Bruckner e Verdi

Música, Clássica e ópera
Musica, Clássica, Maestro, Lorenzo Viotti
©DR Lorenzo Viotti

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A maioria dos compositores italianos de ópera do século XIX dedicaram-se quase em exclusivo a esse género e Giuseppe Verdi não foi excepção – até estar já em idade avançada e se ter retirado da actividade musical, após a estreia de Aida, em 1871. A “reforma” seria interrompida por mais duas óperas, Otello e Falstaff, e uma mão-cheia de peças sacras: a Messa da Requiem, em 1874, e as Quatro Peças Sacras, compostas entre 1886 e 1897 e publicadas em 1898. A Messa da Requiem tornou-se numa obra “canónica” do repertório sacro romântico, mas as Quatro Peças Sacras – uma Ave Maria, um Stabat Mater, umas Laudi alla Vergine Maria e um Te Deum – são aves raras, pelo que é de saudar a iniciativa do maestro Lorenzo Viotti e do Coro & Orquestra Gulbenkian de as programar, numa oportuna acoplagem com a Sinfonia n.º 9 de Bruckner, cuja composição é contemporânea das Quatro Peças Sacras: Bruckner traçou os primeiros esboços em 1887 e, já debilitado pela idade, labutou nela até à sua morte, em 1896. Bruckner, um católico devoto, dedicou a sua derradeira obra a Deus; já Verdi seria agnóstico (até anticlerical, segundo alguns) mas tal não o impediu de rematar a carreira com música sacra.

Por José Carlos Fernandes

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