Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Sete das melhores interpretações de John Hurt

Sete das melhores interpretações de John Hurt

John Hurt, vencido a semana passada por um cancro, foi um dos mais completos actores de composição. Um camaleão, digamos, para acentuar a precisão com que abordava e se transformava nas personagens

John Hurt
© Mr Elbank John Hurt
Por Rui Monteiro |
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Foi quase sempre secundário e, mesmo quando não ofuscou o protagonista, a sua presença foi marcante. Exemplo do actor operário, foi um trabalhador brioso que se dedicou a cada papel exigindo de si próprio transformar-se no outro, vestir outra pele e apresentar-se como a personagem. Estas são sete das melhores interpretações de John Hurt.

Sete das melhores interpretações de John Hurt

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Violador de Rillington (1971)

Richard Fleischer deu a John Hurt a primeira possibilidade de mostrar o seu valor no papel de Timothy Evans, um desgraçado que o actor tornou pungentemente patético, acusado e executado pelos crimes cometidos pelo seu vizinho, uma assustadora personagem interpretada por Richard Attenborough.

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The Naked Civil Servant (1975)

O filme de Jack Gold conta a história de Quentin Crisp, um travesti que tentou viver abertamente a sua homossexualidade na fechada sociedade inglesa das décadas de 1940 e 1950 e pagou o seu preço. John Hurt, na sua interpretação, reúne na mesma persona exibicionismo e sensibilidade, chamando a atenção para a discriminação e tornando Crisp uma bandeira do movimento gay de então.

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O Expresso da Meia-Noite (1978)

É um dos drogados mais drogados e mais conhecidos da história do cinema, o seu papel no filme de Alan Parker. Perdido numa prisão da Turquia torna-se numa espécie de guia do protagonista (Brad Davis), ao mesmo tempo que representa a decadência física e moral de quem não tem nada a perder. 

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O Homem Elefante (1980)

Com Anthony Hopkins e Anne Bancroft à ilharga, John Hurt compôs, no filme de David Lynch sobre a “aberração” vitoriana Joseph Merrick, uma das mais extraordinárias e humanistas das suas interpretações. 

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1984 (1984)

O papel de Winston Smith, na versão de Michael Radford do romance de George Orwell, parece ter sido criado de propósito para o seu desempenho do céptico vítima de um regime totalitário, fazendo brilhar a sua personagem na sombria cinematografia da obra. 

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The Field – Esta Terra é Minha (1990)

Embora inglês, o actor sempre teve uma, por assim dizer, queda pela Irlanda, onde viveu mais de uma década, pelo que muito lhe deve ter agradado o papel de Bird O’Donnell neste drama rural de Jim Sheridan sobre a terra, a sua ocupação e o progresso. 

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Krapp’s Last Tape (2001)

É das menos conhecidas interpretações de John Hurt, e, tecnicamente, não é um filme, mas a adaptação do realizador Atom Egoyan do monólogo de Samuel Beckett, que permitiu ao actor um dos mais, senão mesmo o mais comovente e cru desempenho deste farol do teatro contemporâneo.  

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