Filmin, o novo Netflix para cinema de autor

A plataforma para ver filmes online tem um colecção LGBTI e uma parceria com o Queer Lisboa. Perfeito para quem gosta de cinema independente e para que já está farto dos filmes do Netflix
Attenberg - Athina Rachel Tsangari
Attenberg, de Athina Rachel Tsangari ©DR
Por Clara Silva |
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Xavier Dolan tem quatro filmes seus a preencher metade do catálogo LGBTI do novo Filmin, que deverá multiplicar-se nos próximos tempos. Mamã, de 2014, Tom Na Quinta, de 2013, Laurence Para Sempre, de 2012, e Amores Imaginários, de 2010, chegaram em Novembro à nova plataforma, que parece ser um concorrente de peso ao Netflix. Pelo menos para cinema independente.

Para já, há filmes divididos em várias colecções, incluindo um especial Jim Jarmusch, uma secção dedicada à música (Film-In-Music), outra com estreias e uma homenagem a Isabelle Huppert, a propósito da estreia nos cinemas de Elle, de Paul Verhoeven. Além dos quatro filmes de Dolan, a secção LGBTI conta também com Attenberg, de Athina Rachel Tsangari, Três, de Tom Tykwer, Uivo, de Jeffrey Friedman e Rob Epstein, e Um Dia Inesquecível, de Ettore Scola.

Os filmes são legendados e todos são avaliados com uma nota dos utilizadores e outra nota de imprensa (o italiano Um Dia Inesquecível reúne as melhores críticas). A plataforma tem parcerias com vários festivais de cinema, distribuidoras e produtores, entre eles o Queer Lisboa. A parceria “irá ser aprofundada a partir da edição do festival”, adiantam.

O Filmin surgiu há oito anos em Espanha, na altura como uma comunidade de streaming de cinema de autor espanhol, gerido por distribuidoras independentes, uma delas a El Deseo, de Pedro Almodóvar. Ganhou o prémio da Time Out espanhola para “projecto mais inovador”.

O arranque da plataforma aconteceu com a estreia de Eis o Admirável Mundo em Rede, o último documentário de Werner Herzog. As subscrições custam 6,95€/mês, sem fidelização obrigatória. Também se alugam filmes à unidade, com valores entre 1,95€ e 3,95€.

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