Novos Olhares na Cinemateca – Parte III: a caminho do fim

A duas semanas da conclusão do ciclo Cinema Português: Novos Olhares, chega a terceira parte da mostra que a Cinemateca dedica à nova geração de cineastas nacionais
O PRIMEIRO VERÃO
Por Rui Monteiro |
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Longas ou curtas-metragens, ficção, realidade, realidade-ficção, ficção-realidade, documentário, ensaio… Enfim, cabe tudo, ou quase, entre os filmes alinhados na série de sessões que iniciam o tomo três do ciclo Cinema Português: Novos Olhares, a montra do novo cinema português. Mais uma vez, em busca de uma estética própria e de vontade de intervir socialmente.

Novos Olhares na Cinemateca – Parte III: a caminho do fim

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Um Dia Cabouqueiros/ Os Caminhos de Jorge

Dizer que o documentário é um género com tradição, por um lado, e referir a maneira como a nova geração de cineastas o tem usado, essencialmente e com melhores resultados numa espécie de recuperação da memória, por outro, é acentuar o óbvio. Esta sessão demonstra precisamente isso, através da exibição de Os Caminhos de Jorge, onde Miguel Morais Cabral acompanha o quotidiano de um amolador consciente de fim próximo da sua profissão. E, também, com a apresentação de Um Dia Cabouqueiros, altura em que o realizador, Tomaz Baltazar, presente na sessão, poderá explicar a sua atracção pela extracção de mármore, motivo da sua curta.  

Quarta, 17, 19.00

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Campo de Víboras/ As Rosas Brancas/ Gipsofila

São três exemplos, e recentes, de autores premiados e merecedores de atenção no circuito internacional de festivais, com filmes em primeira apresentação na Cinemateca. Por exemplo, Cristèle Alves Meira, com Campo de Víboras, encontra um ambiente de mistério, mesmo medo, durante as festividades dos Caretos, em Trás-os-Montes. Já As Rosas Brancas, de Diogo Costa Amaral, representa uma das experiências internacionais do último vencedor do Festival Internacional de Cinema de Berlim. Enquanto Gipsofila é um retrato da intimidade da realizadora, Margarida Leitão, através de um retrato dos desejos e memórias cruzadas da autora e da sua avó.

Quinta, 18, 19.00

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O Primeiro Verão

O Primeiro Verão, de Adriano Mendes, com o próprio e Anabela Caetano, foi uma produção independente e uma das surpresas do IndieLisboa capaz tanto de acumular prémios como garantir uma já extensa carreira internacional. Mendes, convidado da sessão, criou uma história sensível e lírica sobre um primeiro amor, suas alegrias e contrariedades, inspirado na própria relação dos intérpretes.

Sexta, 19, 19.00

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3X3/ Vicky and Sam/ A Moral Conjugal

Duas curtas e uma conclusão moral em formato longo. É uma maneira de dizer, coisa que Artur Serra Araújo, que dirigiu Maria João Bastos, José Wallenstein, São José Correia e Catarina Wallenstein, na comédia negra A Moral Conjugal, explicará, ao vivo, com mais conhecimento e autoridade sobre as suas intenções para este filme. A abrir a sessão duas curtas, 3x3 e Vicky and Sam, que mostram o trabalho de Nuno Rocha antes de abraçar a longa-metragem, o ano passado, em A Mãe É que Sabe.

Sábado, 20, 21.30

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A Cidade e as Trocas

É um filme emblemático de uma produtora jovem e colectiva, Terratreme (neste caso em co-produção com Uma Pedra no Sapato, de Filipa Reis e João Miller Guerra). Obra onde se mostra, através do exemplo da extracção de areias no deserto do Sahara, ou da exploração turística das paisagens e praias na África Ocidental, “os estranhos movimentos económicos do mundo no limiar da grande crise financeira do século XXI.”

Terça, 23, 21H30

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