente débil, ficam presos no mesmo hospital psiquiátrico, levando Glass a atirar Dunn contra a Besta, num confronto climáctico. Glass nada tem a ver com as fitas de super-
heróis da DC e da Marvel, movidas a efeitos digitais, e Shyamalan eleva o género a um patamar superior, embora a história tenha inverosimilhanças chapadas e uma reviravolta a mais no final.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Maria, Rainha dos Escoceses (2018)
©Universal Pictures

Maria, Rainha dos Escoceses

Uma versão fantasiosa, simplista
 e cheia de distorções históricas grosseiras, com condimento politicamente correcto, do conflito entre Isabel I de Inglaterra, protestante, e a sua prima católica, Maria da Escócia, no século XVI. Saoirse Ronan (Maria), e em especial Margot Robbie (Isabel I), andam perdidas dentro dos seus respectivos papéis, e a realizadora Josie Rourke, vinda do teatro,
 não tem pinga de sensibilidade cinematográfica. Dizer que Maria, Rainha da Escócia, é uma sucessão de cenas filmadas às três pancadas e mal cosidas umas às outras é ser caridoso. Um pastelão interminável e insofrível.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Snow: A Pedra dos Desejos (2016)
©DR
Filmes

Snow: Uma Viagem Heróica

Neste filme de animação de 2012, os realizadores Vlad Barbe e Maksim Sveshnikov, que ainda assinam o argumento, contam como a Rainha do Gelo criou 
um mundo de Inverno eterno onde os ventos polares gelam a alma dos humanos. Mundo que se mantém muito bem até uma rapariga chamada Gerda, o seu furão de estimação, Luta, e Orm, um troll, iniciarem a tentativa de salvação do seu irmão, Kai, ali prisioneiro.

Por Rui Monteiro

Astérix: O segredo da Poção Mágica (2018)
©Pathé Films

Astérix e o Segredo da Poção Mágica

A receita secreta da poção mágica, que mantém a teimosa independência da aldeia gaulesa, gostaríamos todos de saber. Mas só Panoramix, o druida de serviço e seu inventor, é que sabe como cozinhar a mistela em que Obélix caiu em pequenino. Ora, em mais uma aventura de Astérix, agora dirigida como animação por Alexandre Astier e Louis Clichy, o mágico tem um acidente e decide que é mais do que tempo para passar o segredo a um druida mais jovem. Vai daí, com Astérix e Obélix à ilharga, Panoramix parte em viagem pela Gália em busca de um jovem talentoso a quem passar a receita. Escusado será dizer que os ocupantes romanos são, como de costume, os bombos da festa.

Por Rui Monteiro

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David Bloomer
Filmes, Terror

Escape Room

Estamos em Chicago e a tímida estudante universitária Zoey (Taylor Russell), o empregado 
de balcão Ben (Logan Miller) e o investidor Jason (Jay Ellis) são, por assim dizer, convidados para um jogo com o tentador prémio de dez mil dólares para quem resolver o quebra-cabeças proposto. No filme de Adam Robitel juntam-se ainda ao trio Mike (Tyler Labine), Amanda (Deborah Ann Woll) e Danny (Nik Dodani) para, todos juntos, porem os respectivos cérebros em acção. Claro, competição é competição, dez mil dólares são uma pipa de massa, e ultrapassar a concorrência é fundamental. Embora, como de pronto saberão, mais importante ainda é salvar a pele, que o mestre do jogo não estava a brincar quando construiu aquela armadilha.

Por Rui Monteiro

O Regresso de Mary Poppins
©Disney
Filmes, Família e crianças

O Regresso de Mary Poppins

Em 2013, o filme Ao Encontro de Mr. Banks contou a história da dificuldade que Walt Disney (interpretado por Tom Hanks) teve para conseguir convencer a escritora P.L. Travers (Emma Thompson), a criadora de Mary Poppins, em ceder-lhe os direitos de adaptação ao cinema dos seus livros, e rodar Mary Poppins (1964), que se tornaria num dos títulos clássicos e mais bem-amados da Disney e daria a Julie Andrews o Óscar de Melhor Actriz (o filme ganhou mais quatro). Walt Disney quis, logo a seguir, fazer uma continuação, mas dessa vez não conseguiu persuadir Travers a dar-lhe a devida autorização.

Nos anos 80, o então presidente da Disney, Jeffrey Katzenberg, abordou de novo a escritora com o mesmo projecto, mas ela voltou a recusar. Só em 2015 o estúdio conseguiu ter luz verde dos herdeiros de P.L. Travers para rodar a tão desejada continuação de Mary Poppins. A realização foi entregue a Rob Marshall (Chicago, Caminhos da Floresta), com Emily Blunt no papel da ama mágica. E aí temos O Regresso de Mary Poppins, que se passa de novo em Londres, 20 anos depois do filme original. Michael e Jane Banks (Ben Whishaw e Emily Mortimer) estão agora crescidos. Ben trabalha no banco do pai, tem três filhos pequenos e enviuvou recentemente, Jane é activista política, e estão em risco de perder a casa da família se Ben não pagar rapidamente um empréstimo que contraiu no seu banco.

A Time Out diz
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Homem Aranha: No Universo Aranha
©Sony Pictures

Homem Aranha - No Universo Aranha

Esta longa-metragem de animação digital tem como herói não só o novo Homem-Aranha, o jovem Miles Morales, sucessor de Peter Parker, como também uma série de outros Homens-Aranha, trazidos inadvertidamente das suas respectivas dimensões paralelas pelo acelerador de partículas do Rei do Crime, que destabilizou o espaço-tempo. Um filme apontado ao seu público alvo como uma seta disparada por um archeiro medalha de ouro dos Jogos Olímpicos, que no final abre as portas a mais novidades aracno-quânticas animadas.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Roma
©Netflix

Roma

Alfonso Cuarón ganhou o festival de Veneza com este filme em que evoca, a preto e branco, a sua infância num bairro rico da Cidade do México, e a vida turbulenta da sua família. O pivô narrativo e emocional do filme é Cleo (a amadora Yalitza Aparicio), a jovem criada índia, dedicadíssima à família, que lhe retribui em carinho. Filmando em digital de grande formato, com incomensurável brilho visual e apuro técnico, Cuarón vai do íntimo ao épico, do pessoal ao colectivo, com um espantoso sentido do real, embora Roma seja atravessado por uma estranha frieza, a que não será alheia a vontade de conter o impulso melodramático. Seja como for, estamos na presença do melhor realizador mexicano de hoje.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Família Instantânea (2018)
©Paramount Pictures
Filmes, Comédia

Família Instantânea

Pete (Mark Wahlberg) e Ellie Wagner (Rose Byrne) sentem um vazio no seu casamento e nas suas vidas e procuram preenchê-lo, neste comédia dramática dirigida por Sean Anders, adoptando. É assim que conhecem Lizzie (Isabela Moner), uma adolescente, como os avisou logo a assistente social, com a mãe na prisão depois de ter incendiado a casa ao cair para o lado de pedrada com o crack bem aceso no cachimbo. O problema, se assim se pode dizer, é que com a rapariga vêm dois irmãos mais novos, Juan (Gustavo Quiroz) e Lita (Julianna Gamiz), e, pior, a família de Ellie não ter confiança nenhuma na capacidade dos Wagner serem bons pais, o que claramente expressam em certo jantar de Dia de Acção de Graças.

Por Rui Monteiro

Ralph vs Internet
©The Walt Disney Company Switzerland W
Filmes, Animação

Ralph vs Internet

Passaram seis anos desde que Ralph salvou o salão de jogos da vingança de Turbo. O mundo, não apenas o dos videojogos, evoluiu entretanto e Rich Moore, agora partilhando a realização com Phil Johnston (que, com ele, criara o argumento de Força Ralph), atira o protagonista para o emocionante e aventuroso ciberespaço, criando uma sequela que nada deve ao original em graça, e – não fora este um filme com a chancela Disney – moral.

Por Rui Monteiro

A Time Out diz
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Bohemian Rhapsody
©2018 Twentieth Century Fox Film Corporation
Filmes, Drama

Bohemian Rhapsody

Uma história dos Queen e da vida de Freddie Mercury cuidadosamente passada pelo crivo da marca da banda (Brian May, Roger Taylor e Jim Beach, o seu manager, são produtores executivos e consultores) mais lendária do que factual. Assinado por Bryan Singer, que abandonou a rodagem antes da fita acabar, sendo substituído por Dexter Fletcher, Bohemian Rhapsody faz o contrário daquilo que, a certa altura, os membros do grupo dizem a um patrão da EMI que não querem fazer: seguir uma fórmula. É um encadeado de situações feitas e clichés pré-digeridos dos biopics, secção estrelas de rock brilhantes e excessivas. Rami Malek, que interpreta Mercury, esforça-se muito para entrar na pele da personagem, sobretudo quando o cantor está em palco, mas nunca consegue apagar-se nela.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Filmes, Drama

Assim Nasce Uma Estrela

A velha história da subida à fama de uma jovem vedeta e da queda paralela no esquecimento do decadente veterano que a ajudou e amou, filmada pela primeira vez por William Wellman em 1937, é agora realizada por Bradley Cooper, que também interpreta, ao lado de Lady Gaga. O filme está no seu melhor durante a primeira hora. Depois, Assim Nasce Uma Estrela atola-se nos lugares comuns pirosos e caramelizados do seu surrado enredo, embrulhado numa banda sonora banal.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Filmes, Acção e aventura

Black Panther

Criado em 1966 por Stan Lee e Jack Kirby para a Marvel, Black Panther foi o primeiro herói negro dos comics com super-poderes. E é a identidade secreta de T’Challa, o rei de um país africano fictício, Wakanda, uma utopia étnica high tech, que se desenvolveu mais que qualquer outra nação devido a um minério com propriedades especiais, o vibranium. Realizado por Ryan Coogler (Creed: O Legado de Rocky) e interpretado por Chadwick Boseman, Black Panther, apesar do seu original e detalhado enquadramento, obedece em tudo o resto ao caderno de encargos do filme de super-heróis.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Filmes, Animação

The Incredibles 2 - Os Super-Heróis

No segundo filme animado da superfamília Parr, de novo realizado por Brad Bird, há novidades sobre os papéis domésticos do Sr. Incrível e da Mulher-Elástica, bem como sobre os superpoderes do bebé Jack-Jack, de que o realizador aproveita para tirar o máximo rendimento cómico. Em tudo o resto, e felizmente, Bird mantém as qualidades técnicas, estéticas, visuais, narrativas e humorísticas que fizeram do original (datado de 2004) uma das expressões mais altas da animação por computador da Pixar, evitando ainda 
a tentação de emular, ao seu nível e neste universo específico, os detestáveis filmes de super-heróis da Marvel e da DC. Que, e a propósito, The Incredibles 2: Os Super-Heróis bate em toda a linha.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Filmes

O Vale Encantado

Nesta animação de Arnaud Bouron e Antoon Krings, com argumento de Arnaud Delalande e Christel Gonnard, o protagonista é Apollo, um grilo saltimbanco com um grande coração. Bondade que é posta à prova quando chega a uma aldeia habitada por pequenos animais, pondo em causa a pacífica vida daquele reino e obrigando o improvável herói a contrariar uma conspiração preparada para o jubileu da rainha.

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