Angela Hewitt

Música, Clássica e ópera
Angela Hewitt
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“Prática do teclado, compreendendo uma ária com diversas variações, para cravo de dois teclados, composta para o deleite do espíritos do conhecedores, por Johann Sebastian Bach, compositor da corte real da Polónia e da corte eleitoral da Saxónia, mestre de capela e director da música coral em Leipzig” – assim reza a capa da publicação que o mundo conhece como Variações Goldberg. Bach compôs imenso, mas publicou muito pouco – apenas algumas colecções de obras para teclado. No caso das Variações Goldberg, os destinatários eram, como explicita o título, os “Liebhabern”, termo que, na época, designava amadores de bom nível e que pouco tem a ver com os “amadores” de hoje.

A pianista canadiana Angela Hewitt não é seguramente uma amadora, e muito menos no que a Bach diz respeito. As suas gravações para a Hyperion de O Cravo Bem Temperado, A Arte da Fuga, as Suítes Francesas, as Suítes Inglesas, as Toccatas e os concertos para tecla figuram infalivelmente nas recomendações da crítica e as suas Variações Goldberg (que já gravou por duas vezes, em 1999 e 2015) certamente suscitarão o deleite de todos os que se deslocarem à Gulbenkian.

Por José Carlos Fernandes

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