111 discos portugueses para ler

Ou um novo livro para ouvir. Descubra "Cento e Onze Discos Portugueses", ou enquanto não chega à livraria, estes 25 discos que escolhemos: uma viagem pela música de 1960 a 2009

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Em 1960, Daniel Bacelar e Os Conchas, lançavam o rock n’roll pioneiro “Caloiros da Canção”. A capa é de autor anónimo.
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O ano era 1966 e Madela Iglésias incendiou as ondas hertzianas com o fantástico “Ele e Ela”. Capa criada a partir de uma fotografia de Apollo.
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Um dos primeiros projectos do letrista e músico António Avelar de Pinho, a Filarmónica Fraude, em 1969 lança Epopeia. Capa da autoria de Lídia Martinez.
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Não é música, mas é um LP. Lançado em 1972, Palavras Ditas reúne poemas ditos por Mário Viegas. A capa, essencialmente gráfica, é de José Santa-Bárbara.
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Petrus Castrus: Rock Progressivo, com Júlio Pereira na Guitarra eléctrica. Estávamos em 1973 e a capa deste Mestre foi feita por José Soares, a partir de uma fotografia de Vidal.
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Ainda hoje dificilmente catalogável, o álbum de estreia da Banda do Casaco, Dos Benefícios de um Vendido no Reino dos Bonifácios, é de 1975, com capa é de Carlos Zíngaro.
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Em 1976, com a Política ao rubro, o GAC – Grupo de Acção Cultural lançava Pois Canté!!. A capa foi criada por Carlos Gil, a partir de uma fotografia de Manuel Vieira.
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Completamente preenchido com poemas de José Carlos Ary dos Santos, o LP de Carlos do Carmo Um Homem na Cidade (1977) é um marco numa carreira única. A capa é de Manuel Vieira.
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Mistérios e Maravilhas é o álbum de estreia dos Tantra (de 1977, com Armando Gama nas teclas). Capa adequadamente desenhada por Miguel C. Monteiro.
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O mais famoso álbum de rock sinfónico português, 10000 Anos Depois Entre Vénus e Marte, foi lançado originalmente em 1978 (hoje, está disponível em CD). A capa deste ex-libris de José Cid é uma ilustração de Isabel Nabo.
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Ainda sem reedição em CD, Música Moderna, o disco de 1979 do Corpo Diplomático (onde militavam Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade). Para a capa, contaram com uma ilustração cedida por Associação de Amizade Portugal/República Popular da China.
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1981 viu chegar às lojas o primeiro LP dos UHF, À Flor da Pele (a primeira edição continha até um single inédito). A emblemática capa acolheu uma fotografia de Luís Vasconcelos.
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Ajudou bastante para devolver o orgulho de cantar em português à juventude da década de 80. Rui Veloso lançou o seu Ar de Rock em 1981, cuja icónica capa apresentava uma fotografia de Luís Vasconcelos.
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A dupla experimental mais famosa de Portugal, Jorge Lima Barreto e Vítor Rua. Nasciam os Telectu, com Ctu Telectu (de 1982, já reeditado em CD). A capa felina é de Fernanda Gonçalves.
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No ano de 1982, Fausto lança o álbum mais marcante da sua carreira, o duplo LP (felizmente também disponível em CD) Por Este Rio Acima. A capa foi desenhada por José Brandão.
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Figura única e intemporal, António Variações espantou com o LP Anjo da Guarda, em 1983. A fotografia da capa é de Rui Renato e Mónica Freitas.
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Ainda hoje são Coisas que Fascinam, os temas do álbum de estreia dos Mler Ife dada, datado de 1987 (disponível em CD). A capa é um trabalho da dupla Mateus Lorena e Cathrin Loerke.
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Farinha Master foi um relâmpago (1957-2002) e os Ocaso Épico idem. Em 1988 saía Muito Obrigado (LP único, nunca reeditado) e a capa foi entregue à Jagarte Artes Gráficas, sob supervisão do próprio Farinha. A fotografia é de Rogério Vital.
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Levava já uma importante carreira, quando lançou Bairro do Amor, em 1989, recuperando o título de um tema lançado uma década antes. A capa deste álbum de Jorge Palma é uma pintura de Valente Alves.
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Marco central do punk português, o disco dos Censurados (em LP e CD). Publicado em 1990, com capa concebida por Marco Sousa Santos, a partir de uma fotografia de Bárbara Cabral.
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As Viagens de Pedro Abrunhosa e Bandemónio (com a participação de Maceo Parker) marcaram o ano de 1994. E a capa foi entregue a Paulo Leocácio.
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Em 1994, com a produção perspicaz de Hernâni Miguel, surgia Rapública (com Black Company, Bossa AC ou Zona Dread). A primeira antologia de rap português deve a sua capa a Célia Correia.
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Um marco na interpretação portuguesa de Música Clássica. Maria João Pires viu The Nocturnes/ Chopin, de 1995, reconhecido em todo o mundo. A capa é de Christian Steiner, sobre fotografia do próprio e de Harro Wolter.
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A dupla mais famosa do jazz português, Maria João e Mário Laginha, assina Lobos, Raposas e Coiotes em 1999. A fotografia e concepção da capa foram entregues a Pedro Cláudio.
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É o que se chama um trabalho centrado num homem só. O artista é B Fachada, o título do disco é o seu nome e a capa foi idealizada e concebida… pelo próprio. Lançado em 2009.
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A capa do livro Cento e Onze Discos Portugueses – A Música na Rádio Pública.

O passeio começa com duas marchas, de Alfama e da Mouraria, disco de 78 rotações (alguns vão ter de investigar no Google), gravado em 1936, pela estrela do momento, Beatriz Costa (sai mais uma pesquisa).

A pretexto dos 80 anos da Rádio Pública em Portugal (que nasce com a Emissora Nacional, fundada em 1935), foram convidados diversos especialistas em música (e não só) para escreverem sobre discos icónicos e fundamentais, em diferentes épocas, até hoje. Foi necessário articular a pertinência de uns títulos, a preferência dos convidados por outros… e lá se chegou a este número mágico:111.

Sem desprimor para ninguém (impossível citar todos, são 51), a lista de convidados contempla Adelino Gomes, Álvaro Costa, António Macedo, Jaime Fernandes, João Carlos Callixto, João Gobern, Júlio Isidro, Miguel Esteves Cardoso, Nuno Artur Silva, Rui Miguel Abreu, Tiago Pereira ou Viriato Teles, entre muitos, muitos outros.

As escolhas incluem Os Conchas (Caloiros da Canção), Filarmónica Fraude (Epopeia), José Afonso (Cantigas do Maio), Fernando Lopes Graça (Canções Heróicas/ Canções Regionais Portuguesas), Banda do Casaco (Dos Benefícios Dum Vendido No Reino Dos Bonifácios), Telectu (Ctu Telectu), Rão Kyao (Fado Bailado), Censurados, Maria João Pires (The Nocturnes), Gaiteiros de Lisboa (Boca do Inferno), Humanos ou Capicua (Sereia Louca), com muitas outras coisas pelo meio para recordar ou descobrir.

Exercício proposto: leia um destes textos por dia e escute o respectivo disco (bom, alguns não vai encontrar, mas não custa tentar).

Cento e Onze Discos Portugueses – A Música na Rádio Pública

Vários; Edições Afrontamento; 236 págs; 29 euros

 

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