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Bruno Magina
© Manuel MansoBruno Magina, o autor dos livros

LGBT trocado por miúdos

Bruno Magina já percorreu 20 mil quilómetros a apresentar em escolas o seu livro sobre adopção gay que entrou no Plano Nacional de Leitura. Em 2016 lançou mais dois livros juvenis sobre temas LGBT

Escrito por
Clara Silva
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“Qual é a diferença entre homossexual e uma pessoa que quer mudar de sexo?” “As pessoas são homossexuais porque querem?” “É casado? Mas com um homem?”

Bruno Magina está habituado a responder a todo o tipo de perguntas de miúdos em escolas de todo o país. Desde que lançou A Vila das Cores, no fim de 2014, conto sobre a adopção por casais do mesmo sexo – em resposta a um concurso da ILGA – começou a debater questões LGBT com os mais novos.

“Tinha aquele sonho de publicar um livro antes dos 30 ,mas depois percebi que isso era insuficiente. Quando lancei o livro ficou um vazio muito grande e comecei a perceber que o melhor era levá-lo a escolas e bibliotecas”, conta.

Fez-se à estrada para várias apresentações e o livro (agora na 4.ª edição) acabou por fazer parte do Plano Nacional de Leitura.

“No dia em que vier cá prometemos ser educados e portar-nos bem”, escrevem os alunos de uma “turma muito divertida e faladora” do 5ºA, numa carta partilhada no Facebook que convida Bruno a visitar a escola na Semana da Leitura.

“Os miúdos às vezes estão mais receptivos a estes temas do que os adultos. Num festival com alunos do 2.º ciclo e no qual já se tinha falado de DSTs, uma professora veio dizer que achava que o tema da homoparentalidade era desadequado para crianças daquela idade.”

Vinte mil quilómetros e muitas perguntas e peripécias depois, Bruno Magina lançou no Verão passado dois novos livros, Viagem a Coimbra e Sete Dias de Verão, virados para um público “mais juvenil”.

Num deles, durante uma visita de estudo, os colegas de Inês descobrem que ela tem “um pai e um pai” – expressão que nas apresentações ainda dá azo a gargalhadas – e a viagem de autocarro transforma-se num pesadelo.

“Algumas histórias fui buscar à minha adolescência, a coisas que aconteciam na escola”, explica. Já Sete Dias de Verão é um livro em forma de diário sobre crianças trans.

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