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Lá fora, "Quem Quer Namorar com o Agricultor" roça o grau zero da televisão

Na semana em que se estreia na SIC "Quem Quer Namorar com o Agricultor", Eurico de Barros olhou para os programas irmãos.

Escrito por
Eurico de Barros
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★☆☆☆☆

Alguém escreveu que o programa originalmente estreado em Inglaterra em 2001, que na Austrália se chama The Farmer Wants a Wife, na Polónia Rolnik Szuka Zony e em Espanha Granjero Busca Esposa (SIC Mulher, todos os dias, vários horários), mas que na verdade é igualzinho em toda a parte, era o equivalente em reality show da série de comédia clássica Viver no Campo.

Mas estava enganado, porque Viver no Campo fazia chorar de rir de tão divertido, enquanto que este rústico exemplar de telelixo faz chorar de tão beócio (a SIC ameaça este domingo com a versão nacional, Quem Quer Namorar com o Agricultor).

A coisa roça o grau zero da televisão, e só não desce para a escala negativa porque andam por aí coisas da mesma família, como Naked Attraction ou Adam Looking for Eve, que chapinham nas águas miasmáticas do infratelevisivo.

É apenas mais uma de incontáveis variantes do formato que fez das televisões agências de matrimónio e locais de speed dating, e consiste em agricultores, pastores, ganadeiros, etc., que andam à procura de mulher para casar. E que, quando as candidatas se apresentam, tendem a lançar sobre elas um olhar semelhante ao que reservam para a fruta ou para o gado.

Que saudades do tempo em que agricultura na televisão significava apenas o TV Rural.

Crítica de televisão

  • Filmes

A previsibilidade, a pobreza, a falta de imaginação e o anquilosamento das televisões generalistas, tolhidas pelo colete de forças das audiências que eventualmente as tornará obsoletas e levará à extinção, é também visível na contraprogramação que fazem.

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