The Necks

Música, Jazz
The Necks
©Camile Walsh The Necks

A Time Out diz

Passam em 2019 30 anos sobre o lançamento de Sex, o álbum de estreia do trio The Necks. Sex não é o tipo de título que costuma ver-se em discos
 de jazz e a Austrália não é dos primeiros países que vem à mente quando se fala em jazz, mas a música que Chris Abrahams (piano, órgão), Lloyd Swanton (contrabaixo) e Tony Buck (bateria) têm vindo a cultivar ao longo destas três décadas também não é jazz no sentido ortodoxo do termo. Na verdade, o seu ramo de actividade é o hipnotismo.

Os seus discos – e os seus concertos – consistem usualmente em duas ou três longas peças, nalguns casos, apenas uma,
 que nascem de uma melodia simples e de uma pulsação repetitiva, que se vai desenrolando preguiçosamente e sofrendo imperceptíveis mutações, o que os aproxima mais de Terry Riley, Steve Reich ou Stars of the Lid do que de Oscar Peterson ou Bill Evans. Durante boa parte do tempo, a sua música tem uma aura serena e contemplativa,
mas por vezes a pulsação ganha um carácter metronómico e obsessivo, próximo da motorika, e a sonoridade adensa-se, tornando legítimas as comparações com Can ou Godspeed You! Black Emperor.

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