Mary Halvorson: Code Girl

Música, Jazz
Mary Halvorson
©Amani Willet Mary Halvorson

A Time Out diz

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O concerto de encerramento do Jazz em Agosto faz-se com Mary Halvorson (n.1980), cuja estreia como líder, com Dragon’s Head, suscitou da crítica comentários como “provavelmente a mais original guitarrista de jazz a surgir nesta década” (Chicago Reader) e “[está] anos-luz à frente dos seus pares [...] a mais impressionante guitarrista da sua geração. O futuro da guitarra jazz começa aqui” (All About Jazz).

Nos 11 anos entretanto decorridos, Halvorson tem provado que estes louvores e prognósticos não eram hiperbólicos, através de duas dúzias de discos em nome próprio, em trio, quinteto, septeto e octeto. A eles somam-se duos com Jessica Pavone, Sylvie Courvoisier, Ingrid Laubrock, Noël Akchoté e o veterano Bill Frisell e a participação nos colectivos People, Reverse Blue, Thumbscrew, Illegal Crowns, The Out Louds e Secret Keeper. Tem ainda dado contributo precioso a bandas lideradas por Taylor Ho Bynum, Curtis Hasselbring, Trevor Dunn, Tomas Fujiwara, Ingrid Laubrock, Tom Rainey, Mike Reed, Marc Ribot, Ches Smith e Anthony Braxton (que foi seu professor).

O quinteto Code Girl, que se estreou em 2018 com um álbum (duplo) homónimo, abre nova faceta desta prolífica carreira, ao colocar no seu centro a voz de Amirtha Kidambi, que combina formação clássica com estudo de música indiana, num equilíbrio delicado entre jazz e pop – o disco obteve críticas favoráveis quer no sector do jazz (Downbeat) quer no da pop (Pitchfork, Pop Matters).

Formação: Amirtha Kidambi (voz), Adam O'Farrill (trompete), Maria Grand (saxofone, voz), Mary Halvorson (guitarra), Michael Formanek (contrabaixo) e Tomas Fujiwara (bateria).

Por José Carlos Fernandes

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