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Filmes em cartaz

Saiba tudo sobre os filmes em cartaz, avaliados pelos críticos de cinema da Time Out

Hellboy (2019)
©DR Hellboy de Neil Marshall
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Mais filmes em cartaz

A Outra (2008)
©DR
Filmes, Drama

A Outra

O elenco do filme de Justin Chadwick impressiona: Natalie Portman, Scarlett Johansson, Eric Bana, Kristin Scott Thomas, Benedict Cumberbatch, mais uma mão cheia de secundários de gabarito reunidos para dar vida ao argumento de Peter Morgan baseado no romance de Philippa Gregory sobre o rei Henrique VIII e as suas aventuras matrimoniais. No centro da acção está a escolha da segunda das seis mulheres do monarca, palco para a intriga familiar dos Bolena, que querem meter, e metem, Ana na real cama e vê-la rainha, enquanto o soberano prefere a irmã, Mary, apesar desta ser já casada. O resto é História.

Por Rui Monteiro

Greta – Viúva Solitária (2018)
©Ascot Elite
Filmes, Drama

Greta – Viúva Solitária

Um stalker movie feminino, com Isabelle Huppert na perseguidora Greta (uma solitária e aparentemente simpática e excêntrica viúva francesa) e Chloe Grace Moretz na perseguida Frances (uma rapariga boazinha e prestável que perdeu a mãe há um ano). Neil Jordan realiza e já fez muito melhor que isto, porque o filme começa por ser absorvente, torna-se previsível e a certa altura passa a ser inverosímil. Mas o realizador sabe que está a fazer uma série B e roda-a com bons meios de produção e sem abdicar de algum requinte estilístico, e Isabelle Huppert chama um figo ao papel de Greta, transformando-a numa encarnação contemporânea e urbana das bruxas más dos contos de fadas. Repare-se como lhe basta usar os olhos para transmitir toda a demência e perversidade da personagem.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Hellboy (2019)
©DR
Filmes, Acção e aventura

Hellboy

A projecção de imprensa deste terceiro Hellboy realizou-se já para lá dos prazos de fecho desta edição, pelo que, em vez da habitual crítica, propomos um texto de apresentação do filme. Originalmente concebido como uma continuação de Hellboy 
II – O Exército Dourado, Hellboy ficou sem realizador quando Guillermo del Toro abandonou a produção, por lhe ter sido negada a dupla função de realizador e argumentista que tinha tido nos dois primeiros filmes da série. Solidário com Del Toro, também Ron Perlman, que tinha interpretado a personagem criada por Mike Mignola em Hellboy e Hellboy II – O Exército Dourado, abandonou a fita. Já Mignola manteve-se ligado ao projecto enquanto co-argumentista e um dos produtores executivos. A partida de Del Toro e Perlman levou a que Hellboy, em vez de continuar o segundo filme, fosse transformado num reboot, com a consequente alteração do título. De Hellboy: Rise of the Blood Queen, para apenas Hellboy, como o original de 2004. O papel do protagonista 
foi entregue a David Harbour (Stranger Things), e a realização ao britânico Neil Marshall (A Descida, Doomsday – Juízo Final). A história do filme põe Hellboy
 e os seus aliados em Inglaterra
a combater uma ancestral e poderosa feiticeira, Nimue, mais conhecida por Rainha do Sangue, e interpretada por Milla Jovovich. O elenco deste renovado Hellboy inclui ainda Ian McShane, Sophie Okonedo, Penelope Mitchell e Thomas Haden Church.

Por Eurico de Barros

 Parque das Maravilhas (2019)
©DR
Filmes, Acção e aventura

Parque das Maravilhas

Neste filme de animação de Josh Appelbaum e André Nemec, June é uma rapariga optimista e cheia de imaginação que descobre um incrível parque de diversões escondido na floresta. Este misterioso parque, cheio de divertimentos fantásticos e animais engraçados que falam, está no entanto em grande decadência e reboliço, e June, descobrindo que tudo isto só existe na sua imaginação, compreende que é a única que pode restaurar o antigo brilho do parque.

Por Rui Monteiro

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Anoitecer (2018)
©Agora Films
Filmes, Drama

Anoitecer

László Nemes, realizador do elogiadíssimo e oscarizado O Filho de Saul, ambienta esta sua segunda longa-metragem na Budapeste de 1913, mesmo à beira do começo da I Guerra Mundial. Filmado como aquele, com a câmara seguindo como uma sombra a protagonista, uma jovem que procura emprego na luxuosa loja de chapéus de senhora que já foi dos pais, Anoitecer parece passar-se numa lógica de transe, ou de pesadelo acordado, o que poderia justificar a falta de coerência narrativa, as várias descontinuidades e a opacidade do enredo, que aparentemente se pretende simbólico ou alegórico do ambiente vivido na Europa antes do primeiro conflito mundial. Só que tudo aqui é demasiado vago, esbatido, inconsequente e sobretudo longo.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Lugares Sagrados (2018)
©Samantha Hellmann
Filmes, Drama

Lugares Sagrados

Uma família americana dividida por três continentes, com relações tensas, que comunica entre si dificilmente, mas ainda assim se influencia mutuamente, é o mote da acção do filme de Amanda Sthers que roda em torno da personagem de Harry Rosenmerck (James Caan), cardiologista que deixa tudo para trás e vai para Jerusalém criar porcos.

Por Rui Monteiro

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After (2019)
©DR
Filmes, Drama

After

Tessa (Josephine Langford) é uma daquelas estudantes dedicadas, filha atinada e empenhada namorada do seu mais que tudo do liceu. Entretanto, no filme de Jenny Gage a partir do romance
de Anna Todd, a rapariga entra na faculdade, com grandes ambições para o seu futuro, e vê o seu mundo até então resguardado abrir-se subitamente quando conhece o misterioso e magnético e rebelde Hardin Scott (Hero Fiennes Tiffin).

Por Rui Monteiro

Photo: Warner Bros. Pictures
Filmes, Acção e aventura

Shazam!

Apesar de ter alguns dos defeitos comuns a todos os filmes de super-heróis, este Shazam! realizado por David F. Sandberg tem qualidades que faltam a quase todos os outros. Um saboroso sentido de humor, a capacidade de não se levar muito a sério e talento suficiente para brincar bem com o próprio universo super-heróico de que também faz parte (mesmo na ficha técnica final). Sandberg vai buscar o super-herói criado nos anos 30 como Capitão Marvel (o original), que tem a identidade secreta de Billy Batson, um miúdo de 14 anos (Asher Angel) e mete-o no corpo de um adulto com os superpoderes de personagens, deuses e heróis mitológicos, Shazam (Zachary Levi). Só que este continua a comportar-se, enquanto super-herói, como o adolescente que é originalmente. Ou seja, farta-se de fazer disparates com os seus superpoderes, mesmo quando enfrenta o bilioso vilão, Dr. Thaddeus Sivana (Mark Strong).

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Besta (2017)
©DR
Filmes, Drama

Besta

Jersey é um paraíso fiscal no Canal da Mancha. Esqueçam as congéneres caribenhas:
 esta ilha é austera, a alegria reside na família e no circuito fechado de amigos. Moll (Jessie Buckley) é uma jovem adulta sufocada por um pai demente e uma mãe rígida e controladora. Conhecemo-la pouco antes de ela fugir do seu aniversário, passar a noite a dançar com um estranho, e acabar a ser salva de uma possível violação por Pascal (Johnny Flynn), um “artesão” cadastrado, marginal e suspeito de ser um assassino em série. Moll apaixona-se e enfrenta toda a gente para o defender, criando uma tensão explosiva na pequena comunidade. Michael Pearce (Bafta para melhor estreia) não consegue dar à história o suspense que se exigiria e a força do filme perde-se na realização, no guião pouco subtil e na ineficaz direcção de actores.

Por Hugo Torres

A Time Out diz
Cai na Real, Corgi (2019)
©DR
Filmes, Animação

Cai na Real, Corgi

Ser o cachorro mais mimado pela rainha de Inglaterra é, sem dúvida, uma vantagem, mas também um mundo fechado. Porém aberto que baste para Corgi se meter em sarilhos, imaginar a vida fora dos portões de Buckingham e dar uma escapadela até à vida real. Nesta animação dirigida por Ben Stassen o real canídeo tem umas aventuras e apaixona-se, ao mesmo tempo que descobre quem é numa espécie de epifania existencial.

Por Rui Monteiro

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Tito e os Pássaros (2018)
©DR
Filmes, Animação

Tito e os Pássaros

Nada menos do que três realizadores assinam esta longa-metragem de animação brasileira. Tito é um miúdo de dez anos que vive com a mãe, depois de o pai, um inventor que construiu uma máquina para comunicar com os pássaros, ter sofrido um acidente que feriu também o filho e ter saído de casa e desaparecido.

O mundo é então atingido por uma epidemia de medo devido
a uma estranha doença que transforma as pessoas em pedras, e Tito e os seus melhores amigos, Sara e Buiu, que não fala, tentam encontrar o pai, para que ele os ajude a salvar a humanidade.

Além de óbvia, ingénua e insistentemente alegórica (os mercadores de sensacionalismo e de pânico nos media, os perigos da tecnologia, a esperança numa nova geração), e com uma narrativa laboriosa até
 ser confusa, Tito e os Pássaros é visualmente agressivo e berrante. Vê-se para registo, mas sem entusiasmo.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Diamantino
©DR
Filmes, Comédia

Diamantino

O tipo falhou um penálti. Era a final do Mundial. Foi o seu último jogo. E o início
de uma vida nova e surpreendente (seja qual for o ponto de vista) em que um craque idolatrado (sim, quem está a pensar em Cristiano Ronaldo acertou) procura um devir para a sua nova existência fora dos relvados. É aí que começa esta espécie de brincadeira, que parece criada no recreio de uma escola de cinema, onde convivem crise de refugiados e manipulação genética, cães todos felpudinhos, culto da personalidade, os Documentos do Panamá e populismo pré-fascista. E onde tudo conflui, à maneira das comédias românticas, em romance improvável e redentor.

A ironia de pacotilha dos realizadores e argumentistas, para além de fascinar burros que nunca viram um palácio, tem os seus lenitivos nas interpretações de Carloto Cotta, capaz de mostrar o ridículo da sua personagem, e nas prestações de Anabela Moreira e Margarida Moreira, ilustrando
a ganância familiar com brilho. Mas três andorinhas não fazem a Primavera.

Por Rui Monteiro

A Time Out diz
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Filmes, Terror

Samitério de Animais

Na origem está o romance de Stephen King e a sua versão cinematográfica dirigida por Mary Lambert, em 1989, que os realizadores Kevin Kölsch e Dennis Widmyer seguem mais ou menos à letra. A história é, claro, a mesma: O doutor Louis Creed (Jason Clarke) e a mulher, Rachel (Amy Seimetz), mudam de Boston para uma pequena cidade no Maine com os seus dois filhos. Quando o animal de estimação morre, e perante o desgosto familiar, Louis vira-se para o seu peculiar vizinho interpretado por John Lithgow e inicia uma reacção em cadeia que tem por epicentro um cemitério de animais.

Por Rui Monteiro

Ayka (2018)
©DR
Filmes, Drama

Ayka

Jovem imigrante a trabalhar em Moscovo, Ayka dá à luz depois de uma gravidez difícil e não desejada. Por não poder cuidar da criança deixa-o no hospital na esperança de que o bebé seja adoptado, mas o instinto maternal é mais forte e a protagonista corre vales e montanhas para o encontrar, neste filme do realizador do Cazaquistão Sergei Dvortsevoy, que valeu a Samal Yeslyamova o prémio de Melhor Actriz no Festival de Cannes do ano passado.

Por Rui Monteiro

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O Carteiro de Pablo Neruda (1994)
©DR
Filmes, Drama

O Carteiro de Pablo Neruda

Comemorando o 25º aniversário da estreia, o filme de Michael Radford, com Philippe Noiret, Massimo Troisi e Maria Grazia Cucinotta, regressa às salas em versão restaurada. Baseado no romance de Antonio Skármeta, a película narra a amizade entre o poeta chileno Pablo Neruda, então exilado pela ditadura chilena, e um humilde carteiro sedento de aprender sobre o amor da poesia de Neruda para conquistar a sua amada.

Por Rui Monteiro

Mirai (2018)
©DR
Filmes, Animação

Mirai

Mais uma delicadíssima, sumptuosa e divertida longa-metragem animada do japonês Mamoru Hosoda, que combina animação tradicional e efeitos digitais sem que se veja uma costura. Esta história de Kun, um menino de quatro anos que fica cheio de ciúmes e de raiva da irmã recém-nascida, anda para a frente e para trás no tempo, e ensina ao pequeno protagonista o significado e a importância que têm a memória e a continuidade familiar.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Kursk (2018)
©DR
Filmes, Drama

Kursk

O muito irregular Thomas Vinterberg, servindo-se do livro de Robert Moore, A Time to Die, recria nesta co-produção europeia o acidente com o submarino nuclear Kursk, ocorrido em Agosto de 2000, que custou a vida aos
118 membros da tripulação. É
um trabalho competente, com uma recriação pormenorizada
da catástrofe, mas não deixa de haver alguma ironia no facto de um cineasta, outrora ligado ao austero Dogma 95, surgir agora a associar o seu nome a uma fita tão convencional como esta.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Dumbo (2019)
©Disney
Filmes, Família e crianças

Dumbo

Nesta versão em imagem real e efeitos especiais, Tim Burton manteve-se fiel ao essencial do clássico de 1941. O realizador evita uma aproximação verista à história, que poderia comprometer a credibilidade do elefantezinho voador e, através de uma leve estlização, transforma Dumbo numa fantasia de rosto “realista”.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Filmes, Comédia

Destino – Casamento

Aqui está a história de dois cínicos que, em simultâneo, são pessoas particularmente desagradáveis, capazes de estragarem qualquer festa. É este o papel que o realizador Victor Levin dá a Keanu Reeves e Winona Ryder nesta comédia romântica. E eles começam logo mal, com Frank a tentar ultrapassar Lindsay na fila para o avião. E por aí continuam quando descobrem serem ambos convidados do mesmo casamento, até encontrarem terreno comum no bota-abaixo ao noivo, meio irmão dele e antigo namorado dela.

Por Rui Monteiro

Nós (2019)
©Universal Pictures
Filmes, Terror

Nós

Depois de Foge, Jordan Peele mantém-se fiel ao terror com este filme inspirado num velho episódio da série de culto A Quinta Dimensão, de Rod Serling, intitulado Mirror Image. Uma família de férias na sua casa de campo vê-se aterrorizada pelos seus "duplos" maléficos e vingativos, saídos de uma sociedade subterrânea que é uma cópia tosca e grotesca da sociedade da superfície, e que vestem macacões vermelhos e empunham tesouras. O que parecia ser uma história de invasão doméstica e horror claustrofóbico, salta rapidamente para fora de casa da família e transforma-se numa narrativa apocalíptica, o que não beneficia o filme, já que Peele dispara em várias direcções (há aqui ecos do clássico Invasion of the Body Snatchers, de Don Siegel, mas também uma crítica aos EUA de Donald Trump, representado pelos "duplos"). Nós perde foco e coesão, prolonga-se por tempo a mais e tem uma (previsível) surpresa final à moda de M. Night Shyamalan. Formidável é a dupla interpretação de Lupita Nyong'o na mãe da família e na sua sinistra "sósia".

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos (2018)
©DR
Filmes, Drama

Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos

João Salaviza deixou Lisboa e os bairros periféricos onde ambientou todos os seus filmes e passou quase um ano na aldeia dos índios Krahô, no Brasil, onde rodou, com Renée Nader Messora (que já visitava os indígenas desde 2009) este filme, empoleirado na fronteira entre o documentário e a ficção. Evocando (com as devidas distâncias), na forma e no método, o trabalho de um Robert Flaherty, os realizadores fizeram, com verdade, fluência e desafectação, uma fita que regista um dos mais importantes rituais da tribo, o do luto por um dos seus membros, ao mesmo tempo que aliam a esta faceta documental, outra mais ficcional, sobre o jovem filho do morto, que sai da aldeia onde tem mulher e filho, por não conseguir chegar a termos com a perda do pai, o que deixa o espírito deste sem descanso. Por aqui passa ainda a situação dos índios brasileiros, postos entre o apelo da assimilação e a fidelidade possível ao seu modo de vida tradicional.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
O Poder da Palavra (2017)
©Pathé Films
Filmes

O Poder da Palavra

Daniel Auteil interpreta aqui um professor catedrático parisiense com o gosto da provocação politicamente incorrecta, que tem que dar aulas de retórica a uma aluna (Camélia Jordana) de ascendência árabe, com a qual teve uma altercação numa aula plenária, e que vai entrar num concurso nacional de eloquência. Yvan Attal recorre aqui à velha história de Pigmalião, actualizando-a para a melindrosa arena contemporânea da agendas político-ideológicas. O Poder da Palavra é uma comédia de costumes convencional, mas sincera e pertinente, que querr deixar uma mensagem a favor da moderação, do entendimento mútuo e do melhoramento pessoal. E dá gosto seguir a esgrima de verbo e de vontades entre o mestre e a aluna, pois Auteuil  Jordana vão tão bem um com o outro que fazem esquecer a tipificação das suas personagens.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Dragon Ball Super: Broly (2018)
©DR
Filmes, Animação

Dragon Ball Super: Broly

Com direcção de Tatsuya Nagamine regressa mais uma aventura da série de animação Dragon Ball. Protagonizada pelo já lendário Broly, um guerreiro Saiyan, que Goku e Vegeta, como sempre tentando ser grandes guerreiros, consideram um exemplo que admiram e temem, o filme está recheado de acção e combates de criar bicho.

Por Rui Monteiro

Capitão Marvel (2019)
©Marvel Studios
Filmes, Acção e aventura

Capitão Marvel

O Capitão Marvel original surgiu em 1967, como Mar-vell, criado por Stan Lee e Gene Colan, e passou por várias versões ao longo dos anos, tendo a primeira feminina sido Monica Rambeau, em 1982. A do filme Capitão Marvel é Carol Danvers, antes conhecida como Ms. Marvel, e que assumiu funções em 2012.

Brie Larson (Quarto) interpreta a super-heroína, acompanhada por Samuel L. Jackson, Jude Law, Ben Mendelsohn, Annette Bening, Djimon Hounsou e Gemma Chan. O enredo segue a transformação de Carol Danvers, uma ex-piloto da Força Aérea dos EUA, numa das mais poderosas super-heroínas do universo, que se vê no meio de um conflito intergaláctico.

Por Rui Monteiro

A Time Out diz
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Snu (2019)
©DR
Filmes, Drama

Snu

Patrícia Sequeira procura explorar neste filme a personalidade de Snu Abecassis, a dinamarquesa que veio para Portugal fundar a Dom Quixote ainda durante o antigo regime, e a sua relação amorosa, após o 25 de Abril, com Francisco Sá Carneiro, que teve repercussões sociais e políticas dado serem ambos casados e terem filhos, e a mulher deste nunca lhe ter concedido o divórcio. A execução fica além do desejado, porque Snu irradia uma sensação de fragilidade, de pouca consistência e convicção, que vai da banalidade dos diálogos e da débil elaboração dramática, ao recorte telenovelesco da história. As duas personagens principais estão caracterizadas de forma superficial, Pedro Almendra é uma escolha desastrosa para personificar Sá Carneiro e Inês Castel-Branco uma Snu monótona com um sotaque instável. Os sonhos "nórdicos" desta mais parecem anúncios a perfumes de luxo, e são fatais de tão ridículos.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Como Treinares o Teu Dragão: O Mundo Secreto (2019)
©Universal Pictures
Filmes, Animação

Como Treinares o Teu Dragão: O Mundo Secreto

Na terceira jornada desta série inspirada na literatura fantástica de Cressida Cowell, o argumentista e realizador Dean DeBlois prossegue esta história que começou com a improvável amizade entre um viking adolescente e um terrível dragão. Aqui chegados, Hiccup, agora governante de Berk, juntamente com Astrid, criou uma curiosa e caótica sociedade utópica de dragões. Porém, quando o aparecimento de uma Fúria da Luz coincide com a ameaça mais negra que a vila alguma vez enfrentou, Hiccup e Desdentado são obrigados a deixar a única casa que conheceram e partir para um mundo secreto que, afinal, não existia apenas nos mitos populares.

Por Rui Monteiro

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Vice (2018)
©DR
Filmes, Drama

Vice

Christian Bale personifica Dick Cheney, o poderoso ex-vice-presidente dos EUA, neste filme de Adam McKay (A Queda de Wall Street), com 20 quilos a mais e transfigurado por efeitos de maquilhagem (próteses, chumaços) e digitais, deixando-nos a perguntar se há um real valor dramático em toda esta manipulação, e onde realmente acaba a interpretação e começam os efeitos. Chegará o forçar fisica e tecnicamente uma parecença de "gémeo" para validar uma interpretação? O filme é uma execração em jacto contínuo de Cheney, dobrada de panfleto anti-Republicano, em que McKay usa, mas já sem o mesmo impacto e eficácia narrativa, o mesmo estilo pop, cool, deliberadamente desarrumado e cronologicamente desconjuntado do citado A Queda de Wall Street, e o biografado é pintado esquematicamente como parte Darth Vader à civil, parte vilão de desenho animado.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Mia e o Leão Branco (2018)
©Impuls Pictures
Filmes, Acção e aventura

Mia e o Leão Branco

Mia tem 11 anos quando cria uma peculiar relação com Charlie, um jovem leão branco, nascido na fazenda dos seus pais, na África do Sul. Durante 
três anos é só alegria e amizade humano-animal, porém, três anos depois, Charlie já transformado em animal de meter respeito, a rapariga descobre que o pai decidiu vender o seu amigo a caçadores de cabeças. Claro, o argumento de Prune de Maistre e William Davies, para o filme de Gilles de Maistre, interpretado por Daniah De Villiers, Mélanie Laurent e Langley Kirkwood, não deixa alternativa que não seja a fuga. E Mia e Charlie lá vão.

Por Rui Monteiro

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Correio de Droga (2018)
©DR
Filmes, Drama

Correio de Droga

Clint Eastwood realiza e interpreta Correio de Droga, baseado numa história real que deu uma grande reportagem no The New York Times: a de Earl Stone, um veterano da II Guerra Mundial que aos 90 anos se tornou no mais valioso correio de droga de um cartel mexicano. Eastwood transforma o enredo em mais uma das suas meditações sobre a velhice e a perplexidade perante o mundo contemporâneo. Vendo o seu negócio de cultivo de orquídeas falido por causa da internet e despejado de sua casa, Earl começa a transportar droga na sua carrinha para poder ter dinheiro e tentar reconciliar-se com a família, que cortou com ele por causa da sua dedicação obsessiva às flores, até perceber a enormidade daquilo em que se meteu e ter um rebate de consciência. É um filme moral mas não moralista. A realização é notavelmente fluida, prática e eloquente, e sem o menor elemento supérfluo, e no papel de Stone, Clint Eastwood tira todo o partido da sua cara enrugada e da sua voz de gravilha para transmitir simpatia e afabilidade, indignação e desprezo, mas também arrependimento. A cena que tem com Dianne Wiest, que interpreta a sua ex-mulher, no leito de morte desta, está entre as mais comoventes de todos os filmes que fez.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
Green Book - Um Guia para a Vida (2018)
©Ascot Elite

Green Book – Um Guia para a Vida

Peter Farrelly assina este filme baseado num facto real, a digressão no Sul profundo dos EUA, feita em 1962 pelo sofisticado e erudito pianista negro Don Shirley, levando como motorista e guarda-costas Anthony “Lip” Vallelonga, um italo-americano da Bronx, segurança em clubes nocturnos. É um misto de road movie e de buddy movie, que quer entreter enquanto dá –com traço grosso, grosas de clichés, algum paternalismo e a devida moderação política–, uma lição de tolerância e convivência interracial. É um “Obama movie” em tempos de Trump. Mahershala Ali e Viggo Mortensen interpretam Shirley e Tony “Lip”, boa companhia numa jornada muito bem intencionada, mas previsível e demonstrativa, e com o inevitável e postiço final feel good.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz
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Filmes, Drama

A Favorita

Baseando-se em situações reais, Yorgos Lanthimos filma aqui
a história da feroz rivalidade entre duas mulheres que também eram parentes, Sarah Churchill, duquesa de Malborough (Rachel Weisz), e a sua prima afastada e arruinada, a baronesa Abigail Masham (Emma Stone), que disputaram o exclusivo dos favores, da intimidade, da confiança e dos privilégios da Rainha Ana de Inglaterra (Olivia Colman), no início do século XVIII, e terão tido relações lésbicas com a monarca. A Favorita, filme candidato a 10 Óscares, comunga das produções históricas de prestígio da BBC, de filmes como Tom Jones, de Tony Richardson, e Barry Lyndon, de Stanley Kubrick, mas também do humor de um Black Adder. Weisz, Stone e Colman sugam os seus papéis até ao tutano, fazendo com que a fita pertença plenamente a este majestoso trio de actrizes.

Por Eurico de Barros

A Time Out diz

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