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Vasco Mendonça: na praia com Hieronymus Bosch

Após a estreia em Bruges, em Setembro, chega agora a Lisboa a nova ópera de Vasco Mendonça, inspirada nas “coreografias do horror” da pintura de Hieronymus Bosch

© Kurt van Elst

Na quinta-feira 20 estreia no Teatro Maria Matos a ópera Bosch Beach, do compositor português Vasco Mendonça, cujas óperas têm vindo a encontrar acolhimento favorável a nível internacional. Esta tem libreto de Dimitri Verhulst e inspira-se na pintura de Hieronymus Bosch (c.1450-1516) e em particular no quadro Os Sete Pecados Mortais (e as Quatro Últimas Coisas), patente no Museu do Prado (que uma investigação recente, contestada pelo Prado, indica não ser de Bosch mas de um seu discípulo ou seguidor).

Os pecados capitais estão dispostos radialmente no grande círculo central, as “quatro últimas coisas” – “Morte do Pecador”, “Julgamento”, Inferno” e “Glória” – nos quatro círculos dos cantos.

Um dos principais conceitos do libreto – o de que o mundo aparentemente aprazível em que vivemos não passa de uma ilusão – está patente no painel central de outro famoso quadro de Bosch patente no Museu do Prado: o tríptico O Jardim das Delícias Terrenas.

(disclaimer: a Time Out esforça-se por ser um guia o mais completo e actualizado possível das delícias terrenas, mas declina qualquer responsabilidade por eventuais prejuízos que a fruição continuada de tais prazeres possa ter na salvação da alma dos seus leitores)

Para se ter uma ideia das óperas de Mendonça, eis um excerto de The House Taken Over (2013), com libreto de Dam Holcroft a partir da novela Casa Tomada, de Julio Cortázar. Com Kitty Whately, Oliver Dunn e o ASKO Ensemble dirigido por Etienne Siebens, que será o também o maestro da estreia de Bosch Beach em Lisboa. Este registo provém do Festival de Aix-en-Provence, mas The House Taken Over também já passou por Lisboa.

Teatro Maria Matos, quinta-feira 20 e sexta-feira 21, 21.30, 5-15€.

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