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Sarah McKenzie: o lado bom do retro-jazz

A jovem cantora e pianista australiana já tinha estado em Janeiro passado no CCB, partilhando a noite com Hailey Tuck, mas, entretanto, já ganhou prestígio para ser a única estrela do cartaz nesta quinta-feira

©Levy Stab
Sarah Mackenzie actua amanhã no CCB

Sarah McKenzie está longe de possuir a voz portentosa de uma Ella Fitzgerald ou de uma Sarah Vaughan, mas usa os seus recursos com sabedoria e controlo e não descai nem para a edulcorada pop de casino que hoje se vende como jazz nem se socorre dos maneirismos do jazz-blues-soul.

 

McKenzie estreou-se em disco em 2015 com We Could Be Lovers (Impulse!), onde convivem composições originais e clássicos de George Gershwin, Cole Porter e Duke Ellington.

 

[Apresentação de We Could Be Lovers]

 

“Quoi, Quoi, Quoi”, em balanço de jazz-bossa, é cantado com a mescla de candura, despretensão e humor que fazia o encanto de Astrud Gilberto...

 

[“Quoi, Quoi, Quoi”, do álbum We Could Be Lovers]

 

... e “Moon River”, só com voz e guitarra, é uma pérola de delicadeza e sensibilidade.

 

O CD pode soar anacrónico, mas faria boa figura entre as edições de 1965, proeza de que poucos ou nenhuns discos de jazz vocal

mainstream das últimas duas décadas são capazes.

 

[“Moon River”, um clássico de Henry Mancini & Johnny Mercer, em We Could Be Lovers]

 

CCB, quinta-feira 17, 21.00, 18-35€

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