Berlioz: Oratório L’Enfance du Christ

Música, Clássica e ópera
Frédéric Chaslin
©Bernard Martinez Frédéric Chaslin

A Time Out diz

Não há noite em que Herodes não acorde banhado em suores frios – sonha com o nascimento de uma criança que irá destroná-lo. Consultados os especialistas na Cabala, estes confirmam os receios do rei e apontam-lhe uma solução: o extermínio de todos os recém-nascidos. Após sopesar os argumentos, Herodes decide seguir o conselho – e é a ordem do massacre dos inocentes que dá azo ao único momento verdadeiramente dramático e turbulento de uma obra incaracteristicamente doce e lânguida para o padrão de Hector Berlioz, cuja inclinação para contrastes exacerbados e clímaxes bombásticos é conhecida.

A oratória (ou “trilogia sagrada”, como Berlioz lhe chamou) L’Enfance du Christ estreou em 1854, embora alguma da sua música tivesse sido reciclada de obras anteriores. É uma escolha bem-vinda para abrilhantar a quadra natalícia.

 

Intérpretes: Cátia Moreso (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor), André Baleiro (barítono), Coro do Teatro Nacional de São Carlos e Orquestra Sinfónica Portuguesa, direcção de Frédéric Chaslin.

[“Adeus dos Pastores à Sagrada Família”, pelo Coro René Duclos e a Orquestra da Sociedade de Concertos do Conservatório de Paris, com direcção de André Cluytens]

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