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Hotel Fontecruz Lisboa

Hotéis Avenida da Liberdade
 (Fotografia: Matilde Cunha Vaz)
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A Time Out diz

Atenção, continuamos a tentar dar-lhe a informação mais actualizada. Mas os tempos são instáveis, por isso confirme se os espaços continuam abertos.

Uns dias antes de abrir, já o néon na fachada de azulejo antracite era testado num pisca-pisca intermitente, a anunciar um novo boutique hotel na Avenida.

Ninguém sabia como ia ser, mas suspeitava-se já de alguma originalidade e irreverência. É o amigo punk no meio de um grupo de betos, com uma confiança invejável que ignorou sempre a formalidade dos vizinhos. No fundo, é um hotel que não se leva demasiado a sério, mas que também nunca perde a compostura.

Por dentro e por fora, a paleta de cores não varia muito, à excepção de alguns (poucos) apontamentos coloridos na decoração a branco e preto, como os dois cadeirões vermelhos do lobby ou as cadeiras desirmanadas do bar, numa combinação que podia muito bem ser o resultado de uma casa partilhada entre o Conde Drácula e um hipster londrino. Nos 72 quartos, é preciso escolher a vista que se quer, de acordo com o sossego que se procura: na parte da frente, a movimentada Avenida da Liberdade, que mesmo linda e maravilhosa não se livra da sinfonia de apitadelas nervosas e do ar carregado pelo excesso de trânsito; nas traseiras, o pátio interior que também serve de esplanada ao bar e restaurante e que oferece um bem muito mais valioso (e raro no centro da cidade): silêncio.

Pensado por jovens para jovens, no Fontecruz as áreas de lazer partilham um espaço aberto com o lobby. Talvez por isso nos tenhamos sentido tentados no check-in a fazer um desvio para o bar mesmo antes de subir para o quarto, mas, como somos bons meninos, esperámos pacientemente até às 14h – ai de nós quebrar a convenção. No The Bar Small and Delicious, que também é restaurante, a carta de gins tem dezenas de opções, daquelas que os entendidos apreciam muito e cuja preparação, há que dizê-lo com frontalidade, exige um tempo de espera quase sempre superior a 20 minutos. A culpa é da confecção, elaborada e com regras muito apertadas. Para comer, há petiscos e especialidades regionais com um toque mais moderno, como a bola de alheira com foie gras, bochechas de porco ibérico com migas de chouriço e, para terminar, panacota de ginja.

Se quer fazer parte do gangue do Fontecruz, tem de respeitar as regras da casa: “What happens in Fontecruz, stays in Fontecruz”.

Por Nelma Viana

Publicado:

Detalhes

Endereço Avenida da Liberdade, 138-142
Lisboa
1250-147
Preço €€€
Contato
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