Kronos Quartet

Música, Jazz
Kronos Quartet
©DR Kronos Quartet

Afirma um ditado inglês que “numa pedra rolante não cresce musgo” e o Kronos Quartet, que não parou de rolar desde
 que deu o primeiro concerto, 
há 45 anos, tem a superfície irrepreensivelmente careca.

Há meses demos conta nestas páginas de Landfall, uma colaboração do Kronos com Laurie Anderson, inspirada pela experiência de estar em Nova Iorque quando a cidade foi atingida pelo furacão Sandy, em 2012, e, entretanto, foi editado Clouded Yellow, disco com obras de Michael Gordon (fundador dos Bang On A Can), em cujo cerne está “Sad Park”, uma composição que reflecte as reacções de crianças ao ataque terrorista de 11 de Setembro.

Ambos os CDs são sintomáticos da vontade do quarteto de explorar novos territórios e tocar música vinculada ao mundo de hoje.

O repertório deste concerto não contempla nenhum destes discos, oferecendo antes uma amostra
de ecletismo: “Summertime”, de Gershwin, “Baba O’Reily”, de The Who, uma peça do minimalista Terry Riley, “Kule Kule”, dos Konono n.o1, “Alabama”, composto por Coltrane em reacção a um atentado terrorista do Ku Klux Klan, e a estreia mundial
de “Temples in Taiwan”, da compositora taiwanesa Lu Yun.

Por José Carlos Fernandes

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