Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Maria Lisboa. O novo bar gay no Bairro Alto

Maria Lisboa. O novo bar gay no Bairro Alto

Falámos com a dona do bar gay, antigo Troika, que anda a animar a noite em Lisboa

maria lisboa (Fotografia: Arlindo Camacho)
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Fotografia: Arlindo Camacho
maria lisboa (Fotografia: Arlindo Camacho)
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Fotografia: Arlindo Camacho
Por Clara Silva |
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O cliché “ano novo, vida nova” assenta que nem ginjas (ou que nem ginjinhas, como preferir) quando falamos do número 97 da Rua da Atalaia. Na passagem de ano, o Troika Bar, assim se chamava até então, mudou de nome “e de conceito” mesmo a tempo de entrar em 2017 a chamar-se Maria Lisboa Bar.


A responsável por esta tardia expulsão da troika do Bairro Alto é Cristina Almeida, de 49 anos, dona do espaço há dez anos e também proprietária da antiga discoteca Maria Lisboa, em Alcântara (encerrou em 2012), virada para um público LGBT – mais L que outra coisa, embora as festas fossem frequentadas “por homens e mulheres, cinquenta/cinquenta”, sublinha.


Foi este público da discoteca que Cristina quis atrair para o bar de cinquenta metros quadrados no Bairro Alto. “[Os antigos clientes] sempre que me viam perguntavam-me pela Maria Lisboa”, conta Cristina. “Foi uma maneira de juntá-los num espaço e de criar aqui outro tipo de ambiente”, explica.


Quando abriu, e antes de ser Troika, o bar foi baptizado com o nome Chueca, como o bairro gay de Madrid. Cristina, antiga técnica comercial da L’Oréal, começava a interessar-se pelo mundo da noite alfacinha, embora não se considere “uma pessoa da noite”. “Trabalho na noite”, esclarece.


Maria BA, Inox, Lábios de Vinho,... foram vários os nomes de bares que teve nos últimos 15 anos no Bairro Alto.


Curiosamente, foi em Alcântara, com o Maria Lisboa, que abriu portas em Março de 2007, que se tornou mais conhecida dentro da comunidade arco-íris. “Estivemos abertos cinco anos e fechámos em grande parte por causa do horário”, explica. “A câmara decidiu mudar os horários das discotecas de Alcântara e passámos a fechar às quatro [normalmente fechavam às seis], o que foi difícil, principalmente porque o nosso público descia do Bairro Alto.”


O encerramento não a impediu de continuar a organizar festas. “O ano passado começámos a fazer festas mensais Maria Lisboa no Kings & Queens”, conta. Festas temáticas e com o mesmo tipo de música, embora nenhuma com os mesmos convidados – Dina, Adelaide Ferreira e Rita Guerra foram alguns dos nomes que passaram pela discoteca de Alcântara.


Mas pode ser que um dia voltem. Ou até uma festa “fishing”, com uma piscina insuflável, uma das memoráveis da Maria Lisboa. Apesar da abertura do bar gay, as festas mensais vão continuar a existir, na primeira sexta de cada mês, agora no Construction, no Príncipe Real.

Rua da Atalaia, 97 (Bairro Alto). Dom-Qui 19.00-02.00; Sex-Sáb 19.00-03.00

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