Orff: Carmina Burana

Música, Clássica e ópera Gratuito
Coral Sinfónico de Portugal
©DR

Poucos serão capazes de indicar o nome de outra obra de Carl Orff (1895-1982), mas o início da cantata Carmina Burana disfruta de notoriedade universal. A receita para este sucesso parte de textos medievais em latim, francês e alemão, injecta-lhes ritmos obsessivos, numa versão simplificada das brutais convulsões de A Sagração da Primavera, e adiciona-lhes coros maciços, num registo neo-primitivista de notável eficácia. É difícil não ser arrebatado pela pura potência sonora de “O Fortuna”, um coro que fala da imprevisibilidade da fortuna e não de surf nem de after-shave, ao contrário do que possa pensar quem conheça o trecho apenas de anúncios televisivos. Os restantes textos versam temáticas de inesperada actualidade – comida, bebida, sexo e corrupção.

Por Carla Caramujo, Carlos Cardoso, Christian Luján, Coro do Teatro Nacional de São Carlos, Coro Juvenil de Lisboa e Orquestra Sinfónica Portuguesa, com direcção de Domenico Longo. Festival ao Largo.

Por José Carlos Fernandes

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