Mikhail Pletnev: Beethoven e Mozart

Música, Clássica e ópera
Mikhail Pletnev
©DR Mikhail Pletnev

A Time Out diz

O pianista (e maestro) russo Mikhail Pletnev propõe um programa que alterna sonatas para piano de Beethoven e Mozart, emparelhamento que faz todo o sentido se nos lembrarmos de que, em 1792, o Conde Ferdinand von Waldstein, um dos principais mecenas e mentores de Beethoven, se despediu deste, que tinha então 22 anos e deixava a cidade natal Bona para estudar em Viena, com esta recomendação: “Através de inabalável diligência, recebereis o espírito de Mozart das mãos de Haydn”.

Mozart, falecido um ano antes deste episódio, terá sido o modelo de Beethoven na juventude: quando Ludwig tinha sete anos, o pai tentara promovê-lo como pianista prodígio, como Leopold Mozart fizera com o filho, e nos seus primeiros tempos em Viena Beethoven estudou atentamente a obra de Mozart e compôs ao seu estilo. Já as aulas que teve com Haydn a partir de 1792 parecem ter sido pouco profícuas e Beethoven terá visto na partida de Haydn para Londres, em 1794, um bom pretexto para lhes pôr termo sem magoar o velho mestre.

O programa proposto por Pletnev combina as Sonatas n.º 4 K.282 e n.º 10 K.330 de Mozart com as duas derradeiras e monumentais obras-primas de Beethoven: a n.º 31 op.110 e a n.º 32 op.111.

[I andamento (Maestoso – Allegro con brio ed appassionato) da Sonata para piano n.º 32 op.111 (uma das peças do programa), por Mikhail Pletnev, na versão do álbum Live at Carnegie Hall (Deutsche Grammophon)]

Por José Carlos Fernandes

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