Dez coisas que não sabe sobre PJ Harvey

Sabia que PJ Harvey foi saxofonista? Que estudou escultura e entrou nuns quantos filmes? Fica a saber. E se continuar a ler este texto pode aprender ainda mais coisas antes do concerto de quinta-feira, no Coliseu de Lisboa
PJ Harvey
Por Luís Filipe Rodrigues |
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Uma das grandes escritoras de canções britânicas sobe ao palco do Coliseu de Lisboa na quinta-feira. Traz na bagagem as canções do álbum The Hope Six Demolition Project, editado este ano. Em jeito de antevisão, caçámos curiosidades e traçámos o perfil de uma das melhores e mais versáteis escritoras de canções das ilhas britânicas.

Dez coisas que não sabe sobre PJ Harvey

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É saxofonista

PJ Harvey aprendeu a tocar guitarra com Steve Knightley, do duo de folk britânico Show of Hands, mas na adolescência virou-se para o saxofone. Estudou durante oito anos e tocou-o na banda Automatic Dlamini, onde conheceu John Parish e Rob Ellis. Voltou a pegar no instrumento nos últimos dois discos, Let England Shake (2011) e The Hope Six Demolition Project (2016).

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Estudou escultura

Depois do liceu, Harvey mudou-se para Londres. A ideia era estudar escultura, mas acabou por formar uma nova banda com Rob Ellis e Ian Oliver e, passado pouco tempo, a música tornou-se uma prioridade. No entanto, nunca deixou de esculpir e de pintar e algumas das suas peças até foram expostas em galerias.

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O primeiro concerto não correu bem

A primeira actuação ao vivo do trio de PJ Harvey foi uma desgraça. Em Abril de 1991, subiram ao palco do Charmouth Village Hall, perante 50 pessoas. Quando a primeira canção terminou restavam duas pessoas, e uma delas gritou: “Não percebem que ninguém gosta de vocês?”

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Kurt Cobain era um fã

O primeiro álbum, Dry, editado em Março de 1992, foi um sucesso junto da crítica e do público mais atento. O mitificado radialista John Peel era um fã e a dada altura Kurt Cobain, dos Nirvana, incluiu o disco numa lista dos 20 melhores de sempre.

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Mal teve dinheiro para o primeiro teledisco

O teledisco de “Dress”, o primeiro single da britânica, praticamente não teve orçamento. Foi filmado por Maria Mochnacz, uma amiga da cantora que viria a gravar vários vídeos para ela ao longo dos anos. Na altura, porém, tinham apenas dinheiro para comprar e trabalhar com 12 minutos de fita. O resultado foi um vídeo lo-fi, a preto e branco, com planos repetidos e sequências invertidas.

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Só comia batatas

O produtor Steve Albini garante que durante a gravação de Rid Of Me, o segundo álbum de PJ Harvey e o primeiro com o selo de uma multinacional, a cantora comeu apenas batatas.

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Não conhecia Patti Smith

A artista inglesa foi repetidamente comparada à americana Patti Smith nos primeiros anos da sua carreira (e ainda hoje). Mas ela garante que nunca tinham ouvido a autora de Horses antes de os críticos começarem a fazer uma comparação que ela considera apenas jornalismo preguiçoso.

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É recordista do Mercury Prize

Foi a primeira (e até agora única) pessoa a conquistar duas vezes o prestigiado Mercury Prize. Ganhou pela primeira vez em 2001, com o disco Stories From The City, Stories From The Sea, e repetiu a façanha passados dez anos, à custa de Let England Shake.

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A pobreza e a guerra motivaram o novo álbum

The Hope Six Demolition Project foi inspirado por visitas ao Kosovo, Afeganistão e bairros sociais de Washington, na companhia do fotógrafo Seamus Murphy, que tinha filmado curtas para cada uma das faixas do anterior Let England Shake.
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Também é actriz

Já apareceu nuns quantos filmes. O destaque da sua carreira de actriz é uma participação em The Book of Life (1998), do realizador americano Hal Hartley, onde interpreta uma personagem inspirada na Maria Madalena bíblica.

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