Barber, Beethoven, Strauss

Música, Clássica e ópera
Esther Yoo
©Marco Borggreve Esther Yoo

A Time Out diz

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Samuel Barber (1910-1981) era ainda pouco conhecido quando, em 1939, foi abordado por Samuel Simeon Fels, um milionário americano que fizera fortuna com o sabão Fels-Naptha (surgido em 1893 e que ainda hoje se encontra à venda), para que compusesse um concerto para um seu protegido, Iso Briselli, um jovem violinista judeu natural de Odessa.

Quando Barber entregou a partitura, Briselli manifestou desagrado com o III andamento, mas Barber não se mostrou disposto a reescrevê-lo, pelo que Fels recusou entregar a Barber a segunda metade do pagamento. Barber, que, agastado por este episódio, passou a designar a obra por “concerto del sapone”, não demorou a encontrar um violinista – Albert Spalding – interessado em estrear a obra, que se tornaria numa das mais populares do compositor (a seguir ao famigerado “Adagio para cordas”).

Neste concerto inaugural
da temporada da Orquestra Sinfónica Portuguesa, com direcção de Joana Carneiro, o “concerto del sapone” estará confiado a Esther Yoo (na foto), que venceu o Concurso Sibelius com apenas 16 anos e grava para a Deutsche Grammophon. O programa inclui a Sinfonia n.o 1, de Beethoven, e o poema sinfónico Till Eulenspiegel, de Richard Strauss.

Por José Carlos Fernandes

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