Mahler: Sinfonia n.º 2

Música, Clássica e ópera
David Afkham
©DR

“Ó RubRa RoSa/ O homem jaz em grande aflição/ O homem jaz em grande dor/ Queria antes estar no Paraíso/ Em tempos trilhei uma larga estrada/ Onde um anjo quis mandar-me para trás/ Mas eu não arrepiarei caminho!/ De Deus vim, a Deus regressarei/ O Deus amoroso que me dará uma pequena luz/ Para iluminar o meu caminho para a vida eterna e abençoada.” “Urlicht” (“Luz Primordial”)
é uma canção para voz de contralto que dura só cinco minutos e que Mahler indica dever ser tocada de forma “muito solene, mas simples”; é ela o fulcro dos 80-90 minutos da Sinfonia n.o 2, que começam com uma marcha fúnebre e terminam com uma ardente e majestosa profissão de fé na ressurreição.

A sinfonia teve uma gestação longa, entre 1888 e 1894 e Mahler elaborou para ela diferentes programas, que acabaria por suprimir.


A interpretação será de Christina Landshammer (soprano), Elisabeth Kulman (mezzo-soprano) e do Coro & Orquestra Gulbenkian, com direcção de David Afkham (na foto), que foi maestro assistente de Valery Gergiev na Sinfónica de Londres e desempenha agora essas funções na Orquestra Juvenil Gustav Mahler.

Por José Carlos Fernandes

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