Filmes em cartaz

Saiba tudo sobre os filmes em cartaz, avaliados pelos críticos de cinema da Time Out
Yardie
©Alex Bailey Yardie de Idris Elba
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Mais filmes em cartaz

Pedro, o Louco
©DR
Filmes

Pedro, o Louco

Dizia o poeta a propósito de um refrigerante: primeiro estranha-se, depois entranha-se. E assim é com o filme de 1965 em que Godard, através da singela história de amor entre Ferdinand (Jean-Paul Belmondo) e Marianne (Anna Karina) monta um enredo onde a paixão convive com perseguição e violência. À primeira vista é um filme de gangsters em que, depois de um crime, o casal rouba um carro, instala-se numa ilha deserta em modo Robinson Crusoé, e depois resolve pôr-se ainda mais ao fresco e, se necessário, enfrentar as consequências. O que parece simples, não fora o tom, digamos antes, a textura em camadas que é preciso decifrar, antes de concluir que, provavelmente, como na vida, nada aqui faz sentido.

Por Rui Monteiro

A Time Out diz
O Acossado
©DR
Filmes

O Acossado

Ainda no horizonte se desenhavam os contornos do cinema francês engendrado pela Nova Vaga, em 1960, quando Jean-Luc Godard e o argumentista (embora já tivesse dirigido 400 Golpes) François Truffaut meteram mãos a esta homenagem ao cinema americano. O realizador chamou-lhe um documentário sobre Jean Seberg e Jean-Paul Belmondo, mas O Acossado está longe
 do cinema documental na
 sua desembestada narrativa das aventuras do bandido 
de meia tijela e sangue na guelra, Michel Poicard, fugindo para Paris depois
 de matar um polícia e aproveitando para cobrar uma dívida quando choca de frente com Patricia... E a sua vida – como o cinema – nunca mais foi como era.

Por Rui Monteiro

A Time Out diz
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Yardie
©Alex Bailey
Filmes, Drama

Yardie

O primeiro filme realizado por Iris Elba é baseado num romance de um autor anglo-jamaicano, Victor Headley, uma história étnica de vingança com fundo de acção, que começa na Jamaica dos anos 70 e prossegue na década seguinte, em Londres. O filme está aceitavelmente posto em cena por Elba (que preferiu ficar atrás das cãmaras), embora sejam visíveis, sobretudo na montagem, escorregadelas e imperfeições de uma primeira obra, o final seja atrapalhado e a história muito genérica e prejudicada por uma voz off redundante. Mesmo assim, ficamos com curiosidade de ver o que o actor fará numa próxima realização.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Ralph vs Internet
©The Walt Disney Company Switzerland W
Filmes, Animação

Ralph vs Internet

Passaram seis anos desde que Ralph salvou o salão de jogos da vingança de Turbo. O mundo, não apenas o dos videojogos, evoluiu entretanto e Rich Moore, agora partilhando a realização com Phil Johnston (que, com ele, criara o argumento de Força Ralph), atira o protagonista para o emocionante e aventuroso ciberespaço, criando uma sequela que nada deve ao original em graça, e – não fora este um filme com a chancela Disney – moral.

Por Rui Monteiro

A Time Out diz
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Filmes, Drama

Um Bilhete Para Longe Daqui

O realizador e argumentista inglês Dominic Savage labuta afanosamente, em Um Bilhete para Longe Daqui, sobre o tema da mulher suburbana que parece ter tudo o que desejou, até descobrir que há um enorme vazio na sua vida e que nada nem ninguém em seu redor o poderá preencher. Mas Savage fá-lo contemplando todos os lugares comuns da insatisfação doméstica, familiar e existencial feminina, sem faltar o encontro sexual em Paris com um belo e sedutor francês. Com Gemma Arterton, Dominic Cooper e a veterana Marthe Keller num pequeno papel.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Robin Hood
©Ascot Elite
Filmes, Acção e aventura

Robin Hood

Robin dos Bosques ganha 
nova vida neste filme de Otto Bathurst, com argumento de Ben Chandler e David James Kelly. Desta vez a interpretação do nobre espoliado das suas terras que rouba os ricos para dar aos pobres cabe a Taron Egerton (que partilha o elenco com Jamie Foxx e Ben Mendelsohn).

Por Rui Monteiro

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Photo: Francois Duhamel
Filmes, Drama

Beautiful Boy

O realizador Felix van Groeningen adapta, neste filme, as memórias de David (Steve Carell) e Nic Sheff (Timothée Chalamet), pai e filho que, durante anos e anos, lutaram contra a dependência de Nic das metanfetaminas. O enredo desenvolve-se em viagens sucessivas entre o passado e o presente, usando de basto detalhe para descrever os altos e baixos das viagens ao mundo da droga, das tentativas de reabilitação e sucessivos falhanços, partindo do esforço e do sacrifício de um pai para, primeiro, compreender o ciclo do vício que atormenta o filho, e, depois, agir e persistir na tentativa de salvar Nic.

Por Rui Monteiro

Djon África
©DR
Filmes, Drama

Djon Africa

No novo filme de João
 Miller Guerra e Filipa Reis,
 o protagonista é daqueles malandros que ganha a vida 
em biscates e crimes de pouca monta. Um dia, descobre ter muito em comum com o pai,
 com quem partilha nome, parecenças físicas e profissão na malandragem. Com o bichinho da curiosidade atrás da orelha, resolve saber mais sobre a família que não conheceu, iniciando uma viagem de auto-revelação que o leva até Cabo Verde em busca das suas raízes.

Por Rui Monteiro

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Tudo a Nu na Normandia
©DR
Filmes

Tudo a Nu na Normandia

Inspirado pelas fotografias de nu colectivo encenadas por Spencer Tunick, o realizador Philippe
Le Guay criou esta comédia dramática em que o presidente da Câmara de Mêle-sur-Sarthe vê um grupo de agricultores em revolta apropriar-se da sua iniciativa e transformar uma manobra publicitária numa forma de luta. Pelo meio é preciso lutar contra o preconceito, que é, afinal, o motivo central da película. Com argumento de Victoria Bedos e Olivier Dazat, e com François Cluzet, François-Xavier Demaison e Julie-Anne Roth no elenco.

Por Rui Monteiro

Dovlatov
©DR
Filmes, Drama

Dovlatov

Nesta película dirigida por Aleksey German, com argumento seu e de Yulia Tupikina, e interpretação de Milan Maric, Danila Kozlovsky e Helena Sujecka, conta-se a história de seis dias na vida do irónico escritor Sergei Dovlatov, que, nos anos
70, testou os limites da liberdade soviética procurando, ao mesmo tempo, manter intactos talento
e decência enquanto observa a queda em desgraça do seu amigo Joseph Brodsky, poeta e escritor incapaz de resistir às pressões do poder.

Por Rui Monteiro

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Ashram
©DR
Filmes, Suspense

Ashram

A reencarnação e um portal para outra dimensão são o essencial da matéria-prima usada neste filme de Ben Rekhi, que arrasta a personagem interpretada por Sam Keeley para o lado indiano dos Himalaias, na pista da sua namorada desaparecida. E aí descobre uma comunidade cheia de segredos, dirigida por um guru com estranhos poderes, que pode, ou não, estar envolvido no desaparecimento da rapariga.

Por Rui Monteiro

Suspiria
Alessio Bolzoni/Amazon Studios
Filmes, Terror

Suspiria

A nova versão, por Luca Guadagnino, do febricitante 
e visualmente exuberante clássico de terror realizado pelo seu compatriota Dario Argento em 1977, seria um filme medíocre, mesmo que o original nunca tivesse existido. A história da jovem americana que vai para a Alemanha frequentar uma prestigiada escola de bailado, e descobre que é uma fachada para uma congregação de bruxas, está agora cheia de distracções e alegorias políticas marteladas, como se em vez de Argento Guadagnino estivesse a homenagear um filme de Fassbinder.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Shoplifters - Uma Família de Pequenos Ladrões
©cineworx
Filmes, Drama

Shoplifters - Uma Família de Pequenos Ladrões

O japonês Horokazu Kore-era continua a explorar o tema da família em todas as suas possibilidades dramáticas. Neste novo filme, Palma de Ouro em Cannes, o realizador de Ninguém Sabe e Tal Pai, Tal Filho interroga-se sobre o que é uma família, e se será preciso haver laços de sangue entre aqueles que a compõem para a considerarmos como tal, centrando-se num agregado que vive ao monte numa pequena casa dos subúrbios de Tóquio, subsistindo essencialmente do produto de pequenos furtos em lojas e mercados locais. Sem sentimentalismo, sem agitar bandeiras de causa, sem querer fazer proselitismo e dirigindo um magnífico e coeso grupo de actores de um amplo espectro etário, Kore-eda mostra como uma família "falsa", em manta de retalhos, pode escrever direito por linhas tortas. E que é um cineasta com uma profunda compreensão da natureza humana, das suas singularidades e dos seus paradoxos.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Sei que Estás Aqui
©DR
Filmes, Suspense

Sei que Estás Aqui

Interpretado pela actriz e cantora Bella Thorne, e baseado num livro de Daniel Waters, um autor que escreve para adolescentes, esta fita de Scott Speer combina, de forma desastrada e incoerente, elementos de ficção científica e de fantástico, metendo ao barulho uma experiência governamental que causou uma catástrofe nos EUA, fantasmas, cientistas loucos e um assassino misterioso que mata jovens liceais, tudo atravessado pela inevitável intriga romântica. E ainda por cima, Sei que Estás Aqui não mete medo nenhum.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Grinch
©Universal Pictures International Switzerland
Filmes, Animação

Grinch

Passados 18 anos da estreia 
da versão, digamos, de carne e 
osso, Hollywood volta à história escrita por Dr. Seuss, agora como animação, dirigida por Yarrow Cheney e Scott Mosier. Parte
dos clássicos infantis norte-americanos, Grinch conta a história de um ser cínico e verde, sempre desejoso de estragar a festa de Natal a toda a gente, capaz de tropelias chatinhas ainda que divertidas, mas que – coisas do espírito natalício – também tem um coração que acaba por se revelar generoso.

Por Rui Monteiro

Uma Guerra Pessoal
©DR
Filmes, Drama

Uma Guerra Pessoal

Marie Colvin (Rosamund Pike) é uma das mais conhecidas e respeitadas repórteres de guerra do seu tempo, em boa parte graças ao seu espírito rebelde e destemido que a leva ao interior de conflitos por todo o mundo. Como todos os repórteres de guerra, Marie já nem distingue entre bravata e bravura. Até, no filme de Matthew Heineman, ser atingida por uma granada no Sri Lanka, passar um temporada em Londres e a sua vida revelar um trauma antigo, mas não esquecido, que terá de ser resolvido durante a mais perigosa das suas reportagens na cidade cercada de Homs, na Síria.

Por Rui Monteiro

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A Vingança de Lizzie Borden
©DR
Filmes, Drama

A Vingança de Lizzie Borden

O ano é 1892, quando a família Borden contrata a sua nova criada, uma irlandesa chamada Bridget Sullivan (Kristen Stewart), que logo se torna amiga de Lizzie (Chloë Sevigny), e depois um bocadinho mais e um bocadinho mais até a relação se tornar uma escandaleira se revelada. Acompanhando este segredo, ambas as mulheres são vítimas de abusos físicos e sexuais por parte do chefe
 da família, Andrew Borden (Jamey Sheridan), e o desejo
 de vingança paira no ar deste psicodrama realizado por Craig William Macneill.

Por Rui Monteiro

Photo: Jon Pack
Filmes, Drama

Isto é Vida!

Dan Fogelman escreve o argumento e dirige esta película com Oscar Isaac, Olivia Wilde, Annette Bening e Antonio Banderas, entre outros, onde começa por acompanhar o romance de um casal de universitários, seu casamento e nascimento de respectivo bebé. Mas acontecimentos inesperados no decurso da vida do casal levam o realizador a iniciar uma viagem, que se tornará de celebração da condição humana, entre Nova Iorque e Carmona, em Espanha.

Por Rui Monteiro

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Filmes, Acção e aventura

Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

O segundo filme da nova saga de feitiçaria criada por J.K. Rowling, ao mesmo tempo uma prequela e uma expansão do universo de Harry Potter, sofre da falta de experiência da autora na escrita de argumentos para cinema. A história é confusa, exposta  atabalhoadamente, com excesso de subenredos, descontinuidades, coisas mal explicadas e outras apressadas. O maléfico Grindelwald (Johnny Depp) evade-se da prisão onde foi metido no filme original, Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los, e instala-se em Paris para instaurar a ditadura dos feiticeiros no mundo da magia e no nosso, sendo perseguido por Newt Scamander (Eddie Redmayne), agora ajudado pelo jovem Dumbledore (Jude Law). David Yates volta a realizar, isto é, a dirigir os actores e a gerir os efeitos especiais digitais.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Viúvas
©2018 Twentieth Century Fox Film Corporation
Filmes, Suspense

Viúvas

Steve McQueen, o realizador de Vergonha e 12 Anos Escravo, adapta aqui ao cinema, e transfere para os EUA, a série de televisão inglesa homónima dos anos 80, da autoria de Lynda LaPlante, ajudado no argumento por Gillian Flynn (Em Parte Incerta). O núcleo da história é o mesmo - as viúvas de três assaltantes mortos num golpe planeiam, com a ajuda de uma quarta mulher, um grande roubo que lhes permitirá viver desafogadamente -, mas além de um thriller, Viúvas quer também ser um filme sobre a corrupção, as ligações entre crime e política, a situação da mulher e o racismo. Ao disparar em todas estas direcções, dispersa-se e perde coesão e credibilidade. Resta um elenco farto de qualidade: Viola Davis, Michelle Rodriguez, Elizabeth Debicki e Cynthia Erivio nas viúvas assaltantes, mais Liam Neeson, Colin Farrell, Robert Duvall, Brian Tyree Henry e Daniel Kaluyaa, estes todos em personagens com múltipos podres.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha
©Sony Pictures
Filmes, Acção e aventura

A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha

Lisbeth Salander, a hacker da série Millennium, de Stieg Larsson, 
não podia ter regressado numa melhor altura, na senda do movimento #MeToo e do debate em curso sobre misoginia e questões de género. Não deixa de ser, por isso, um monumental falhanço ver que a adaptação de A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha, por Fede Álvarez, lima as arestas da personagem, perdendo-se pelo caminho tudo o que a tornava singular. O problema não reside na actriz principal (Claire Foy, a rainha Isabel II
de The Crown) nem na estética visual, estabelecida por David Fischer em Millennium 1: Os Homens Que Odeiam
as Mulheres, de 2011. O problema é que Fede Álvarez não vê nada de especial
 em Salander, que aqui mais parece uma personagem insípida de jogo de vídeo, sem qualquer complexidade psicológica. A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha é a primeira grande produção dirigida pelo realizador uruguaio, que assinou também de Evil Dead (2013) e Nem Respires (2016), mas falta-lhe sangue na guelra. É um tiro ao lado.

Por Joshua Rothkopt

A Time Out diz
Bel Canto
©DR
Filmes, Suspense

Bel Canto

Num país Latino-Americano não identificado, um punhado de guerrilheiros sequestra
 uma famosa cantora de
 ópera (Julianne Moore), um
 rico industrial japonês (Ken Watanabe) e diplomatas de várias nacionalidades que assistiam a um recital daquela. Os guerrilheiros fazem as suas reivindicações, o governo não responde, o tempo vai passando e, dentro do edifício, começam a tecer-se relações afectivas entre os sequestrados, mas também entre captores e reféns. Trabalhando sobre um livro de Ann Patchett, Paul Weitz quer mostrar como a música pode servir de traço de união entre pessoas completamente diferentes, postas numa situação extrema. O problema é que a história
 não demora a tornar-se chapadamente inverosímil, roçando o ridículo vezes demais, as personagens são transparentes e a visão de Julianne Moore a tentar fazer playback com a voz de Renée Fleming, entra para a lista dos momentos de cinema mais embaraçosos do ano. Antídoto para esta pepineira: rever Uma Noite na Ópera, com os Irmãos Marx.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Carga
©Caracol Studios
Filmes, Drama

Carga

Um camião de transporte
de mercadorias cheio de emigrantes clandestinos de Leste, um condutor (Vítor Norte) com problemas de consciência, mas que tem uma mulher e uma neta para alimentar, um mafioso russo (Dmitry Bogomolov) que chefia a rede de tráfico humano e que mata por dá cá aquela palha, um punhado de mulheres cujo destino é a prostituição. Se em Carga, primeira longa-metragem do português Bruno Gascon, o cinema estivesse à altura das nobres intenções humanitárias que ostenta de forma enfática, laboriosamente expostas no enredo e declinadas na ficha técnica final, no caso de o espectador ainda não ter percebido, este seria um filme perfeitamente aceitável. Tal como se nos apresenta, 
é uma repetitiva, maçuda e interminável colecção de clichés, personagens-tipo ou ridículas e situações mal desenhadas e resolvidas, com um final de bradar aos céus. Na sua tentativa de dramatização do tema do tráfico humano, Carga mostra-se incapaz de ir mais longe do que alinhar banalidades e pôr em cena estereótipos ambulantes, e falha como thriller e como libelo. É mais um título descartável para ir arder no inferno do cinema das boas causas.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Operação Overlord
©2018 Paramout Pictures
Filmes, Terror

Operação Overlord

Neste filme de Julius Avery, com argumento de Billy Ray e Mark L. Smith, e interpretação de Jovan Adepo, Wyatt Russell e Mathilde Ollivier, estamos na véspera do desembarque na Normandia que virou a sorte da II Grande Guerra a favor dos Aliados. Na preparação dessa ofensiva, pára-quedistas norte-americanos são enviados para trás das linhas inimigas, mas à medida que se aproximam do alvo percebem que algo mais do que uma operação militar está em preparação na aldeia ocupada pelos nazis.

Por Rui Monteiro

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Bohemian Rhapsody
©2018 Twentieth Century Fox Film Corporation
Filmes, Drama

Bohemian Rhapsody

Uma história dos Queen e da vida de Freddie Mercury cuidadosamente passada pelo crivo da marca da banda (Brian May, Roger Taylor e Jim Beach, o seu manager, são produtores executivos e consultores) mais lendária do que factual. Assinado por Bryan Singer, que abandonou a rodagem antes da fita acabar, sendo substituído por Dexter Fletcher, Bohemian Rhapsody faz o contrário daquilo que, a certa altura, os membros do grupo dizem a um patrão da EMI que não querem fazer: seguir uma fórmula. É um encadeado de situações feitas e clichés pré-digeridos dos biopics, secção estrelas de rock brilhantes e excessivas. Rami Malek, que interpreta Mercury, esforça-se muito para entrar na pele da personagem, sobretudo quando o cantor está em palco, mas nunca consegue apagar-se nela.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Raiva
©Faux
Filmes, Drama

Raiva

Esta adaptação de Seara de Vento, o romance neo-realista de Manuel da Fonseca publicado em 1958, assinada por Sérgio Tréfaut, surge como que deslocada no tempo. É o tipo de filme que veríamos, por exemplo, ser feito nos anos seguintes ao 25 de Abril, por um Manuel Guimarães ou um Luís Filipe Rocha da fase inicial, de A Fuga e Cerromaior. O livro datou muito e a abordagem que o realizador faz à história, rebuscadamente "estética", compondo meticulosamente cada plano, acaba por atenuar a dureza do retrato social e instalar uma rigidez formal e emocional que drena o dramatismo do filme.

Esta adaptação de Seara de Vento, o romance neo-realista de Manuel da Fonseca publicado em 1958, assinada por Sérgio Tréfaut, surge como que deslocada no tempo. É o tipo de filme que veríamos, por exemplo, ser feito nos anos seguintes ao 25 de Abril, por um Manuel Guimarães ou um Luís Filipe Rocha da fase inicial, de A Fuga e Cerromaior. O livro datou muito e a abordagem que o realizador faz à história, rebuscadamente "estética", compondo meticulosamente cada plano, acaba por atenuar a dureza do retrato social e instalar uma rigidez formal e emocional que drena o dramatismo do filme.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos
©Disney
Filmes, Família e crianças

O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos

Para Clara o que interessa é uma chave, a única chave capaz de abrir uma caixa que guarda um presente da sua falecida mãe. Um fio de ouro, entretanto oferecido pelo padrinho no seu aniversário, tem o condão, no filme de Lasse Hallström e Joe Johnston, com Mackenzie Foy, Keira Knightley e Matthew Macfadyen, de fornecer uma pista para a tal chave, mas acaba por transportar a moça para um mundo paralelo e um carrossel de aventuras antes de voltar à vida real.

Por Rui Monteiro

A Mulher
©DR
Filmes, Drama

A Mulher

Estamos em 1992 e o escritor americano Joseph Castleman acaba de ganhar o Nobel da Literatura, que celebra com a sua discreta e meticulosa mulher, Joan (Glenn Close). O casal ruma a Estocolmo, para a cerimónia da entrega do prémio, acompanhado do filho, David (Max Irons), também ele escritor e ansioso pela aprovação do pai, e seguidos por Nathaniel Bone (Christian Slater), que quer escrever a biografia
do nobelizado. Mas há um grande segredo por trás do sucesso e da respeitabilidade literária de Castleman. Baseado num livro de Meg Wolitzer, A Mulher é uma parábola ao gosto feminista, que força a credibilidade (os dois filhos do casal não teriam acabado por descobrir o grande segredo?) e é sustentada pela interpretação 
de Glenn Close, exímia a transmitir um máximo de significado e informação num mínimo de expressão. Uma grande actriz que é também uma estrela.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Filmes, Drama

Assim Nasce Uma Estrela

A velha história da subida à fama de uma jovem vedeta e da queda paralela no esquecimento do decadente veterano que a ajudou e amou, filmada pela primeira vez por William Wellman em 1937, é agora realizada por Bradley Cooper, que também interpreta, ao lado de Lady Gaga. O filme está no seu melhor durante a primeira hora. Depois, Assim Nasce Uma Estrela atola-se nos lugares comuns pirosos e caramelizados do seu surrado enredo, embrulhado numa banda sonora banal.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Venom
©Sony Pictures
Filmes, Ficção científica

Venom

O jornalista Eddie Brock (Tom Hardy) procura denunciar a actividade de Carlton Drake (Riz Ahmed), o notório e igualmente brilhante criador da Life Foundation. Todavia, durante a sua investigação, neste filme dirigido por Ruben Fleischer, tanbém com Woody Harrelson e Michelle Williams, o corpo do jornalista funde-se com o do extraterrestre de mau temperamento Venom.
 O que o torna superpoderoso em contrapartida de ter de viver no corpo de um ser de espírito negro e retorcido, carregadinho de raiva.

Por Rui Monteiro

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Filmes, Animação

Smallfoot - Uma Aventura Gelada

Nesta animação de Karey Kirkpatrick e Jason Reisig, o enredo acompanha as atribulações de um yéti (para uns o Abominável Homem das Neves, para os americanos o monstro conhecido por Big Foot), Migo, de seu nome, convencido de que um humano, conhecido apenas por Small Foot, é uma entidade real. Para provar esta teoria, e deixar de ser gozado pela sua tribo, Migo alia-se a Meechee e a um grupo de curiosos estudiosos, também eles em busca de provas da existência de tal ser.

Por Rui Monteiro

Cold War - Guerra Fria
©DR
Filmes, Drama

Cold War - Guerra Fria

Vencedor do Prémio de Realização do Festival de Cannes, o polaco Pawel Pawlikowski (Ida, Óscar de Melhor Filme Estrangeiro), conta aqui uma história de
amor agitada, acidentada e ziguezaguante entre um homem e uma mulher (a fabulosa Joanna Kulig e Tomasz Kot), vivida do pós-guerra aos anos 60, entre o Leste totalitário e a Europa livre. Inspirando-se na história dos seus próprios país, Pawlikowski filma esta tragédia de um amor ardente em tempos de rigorosa invernia ideológica em apenas 88 minutos, recorrendo a uma banda sonora mesclada de música folclórica polaca, jazz e rock dos inícios, e com uma economia narrativa que só realça ainda mais a alta temperatura das emoções em jogo. Um dos melhores filmes do ano.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Filmes, Animação

The Incredibles 2 - Os Super-Heróis

No segundo filme animado da superfamília Parr, de novo realizado por Brad Bird, há novidades sobre os papéis domésticos do Sr. Incrível e da Mulher-Elástica, bem como sobre os superpoderes do bebé Jack-Jack, de que o realizador aproveita para tirar o máximo rendimento cómico. Em tudo o resto, e felizmente, Bird mantém as qualidades técnicas, estéticas, visuais, narrativas e humorísticas que fizeram do original (datado de 2004) uma das expressões mais altas da animação por computador da Pixar, evitando ainda 
a tentação de emular, ao seu nível e neste universo específico, os detestáveis filmes de super-heróis da Marvel e da DC. Que, e a propósito, The Incredibles 2: Os Super-Heróis bate em toda a linha.

Por Eurico de Barros

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