Festival de Jazz de Lisboa

Música, Jazz
Bernardo Moreira
©DR Bernardo Moreira ao centro

A Time Out diz

Atenção, continuamos a tentar dar-lhe a informação mais actualizada. Mas os tempos são instáveis, por isso confirme se os eventos continuam agendados.

Nas últimas duas ou três décadas multiplicaram-se os festivais de jazz por todo o país, mas, paradoxalmente, Lisboa não tinha nenhum festival que levasse o seu nome – agora já tem e propõe cinco dias de concertos e workshops, estes últimos dedicados aos jovens que estão a dar os primeiros passos nesta via.

Os concertos arrancam com a Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal & John Hollenbeck. A big band do HCP, que existe desde 1991, convidou o baterista americano John Hollenbeck, com vasto curriculum como compositor (não só no jazz como na música “erudita”) e que há mais de duas décadas lidera o Claudia Quintet e o John Hollenbeck Large Ensemble, constituído por 18 jazzmen de elite – em Lisboa terá idêntico número de músicos.

O Bernardo Moreira Sexteto apresenta “Entre Paredes: A música de Carlos Paredes”, que retoma um projecto materializado no CD Ao Paredes Confesso (2003). Nesta ocasião,
a homenagem contará com João Moreira (trompete), Tomás Marques (sax), Mário Delgado (guitarra), Ricardo Dias (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo)
 (na foto) e Joel Silva (bateria). O concerto João Barradas & Mark Turner reúne uma 
jovem promessa portuguesa do acordeão, nascida em 1992, a
 um americano consagrado do jazz, que nasceu em 1965, fez a primeira gravação (como sideman de Delfayo Marsalis) no ano em que Barradas nasceu e lançou o primeiro disco como líder (Yam Yam) três anos depois; os discos mais recentes são Faroe (2018), em duo com Mikkel Ploug, e Temporary Kings (2018), em duo com Ethan Iverson. O grupo conta ainda com Simon Moullier (vibrafone), Luca Alemanno (contrabaixo) e Naíma Acuña (bateria).

Filipe Raposo, que se estreou em nome próprio com First Falls (2012), em trio com contrabaixo e bateria, seguido por A Hundred Silent Ways (2013), em piano solo e mesclando música tradicional portuguesa, Bach, fado e música sefardita, e Inquietude (2015),
 em quarteto, regressa ao formato solo com Ocre, disco que será apresentado nesta ocasião. Com o Coreto, o palco do São Luiz volta a encher-se: a big band da Associação Porta- Jazz apresenta música do recente Analog (2017). Com similar número de músicos, mas idades bem mais tenras, a Big Band Júnior quer aliciar os mais novos para o mundo do jazz, através de um concerto (com comentários de Inês Laginha) de natureza aberta e que privilegia a interacção com o público.

O baterista Jeff Williams alia-se, no projecto anglo-luso-americano Lifelike, a Gonçalo Marques (trompete), John O’Gallagher
e John Arcoleo (saxes) e Sam Lasserson (contrabaixo). O João Lencastre’s Communion (àSáb.
30, 22.30, 10€), que é também liderado por um baterista, já conheceu várias encarnações e, após discos em quinteto, quarteto e trio, apresenta-se agora em versão expandida, com Ricardo Toscano e Albert Cirera (saxes), André Fernandes e Pedro Branco (guitarras), João Paulo Esteves da Silva (piano), João Hasselberg (baixo, electrónica).

O festival encerra com a Workshop Jazz Band & Greg Cohen, o concerto final dos workshops com jovens das escolas de música desenvolvidos entre quarta e domingo pelo contrabaixista americano, que tem sido parceiro regular de John Zorn, Tom Waits e Woody Allen.

Por José Carlos Fernandes

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