Jordi Savall e Hespèrion XXI

Música, Clássica e ópera
Jordi Savall
©David Ignaszewski

O maestro e gambista catalão visita a Gulbenkian todos os anos e traz sempre um programa diferente. O da próxima temporada – “As Lágrimas das Musas: As Guerras dos Três Reinos” – tem o especial atractivo de dar a ouvir Savall num contexto em que já há muito não se apresentava por cá: com o Hespèrion XXI assumindo o formato de ensemble de violas da gamba. O programa tem por pano de fundo a agitada história das Ilhas Britânicas no século XVII (do final da Guerra da Irlanda, em 1603, à Restauração da Monarquia, em 1660) e é preenchido por peças de compositores hoje esquecidos: se Dowland e Purcell têm alguma popularidade, Brade, Ferrabosco, Gibbons, Jenkins, Lawes e Locke são conhecidos apenas por aficionados da música seiscentista inglesa. Todavia, quer uns quer outros, compuseram peças de inigualável nobreza e refinamento, que merecem ser descobertas.

Por José Carlos Fernandes

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