Yann Tiersen

Música, Clássica e ópera
Escolha dos críticos
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Yann Tiersen
©Christopher Espinosa Fernandez

Nas Mão de Yann Tiersen os mundos da música clássica, popular, experimental e folclórica moram em harmonia, mas o compositor e multi-instrumentista não encaixa
em nenhum deles. Bandas sonoras como Amélie e Adeus, Lenine! deram-lhe fama, mas
os lançamentos posteriores demonstram que soube avançar e evoluir, explorando um labirinto de possibilidades. Deu uma guinada para o rock, apossou-se de uma guitarra eléctrica, mas agora retoma o piano.

A nova digressão, que num
só dia aterra em duas sessões
no Coliseu, traz as peças mais emblemáticas da sua carreira
e apresenta pela primeira vez
ao vivo os temas do livro de partituras Eusa, onde viaja
pela ilha Ouessant, na Bretanha. Alia as teclas do piano a uma miríade de sons forrageados
da natureza, cartografando um mapa musical da ilha. Explora
a vastidão do oceano, escuta
o vento e desbrava floresta, maravilhado e embrenhado na majestade da natureza.

De todos os rumos que tomou ao longo da carreira, duas foram as constantes: o amor à pátria e uma umbilical união à natureza. Pincelou a música erudita
com contornos pop, criando melancólicas melodias e sons com inteligência emocional. Compõe música que parece simples, mas causa comoção. Há poder na sua simplicidade.

Ana Patrícia Silva

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