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Colo
©DR Colo de Teresa Villaverde

IndieLisboa 2017 ou a busca da originalidade

Onze dias, cinco salas, filmes de todos os formatos vindos de diferentes idades e com distintas intenções, sessões a bem dizer a toda a hora, mais actividades paralelas… O IndieLisboa é obra. Mas um filme por dia, enfim, sabe-se o bem que fazia

Por Rui Monteiro
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Chegou aquela altura do ano. Pela 14ª vez. Cada vez mais tentacular, pode dizer-se, o Capitólio acrescentado à lista de salas do costume: Culturgest, Cinemateca, São Jorge, Ideal. Uma programação que vai na direcção de várias pistas sem se despistar. Em jeito de serviços mínimos, aí vão onze filmes a ver no IndieLisboa 2017.

IndieLisboa 2017 ou a busca da originalidade

Shot! The Psycho-Spiritual Mantra of Rock

Agora uma coisa completamente diferente e até um bocadinho alienante, para chegarmos a Mick Rock, o fotógrafo que fotografou toda a gente que era alguém (e muitos que nunca chegaram a ser fosse o fosse) no rock das décadas de 60 e 70 e 80 do século passado. Barnaby Clay, o realizador, percorre esse espólio, que passa por verdadeiros ícones dessas épocas, como David Bowie e Lou Reed e Syd Barrett e Blondie, ou os Queen e Iggy Pop, extraindo recordações da memória de Mick Rock para construir um fresco entre o psicadelismo e punk.

Sábado, 13, 21.30, Capitólio

I Am Not Your Negro

É, com certeza, um dos filmes mais esperados do IndieLisboa, e por isso mesmo ficou para o fim, para um encerramento em beleza, mas com consciência. Candidato vencido ao Óscar para Melhor Documentário, o que não diminui nem um bocadinho a sua importância artística e política, a obra de Raoul Peck parte dos textos do escritor negro norte-americano James Baldwin. Melhor, de um manuscrito por acabar com as memórias do autor sobre importantes activistas dos direitos cívicos, como Malcolm X, Martin Luther King ou Medgar Evers, com quem privara. E, com apenas 30 e poucas páginas como guião, o cineasta haitiano compôs um duro e comovente filme sobre o racismo na América, com o bónus de ser narrado por Samuel L. Jackson.

Domingo, 14, 21:30, Culturgest – Grande Auditório

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