A veia electrónica dos Lambchop

Os Lambchop reinventaram o seu som no álbum 'FLOTUS', que começam a apresentar ao vivo em Lisboa, terça-feira, no Teatro Maria Matos
Kurt Wagner - Lambchop
©Elise Tyler
Por Luís Filipe Rodrigues |
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Os Lambchop são uma das principais referências do alt-country americano desde a década de 90. Mas no ano passado revigoraram e reinventaram o seu som em FLOTUS, um disco em que a as canções do líder Kurt Wagner recebem um verniz electrónico e se abrem à experimentação. Terça-feira, começam a mostrar o disco ao vivo no Teatro Maria Matos, em Lisboa.

FLOTUS costuma ser um acrónimo de "First Lady Of The United States" [Primeira Dama dos Estados Unidos], mas aqui tem outro significado: "For Love Often Turn Us Still". Quer isso dizer que não há nada de político neste disco? "Apenas no sentido em que a política faz parte das nossas vidas", declara Wagner. "O que é pessoal pode e deve ser político."

Volte-se então a falar de música. É difícil negar que o som do grupo mudou, mas para o músico americano essa mudança não é brusca – é perfeitamente natural. "Esta ideia foi uma extensão de outra ideia que foi uma extensão de outra antes dessa", garante. "Insere-se tudo num mesmo contínuo."

De facto, há um precedente para o que se ouve neste disco: a música dos HeCTA, projecto paralelo de Kurt Wagner com Scott Martin e Ryan Norris, também dos Lambchop. Lançaram o primeiro disco no ano passado, e o cantor admite que foi "uma boa maneira de aprender a fazer música electrónica com músicos de electrónica". Mas apenas isso.

Tentar encontrar semelhanças com o trabalho de outros artistas também é infrutífero. Poderá haver parecenças entre a maneira como FLOTUS se insere na discografia dos Lambchop e o lugar que 22, A Million ocupa no currículo de Bon Iver, mas Kurt Wagner não vai na conversa. "Parece fácil comparar o que fazemos, mas acho melhor pensar no que fizemos como o reflexo dos nossos mundos muito diferentes."

Para o cantor/compositor, o disco do ano passado é um disco dos Lambchop como outro qualquer, apesar de a abordagem sonora se afastar daquilo a que os americanos nos habituaram. E isso vai ser evidente no concerto de terça-feira, no Teatro Maria Matos. "[O alinhamento] vai incluir novo material, bem como alguns temas mais velhos", assegura. "As canções de Mr. M e Is A Woman combinam bem com FLOTUS."

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