15 álbuns que queremos ouvir em Outubro

Destroyer, Ducktails, Kelela, Andrew Bird, Robert Plant e muito mais. A lista que se segue dá-nos 15 álbuns, por editar, que queremos ouvir em Outubro. Que grande Outubro.
Destroyer
©DR Destroyer
Por Miguel Branco |
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Nesta lista cabe tudo: Andrew Bird às voltas no rio com o seu violino; Gucci Mane e o seu décimo primeiro disco; a estreia colaborativa de Courtney Barnett e Kurt Vile; o regresso do nosso cenourinho preferido chamado King Krule. Vale tudo, valem todos os estilos. Outubro é o mês que se segue, e, a avaliar por estes quinze discos que nele serão editados, vai ser um dos melhores outubros. 

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Destroyer

Reis, princesas, rainhas. Há tudo isto e muito mais na música de Destroyer, com um amplo sistema referencial que vai de figuras monárquicas a momentos históricos do rock alternativo. Dan Bajar é um dos grandes, talvez o maior, da música canadiana, que vagueia entre a folk, a synth pop, tudo amplificado pela voz magnífica de Dan Bajar. Ken, sucessor de Poison Season, é editado pela Merge a 20 de Outubro. E já há um single para ir matando a fome: “Sky’s Grey”.

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Ducktails

O ex-Real Estate Matt Mondanile tem-se afirmado como uma das melhores vozes dentro do panorama indie lo-fi, produzido de forma caseira, com muito que escutar e apreender. Há quem lhe chame neo-psicadelismo ou bedroom pop, seja lá o que for é uma maravilha. O seu sexto LP como Ducktails, Jersey Devil, é editado a 6 de Outubro pela New Images. “In The Hallway” é o single de avanço.

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Bully

Em 2015, uma banda de Nashville editava um disco que fazia ruído: Feels Like. Discaço, editado pela Columbia, era rock alternativo misturado com grrrl power, espírito punk sem o ser efectivamente. Agora, já com selo Sub Pop, atiram-se para Losing, que iremos poder escutar a 20 de Outubro. Como bem sabemos, o segundo, por norma, é sempre pior que o primeiro. Esperemos. “Feel The Same” é o couvert que antecede o disco.

 

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Kelela

Parece que já conhecemos Kelela faz agora uma porrada de anos. E percebe-se a razão. É que Cut 4 Me, mixtape de estreia da diva neo-r&b (ou electrónica ambiental com muita soul, se preferirem) é de 2013. Seguiu-se o EP Hallucinogen, em 2015, e por fim, a 6 de Outubro, com o distinto selo da Warp Records, teremos Take Me Apart, LP de estreia. Oiçamos o single “LMK”.

 

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Jessie Ware

Uma das vozes que mais arrepia o mercado pop internacional. Ainda assim, a pop de Jessie Ware tem um toque de coisa nova, a fazer ricochete cada vez que entra uma música sua na discoteca ou coisa do género, sim que remixes de temas de Jessie Ware é coisa que não falta. Glasshouse é o sucessor de Tough Love e “Selfish Love” o single para ouvir enquanto não é dia 20 de Outubro. A edição é da Island Records.

 

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Robert Plant

Robert Plant nunca é em excesso, isso uma certeza. É o décimo primeiro disco a solo do eterno vocalista de Led Zeppelin a editar pela Nonesuch/Warner a 13 de Outubro. “The May Queen” é a faixa de avanço de Carry Fire, que terá 11 canções para nos lembrarmos como ele é um dos grandes heróis do mundo moderno.  

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Beck

A editar pela Capitol, o sucessor de Morning Phase, chega-nos a 13 de Outubro. Ainda que já se conheçam quatro canções: “Dear Life”, “Wow”, “Up All Night” e “Dreams”. Do que conhecemos até aqui parece mais uma incursão gloriosa do nosso querido Beck na sua discografia. Atenção que falamos do décimo terceiro disco deste maravilhoso artista sem estilos definidos. É o estilo dele, é pop como pode ser psicadélico. Venha Colors e venham mais, logo a seguir, de preferência.

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Andrew Bird

Andrew Bird é um mestre como poucos. A sua série Echolocations, onde grava discos em contacto directo com a natureza, vai conhecer uma nova realidade. Desta vez, chama-se Echolocations: River, oito canções, gravada em pleno Los Angeles River, debaixo da Hyperion Bridge. Esperemos que faça mais destas. É editado dia 6 de Outubro pela Wegawam Music.

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Courtney Barnett & Kurt Vile

Sabe aquela expressão típica que diz “assim só se estraga uma casa”? Aqui é mesmo isso só que em sentido inverso. Essa é uma casa estragada onde todos queremos ir, talvez, por isso, uma casa abençoada por dois músicos incríveis: Courtney Barnett e Kurt Vile. Eles que depois de algumas colaborações decidiram avançar para um disco colaborativo chamado Lotta Sea Lice. Esta “Over Everything” promete coisas boas. A 13 de Outubro é editado pela Matador.

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Gucci Mane

A editar pela Atlantic dia 13 de Outubro, Mr. Davis, é o décimo primeiro disco de originais de Gucci Mane. Ou seja, se ao escutar a sua loucura trap achar que é um puto sem história pense de novo. É um dos históricos deste estilo que só agora é democratizado. Falamos de 17 canções com colaborações que prometem: Nicki Minaj, Chris Brown, The Weeknd, A$AP Rocky, Big Sean, Ty Dolla $ign, ScHoolboy Q. E Migos, pois claro, que dão este single “I Get the Bag”.

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King Krule

A recente passagem pelo Vodafone Paredes de Coura só confirmou o que já sabíamos: eis um dos melhores artistas britânicos contemporâneos. É respeitado por todos, já trabalhou com todos e é um diamante em bruto, uma delicadeza incrível nas letras, uma sensibilidade maravilhosa para os instrumentos. O seu indie-rock-jazz-electrónica (tudo o que quisermos ainda que com uma preocupação humilde de se manter assim) está bem visível em “Czech One”, primeiro single para este The Ooz. Onde também cabe o mais recente “Dum Surfer”, onde recupera as noções mais roqueiras e canta para zombies. Chega a 13 de Outubro pela XL.

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Sufjan Stevens

Há pouca gente a tocar em cordas como Sufjan Stevens. O músico de Detroit vai ao banjo como vai à guitarra, ao baixo, como toca todos os instrumentos que superam as cordas, os teclados e as percussões também constam da sua lista. É um homem da folk, como do rock, que vai editar a 20 de Outubro, pela Asthmatic Kitty, “The Greatest Gift Mixtape – Outtakes, Remixes, & Demos from Carrie & Lowell”. É um disco de versões não editadas, gravações de iPhone e remixes de várias pessoas de Carrie & Lowell, maravilhoso disco editado em 2015.

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Wu-Tang Clan

Cada respiração de Wu-Tang Clan é coisa para ser cobiçada. Daí o nosso entusiasmo com um disco que não traz novas canções, mas assume-me como uma compilação preenchida por música onde, pelo menos, está um elemento dos Wu-Tang. 18 faixas que vamos querer ouvir sem qualquer problema, mesmo que já tenhamos ouvido. Wu-Tang: The Saga Continues é editado a 13 de Outubro pela 36 Chambers Alc, a empresa de lifestyle de RZA e de Mustafa Shaikh.

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St. Vincent

O quinto disco de estúdio de St. Vincent chama-se Masseduction e está nas lojas, pela Loma Vista Recordings a 13 de Outubro. “Los Ageless”, hino de sedução electrónica, na sempre inconformada música de Annie Clark. Sobre o disco que aí vem diz ser sobre sexo, drogas e tristeza. A vida de muita gente, portanto. Só pode ser coisa boa.

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Liam Gallagher

Aos 45 anos, será tarde para o primeiro disco a solo? Para Liam Gallagher a resposta é clara como água: não. As You Were tem 12 canções, mais três cantigas bónus e mais três músicas ao vivo para a edição japonesa. O single, “Wall of Glass” passa o dedo pela memória de Oasis (banda onde era vocalista), a voz, essa, não mudou, e a coisa também soa a uma pop rock que fica no ouvido. Esperemos que até à data de edição, a 6 de Outubro, não decida desistir de tudo.

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